Fuso horário unipessoal

Abril 19th, 2011

Há pessoas que parece que têm um fuso horário unipessoal, normalmente regulado a ocidente das outras pessoas.

Quando se combina um encontro para determinada hora, chegam sempre depois, e agem como se nada fosse e até seja perfeitamente normal chegar com mais de 30 minutos de atraso.

Os fusos horários unipessoais caracterizam-se pela falta de rigor científico, variando muito de pessoa para pessoa, mas variando também na própria pessoa, que pode chegar com 15 minutos de atraso a um local, mas no mesmo dia pode aparecer, numa segunda vez, 45 minutos depois da hora.

É um mistério o funcionamento e a regulação deste género de fuso horário.

A mim causa-me imenso transtorno, porque me regulo pela exactidão do fuso horário nacional (seja lá onde estiver) e por isso estou no local combinado, regra geral, escrupulosamente à hora marcada.

E ainda por cima sou uma pessoa que “jet-laga” com facilidade, como se constata pela aparição regular da sintomatologia associada, como sejam dores de cabeça, confusão e irritabilidade, de cada vez que combino alguma coisa com uma destas pessoas.

Se considerarmos que “tempo é dinheiro”, não seria pertinente que houvesse uma lei que obrigasse ao pagamento de uma taxa por se perder tanto tempo e paciência à espera que estas pessoas apareçam?

“Estou aqui à tua espera há mais de 20 minutos! Estás-me a dever 10€ de T.E.M.P.O. (Taxa Especial por Massacrar a Paciência dos Outros).”, seria uma frase possível de aplicar com o surgimento dessa taxa.

Acredito que a partir daí muita gente começasse começasse a acertar o seu relógio interno pelo fuso horário nacional e não pelo seu próprio fuso.

Se não o fizessem , pelo menos eu poderia deixar de trabalhar e dedicar-me exclusivamente a viver de T.E.M.P.O.

Subida da taxa de juro

Março 31st, 2011

Eu sou um grande apologista da subida das taxas de juro e acho mesmo que só com a subida delas é que podemos almejar ao restabelecimento da credibilidade da nossa democracia.

Pode parecer estranho numa primeira leitura, mas parece-me que faz sentido se tivermos em conta que existe um ditado popular que diz que quem mais jura mais mente, e se considerarmos que uma promessa é um comprometimento, logo, uma jura.

Assim sendo, cada vez que um político se compromete com algo, quando promete alguma medida, está, na prática, a dizer “juro que…”.

Uma forma eficaz de controlar o seu desprendimento verbal, o anúncio avulso de ideias demagógicas e o populismo crescente e insustentável dos programas eleitorais seria então criar um imposto sobre esse  acto de dizer “juro”, uma taxa de juro a sério, que incidisse sobre esses devaneios constantes dos politiqueiros profissionais.

Essa taxa deveria ser aplicada de forma rigorosa e implacável, para que eles sentissem na prática os reflexos de cada declaração ou juramento não levados a cabo e/ou se aplicassem a fundo na concretização das medidas propostas.

Por outro lado, se desta forma não ficasse corrigida esta maneira de estar na política, ao menos algum contributo para o aumento da receita pública estaria a ser prestado directamente pelos nossos políticos e nem tudo estaria perdido.

Depois de criada essa taxa, que suba, que suba muito e muito rápido, para ver se entramos nos eixos.