Terminologia militar

Agosto 14th, 2013

Ainda há quem discuta se as mulheres devem ou não estar no exército.

Acho que não há discussão possível – devem estar -, mas admito que há coisas que devem ser alteradas.

Há pouco, ouvi alguém referir-se a uma “sargento” como “sargenta”.

Nem todos saberão qual a correta forma semântica e por isso temos que admitir que este será um erro comum.

Ora, este é um termo demasiadamente próximo, foneticamente, de “sarjeta”, o que é claramente depreciativo para o estatuto destas militares.

Quando dita de forma muito rápida, a frase “Fulana de Tal vai ser promovida a sargenta!” poderá levantar imediatamente a questão “E até aqui era o quê, a Fulana de Tal? Latrina?”, para o mais desatento dos transeuntes.

Acho que os nossos generais se deviam debruçar sobre esta temática, pelo menos para criar algum burburinho na messe, que é um sítio normalmente muito pacato.

Já que falamos de messe, penso que poderiam também estudar a mudança do nome desse sítio, porque há muitos que lá vão ter com um papelinho e caneta à procura de um valioso autógrafo, e vêm de lá muito desiludidos porque não era daquilo que estavam à espera.

Só para terminar, se querem chamar “parada militar” a um evento, parem de marchar de um lado para o outro e fiquem mesmo parados, porque com esse movimento todo confundem os mais jovens.bilde

Tiro aos pratos

Agosto 22nd, 2011

Ontem apercebi-me – por estar próximo de um campo de tiro – de um verdadeiro genocídio.

Cento e vinte e seis pratos morreram durante uma tarde, assassinados por atiradores equipados com óculos especiais e protecções auditivas, e ninguém fez nada para impedir esta matança.

Não consigo perceber o que motiva estas pessoas, capazes de um acto tão bárbaro.

Podiam fazê-lo com o intuito de os comer, mas não me recordo de ouvir falar em Arroz de Prato nem de Prato com Laranja.

O mínimo exigível seria que, pelo menos, utilizassem os restos mortais para fazer Bolo do Caco, mas nem isso é aproveitado.

Há mais motivos que me causam alguma exaltação interior quando penso nas consequências desta mortandade selvática.

Alguém se importa com o drama familiar que o desaparecimento destes pratos causa?

Como ficará uma prata, ao receber a notícia de que o seu marido foi morto enquanto voava inocentemente por cima de um campo?

Fundida, com certeza!

É um problema muito grave da nossa sociedade, que tem que ser denunciado.

Há um tratamento desigual de umas coisas para as outras, preconceitos que persistem, resistindo ao evoluir das mentalidades.

Se alguém dispara contra um banco, mesmo que só arranhando a sua pintura ligeiramente, vai logo a polícia atrás dele, perseguindo-o, prendendo-o e punindo-o com severidade.

Mas se se dispara contra um prato, deixando-o estraçalhado, jazendo no chão, nada é feito a não ser bater palmas ao indivíduo que efectuou o disparo e felicitá-lo pela pontaria.

Há até competições que legitimam esta prática e prémios para os melhores atiradores.

Uma pouca-vergonha!

Pratos e bancos deviam ser tratados da mesma forma e já é altura de acabar com estas razias de pratos ao fim de semana.

Persiga-se e castigue-se quem dizima a pratalhada!