T-shirt desportiva de cerimónia

Agosto 1st, 2013

É engraçado ver como as pessoas se aperaltam de forma especial quando vão a sítios ou cerimónias que fogem das suas rotinas habituais.

Tendencialmente vestimos os nossos melhores trapinhos quando vamos a algum lado a que não vamos muitas vezes ou participamos em algum evento especial, engrandecendo o momento.

É também aqui que nos revelamos sociologicamente, expondo aquilo que, para nós, é valioso, importante ou simbólico.

De entre as peças ou sinais que mais saltam à vista como clichés identificativos do que estou a dizer estão os sapatinhos de ir à missa, os vestidos de noite, a brilhantina no cabelo, a camisinha branca, a maquilhagem excessiva ou as jóias em abundância.

Mas de todas as peças deste género, a que mais me desconcerta e causa tremeliques nas células sorrisais é a t-shirt do clube desportivo.

De futebol, basquete ou rugby, acho fabuloso que alguém considere sinónimo de aperaltar-se vestir uma peça de vestuário destas.

Se este é o traje formal, o informal é o quê?

Um colete de cartão?

Uma toga de sarapilheira?

A sério, fico muito confuso.

Nem sei mais o que vos diga.

Vou ver um bocadinho de uma reposição de um qualquer Big Brother, a ver se me epifaniza.

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Tiro aos pratos

Agosto 22nd, 2011

Ontem apercebi-me – por estar próximo de um campo de tiro – de um verdadeiro genocídio.

Cento e vinte e seis pratos morreram durante uma tarde, assassinados por atiradores equipados com óculos especiais e protecções auditivas, e ninguém fez nada para impedir esta matança.

Não consigo perceber o que motiva estas pessoas, capazes de um acto tão bárbaro.

Podiam fazê-lo com o intuito de os comer, mas não me recordo de ouvir falar em Arroz de Prato nem de Prato com Laranja.

O mínimo exigível seria que, pelo menos, utilizassem os restos mortais para fazer Bolo do Caco, mas nem isso é aproveitado.

Há mais motivos que me causam alguma exaltação interior quando penso nas consequências desta mortandade selvática.

Alguém se importa com o drama familiar que o desaparecimento destes pratos causa?

Como ficará uma prata, ao receber a notícia de que o seu marido foi morto enquanto voava inocentemente por cima de um campo?

Fundida, com certeza!

É um problema muito grave da nossa sociedade, que tem que ser denunciado.

Há um tratamento desigual de umas coisas para as outras, preconceitos que persistem, resistindo ao evoluir das mentalidades.

Se alguém dispara contra um banco, mesmo que só arranhando a sua pintura ligeiramente, vai logo a polícia atrás dele, perseguindo-o, prendendo-o e punindo-o com severidade.

Mas se se dispara contra um prato, deixando-o estraçalhado, jazendo no chão, nada é feito a não ser bater palmas ao indivíduo que efectuou o disparo e felicitá-lo pela pontaria.

Há até competições que legitimam esta prática e prémios para os melhores atiradores.

Uma pouca-vergonha!

Pratos e bancos deviam ser tratados da mesma forma e já é altura de acabar com estas razias de pratos ao fim de semana.

Persiga-se e castigue-se quem dizima a pratalhada!