Lua de Mel

Fevereiro 1st, 2011

A Lua de Mel é uma grande gulodice, com que os recém casados se lambuzam, e nós não fomos excepção.

Voamos à descoberta de uma terra distante, a Tailândia, com nidificação em Bangkok (este é o nome pelo qual a cidade é conhecida mundialmente, mas o nome completo e original dela é muito mais bonito: Krung Thep Mahanakhon Amon Rattanakosin Mahinthara Yuthaya Mahadilok Phop Noppharat Ratchathani Burirom Udomratchaniwet Mahasathan Amon Phiman Awatan Sathit Sakkathattiya Witsanukam Prasit. Os locais pelos vistos limitam-se a chamar-lhe Krung Thep, vá-se lá saber porquê!) numa primeira fase, seguindo depois para Phuket.

Foram doze dias maravilhosos, onde tivemos a oportunidade de contactar com uma cultura muito diferente e extremamente interessante, visitar monumentos únicos, conhecer tradições singulares, degustar uma gastronomia ímpar e usufruir de um clima maravilhoso, por entre paisagens paradisíacas.

Amor, relaxamento, aventura, paz, cultura, buda, praia, divertimento,  alegria, movimento, encantamento, flores, verdejante, paraíso, água, romance, comida, transparente, picante, milhas ou sol são palavras que podem ajudar a definir esta viagem, mas poucos serão os termos que possam definir com exactidão o nosso estado de espírito no final da mesma, tão positiva foi a experiência da estadia neste país.

Baterias carregadas, agora é voltar com força redobrada para o dia-a-dia, guardando todas as memórias destes dias num cantinho muito especial do nosso baú de recordações.

É tempo também de pôr a escrita em dia, porque este ninho tem que ser alimentado, mas para isso vão ser precisos tempo e inspiração – não necessariamente por esta ordem – para voltar ao normal, porque o mel torna as ideias e a escrita um bocadinho peganhentas.

Instantâneos d’ouro

Novembro 29th, 2010

No último fim-de-semana tive o prazer de regressar ao Douro e passear por aquela região fértil em paisagens deslumbrantes, como esta em que uma “ilha” emerge no meio de um mar de nuvens.

Mas nem tudo foi tão bonito.

Ao chegar ao hotel deparei-me com o aviso abaixo, que me deixou em pânico.

Fiquei atrapalhado porque o selo já estava quebrado quando o vi e não tinha como provar que não fui eu a quebrá-lo, mas acima de tudo fiquei extremamente nervoso porque não faço ideia de como iria arranjar dez mil escudos, caso fosse apanhado.

Felizmente correu tudo bem e ninguém me multou ou pediu escudos, e portanto continuamos serenamente até que este anúncio num prédio me captou a atenção.

É impressionante a capacidade edificadora do Homem, capaz de fazer apartamentos com esta dimensão!

Não sei como será viver num T3 mais mil novecentos e sessenta e oito milhões novecentos e quinze mil seiscentos e noventa e quatro, mas acho que são divisões a mais para tão poucas janelas.

Enfim, cada um saberá da luminosidade que necessita para viver e há até quem prefira a luz artificial, mas ainda assim aflige-me pensar no tempo necessário para a limpeza de tantos quartos.

Hotel Marina Bay Sands

Outubro 18th, 2010

Hoje está um dia lindo, com o sol a brilhar e a espicaçar mais um bocadinho a permanente vontade de viajar.

Já que não dá para voar sempre que se quer nem para onde se deseja, voa-se em sonhos, e hoje aterrei direitinho neste magnífico Hotel, o Marina Bay Sands, em Singapura, equipado com 2500 quartos, teatros, casino e coroado com o magnífico Sands Sky Park, com a sua piscina de 150 metros e 12.400 metros quadrados de luxuriosos jardins, suspensos a 200 metros de altura.

Aproveitem a boleia e deliciem-se também com esta mega obra de engenharia ao serviço do turismo.

Zermatt e Matterhorn

Julho 24th, 2010

Conhecia Genéve e Zürich, achava que eram cidades interessantes, das quais gostei muito, mas que não me marcaram o suficiente para pôr a Suíça no topo dos destinos favoritos.

Estava longe de imaginar, na altura que visitei esta duas cidades, que seria o trabalho a trazer-me até aos Alpes Peninos, numa visita técnica, para perceber finalmente porque é que as vacas aqui se riem.

Chegados ao fim de uma estrada, depois de uma viagem em que a beleza natural alpina já se revelava em todo o seu esplendor, informam-nos que para chegar ao nosso destino devemos continuar de comboio.

Isto porque na fascinante vila de Zermatt os carros não circulam.

Feitos os vinte minutos de comboio, deparamos com uma típica vila Suíça, com casas de madeira extremamente bem decoradas com flores coloridas, de um asseio irrepreensível, com as características de casa de montanha que só estamos habituados a ver em filmes.

Parece que de repente entramos para dentro de um postal, que ganhou vida, odores e tridimensionalidade e nos arrebata por completo.

Este é o “quartel-general” de uma imensidão de turistas, que daqui partem à descoberta do imponente Matterhorn (inspirador do formato dos famosos chocolates Toblerone) e das suas riquezas naturais, seja a pé, de bicicleta, praticando rafting, parapente ou actividades de neve.

Aqui respira-se ar puro, mas também se sente no ar permanentemente a vibração da aventura, o respeito pela natureza, sempre pautados por uma exemplar ordem e cidadania, contextualizados por uma envolvente típica desta região, que a torna romântica.

Na bagagem levo uma enorme vontade de voltar, com mais tempo, porque este é daqueles sítios onde parece que podemos descobrir algo de deslumbrante a cada esquina que dobramos.

Corona Save the Beach Hotel

Julho 5th, 2010

Os esforços pela preservação ambiental são uma realidade crescente, felizmente, na generalidade dos países desenvolvidos, mas o projecto Corona Save the Beach Hotel é um exemplo de criatividade que acho que vale a pena destacar.

O artista HA Schult construiu um hotel com pedaços de lixo recolhidos em praias europeias, com o intuito de alertar para a poluição crescente destes espaços balneares e ajudar activamente na recuperação de, pelo menos, uma praia europeia por ano.

Pode parecer um objectivo prático pouco ambicioso, mas, como diz o dito popular, “grão a grão enche a galinha o papo”, e só o facto de se falar disso já é um contributo importante.

A iniciativa conta com vários apoios institucionais, como o programa Bandeira Azul – que certifica as praias revitalizadas – e de caras conhecidas do grande público, como Helena Christensen ou Bar Refaeli,  que ajudam a dar maior visibilidade ao projecto.

Espero que não seja necessário continuar a construir hóteis deste género, até porque podem fazer concorrência ao espaço onde trabalho, e por isso vou ter ainda mais atenção para não permitir a ninguém deixar lixo na praia.