Navidades no ninho

Novembro 24th, 2010

E eis que, um mês antes do Natal, temos navidades no ninho.Já há pinheirinho com decoração personalizada, e para haver na plenitude aquilo a que se poderia chamar – existisse a palavra – “imbuimento” no espírito natalício, só falta o tradicional vídeo, que todos os anos aqui partilho, para assinalar o início da quadra.

Se fosse uma quadra popular começaria com algo como “São João, homem de luta / Estás a ver a porta que enguiça? / Está lá encostada uma …” e rimava depois, para o final, de maneira risível.

Mas não é, e por isso gosto de começar esta quadra natalícia de outra forma – mantendo o registo pândego e folgazão – convidando-vos para que se imbuam comigo neste delicioso sketch natalício.

Secreta… mas pouco

Outubro 21st, 2010

O maior medo dos serviços secretos de qualquer país é que, ao serem descobertos, os seus espiões ponham a nú todos os seus segredos.

Neste caso a Rússia viu confirmados os seus piores receios, quando a espiã Anna Chapman foi descoberta pelas autoridades dos EUA e deportada para o seu país natal.

Uma coisa ainda por explicar: porque é que os americanos andavam todos atrás dela e mortinhos por apanhá-la, e depois a mandaram embora? Não se compreende!

Voltando ao secretismo – ou falta dele  – parece-me que esta menina talvez tenha  um problema em passar despercebida, e daí o seu insucesso, mas no regresso à Mãe Rússia as autoridades deviam ter acautelado melhor as suas condições de vida futura, porque na falta de oportunidades no mercado  de espionagem interna, esta ex-espiã viu-se forçada a revelar os seus segredos mais íntimos nas revistas masculinas.

É a figura sensação do momento, a aquecer as discussões do frio país, com direito a capa na Maxim e promessa de aparição em breve na Playboy.

Já tem direito a site próprio e, a julgar pelo vídeo de apresentação, vai com certeza ter muito mais sucesso expondo-se perante as câmaras fotográficas do que a esconder-se das câmaras de vigilância.

Que o polígamo descanse em paz

Outubro 13th, 2010

Faleceu anteontem um senhor que metia D. Juan no bolso, um exemplo para qualquer Zézé Camarinha dedicado à arte da colecção de mulherio.

Apelidado de “Danger“, certamente por ser um perigo para qualquer donzela incauta, o queniano Ancentus Akuku Ogwela teve mais de 100 mulheres e “produziu” uma prol de cerca de 160 filhos.

O que é mais estranho no meio disto tudo, é como ele conseguiu resistir até aos 92 anos com tanta matéria a sair-lhe do corpo!

A sua durabilidade seria, no entanto de prever, porque, se pensarmos bem, ele teve que manter algo duro durante grande parte da sua vida activa.

Fazendo contas à merceeiro, se tomarmos em consideração que o primeiro casamento foi em 1939 – com 21 anos – e considerando que possa ter terminado a sua carreira reprodutora em 1993 – um ano depois do último casamento e com 75 anos – ficamos perante uma média verdadeiramente notável de 1,85 mulheres e 2,96 filhos por ano.

Se tivesse optado pela doação do seu dom reprodutor a bancos de esperma, teria ficado multimilionário, mas enveredou pela socialização e viu-se na necessidade de fundar duas escolas e uma igreja, só para educar os filhos, o que denota muita responsabilidade da sua parte.

A sua vida foi um exemplo de génio criativo, capaz de arranjar desculpas para tanta mulheres ao longo de tanto tempo e para dar nomes diferentes àquela filharada toda.

Dizem que nos últimos tempos já apresentava sinais de menos vitalidade e que parecia muito chupadinho.

A capacidade reprodutora do senhor fez-me lembrar um sketch fantástico dos Monty Python, que aqui deixo em memória do falecido.

Bed English

Outubro 11th, 2010

Este é mais um dos resultados visíveis da carreira académica (se é que lhe podemos chamar assim) do nosso primeiro-ministro.

Já lhe conhecíamos a faceta de linguista exímio dos seus discursos em castelhano escorreito, mas aqui o vemos no seu fluente inglês a discursar na Columbia University.

A pessoa que validou a sua passagem na disciplina de Inglês Técnico deve encontrar neste vídeo muitos motivos de orgulho… ou então se calhar não.

Na eventualidade de ter uma ínfima micro-molécula de consciência  poderá encontrar aqui justificação para se açoitar trezentas e vinte  e sete vezes ao dia, por ter aceite e corrigido positivamente um exame enviado por fax a um Domingo.

O conselho do ex-ministro da economia é que me parece que foi mal interpretado pelo nosso primeiro.

O que ele queria dizer é que ele deveria utilizar Bed English, arranjando quem com ele partilhasse a cama e durante o desfrute dos prazeres da carne lhe fosse segredando algumas coisas ao ouvido, em Inglês.

É um método que deve funcionar tão bem como aquelas cassetes antigas (do tempo dos walkman) para aprender línguas estrangeiras durante o sono, mas independentemente do que aprendesse sempre fazia melhor figurinha e ainda relaxava.

Fica a dica.

Alegria no trabalho

Setembro 20th, 2010

Eu sei. Eu sei que é quase uma heresia escrever este título a uma segunda feira, mas o vídeo que se segue inspira a que busquemos essa alegria.

Qual a solução?

Adaptarmos os nossos gostos à realidade da nossa função, por muito rotineira que ela seja, auto-motivando-nos assim para a cumprirmos na perfeição.

Este exemplo vem de um polícia de trânsito de Nova Iorque, que tem o prazer da dança e resolveu adaptar os movimentos inerentes à sua função de regulador de trânsito, para poder dançar e trabalhar ao mesmo tempo.

Resultado: diverte-se enquanto trabalha, chama a atenção dos condutores e assim regula o trânsito com mais eficácia.

Vejam lá o senhor Wilbert Castillo em acção.