Objectivo concretizado

Fevereiro 23rd, 2011

Ontem foi um dia muito especial, porque a minha mulher concretizou um objectivo há muito ambicionado, fruto do seu trabalho e por mérito próprio.

É muito bom poder partilhar a sua alegria, estado de alma e sentido de dever cumprido, porque sei o quanto este objectivo para ela significa.

O sol radioso que parecia iluminar-lhe o espírito no final do dia de ontem é mais que merecido, e é para mim um prazer infinito sentir-me aquecido por esses raios de luz carregados de positivismo.

Sou uma pessoa que se auto-motiva com facilidade, mas aquele brilho no olhar, o rosto resplandecente, a vibração contagiante e o sorriso rasgado que ela ontem ostentava, para além de realçar a sua beleza, são motivos  extra, num ano que se afigura de grande trabalho, para me motivar ainda mais na luta pelos meus objectivos pessoais e pelos que temos em comum.

Obrigado por isso minha linda, muitos e muitos parabéns… e venha de lá mais champanhe!

O outro

Fevereiro 17th, 2011

Admiro o outro e gostava de o conhecer.

Quando digo o outro não me refiro a uma qualquer figura que representa o amante de alguém, não.

O outro a que me refiro é aquela pessoa extraordinária, sempre com algo sensato e espirituoso para dizer, que anda na boca de grande parte dos portugueses.

Mais citado que poetas, futebolistas, comediantes, políticos ou líderes religiosos, o outro inspira grande parte da população portuguesa, que bastas vezes para fazer uma intervenção pertinente recorre ao que já por esse guru foi dito.

“É como diz o outro: …”

Admirável a forma como mesmo este intróito já soa bem, anunciando o quão apropositada será a frase seguinte.

A figura abstracta na qual se escuda o outro adensa o mistério sobre este mestre da fraseologia e aumenta em mim o fascínio pela sua personagem.

Adorava conhecer o outro.

Aliás, numa limpeza profunda ao meu âmago é capaz de se encontrar um cotãozinho de esperança em tornar-me um dia, eu mesmo, no próprio outro.

O Grande Dia

Janeiro 14th, 2011

É já amanhã que chega aquele que já ouvi apelidado por alguma gente, muito justamente, de “O Grande Dia”.

Para não me alongar muito em considerandos, porque ainda há detalhes a tratar ,vou-vos deixar abaixo um texto que escrevemos para este momento tão especial das nossas vidas.

Só voltarei aqui em Fevereiro, mais alegre e bronzeado que nunca.

Até lá!

A Aventura do Casamento

Há quem diga que o casamento é uma verdadeira aventura e nós acreditamos que sim, talvez seja até mais arriscado do que muitas outras aventuras, porque, ao contrário de uma qualquer caça ao tesouro, não há pistas nem mapas e portanto entra-se num mundo desconhecido, do qual não se sabe bem o que esperar.

Tudo começa, porém, muito antes, na exploração que duas pessoas fazem uma da outra, no estudo dos sinais, na descoberta de gestos, odores, sons e olhares que adensam a vontade de conhecimento e que espicaçam a vontade de estar mais perto.

Existe um certo mistério no ar.

Após este primeiro momento descobre-se que não há um plano maléfico para conquistar o mundo, mas sim um plano benéfico para conquistar o outro, e surge novo desafio.

Surge a conquista que desperta os sentidos e que estimula à criação de cenários, de sonhos, de romance.

É um estado de arrebatamento em que tudo é lindo, tudo é bom, tudo funciona, onde se descobrem novas pistas diariamente, desfazendo aos poucos o mistério e onde a confiança e companheirismo ainda são conceitos novos, que vão ganhando consistência e que vão dando novo rumo à aventura.

E depois?

Depois veio o coelhinho, e foi com o Pai Natal, e o palhaço, no comboio ao circo.

De onde é que terá vindo isto?

Ainda devem ser resquícios de uma qualquer fantasia de Natal, que foi há muito pouco tempo… enfim… como estávamos a dizer…

Depois vem a consolidação, o desenhar de planos de futuro, a partilha de projectos, o pensar a dois, o viver a dois, a repartição de responsabilidades, a valorização dos prós, o combate aos contras, a experiência de sentir a união crescer e solidificar-se a cada dia, até ser inconcebível estar separados, até deixar de fazer sentido estar seja onde for sem a outra pessoa e ser difícil imaginar um dia sem a ver.

E por fim, o que nos trás aqui hoje, a decisão de querer isso para sempre, de querer assumir uma nova missão e enfrentar um futuro com esperança, com optimismo, com vontade de crescer mais, de dar frutos e vê-los crescer, de construir uma família, conscientes das dificuldades, mas com a certeza que serão muito menores se forem enfrentadas em conjunto, com a segurança de que juntos fazemos os obstáculos parecer pequenos, que nos complementamos e preparamos para fazer qualquer travessia mais facilmente, com o receio transformado só num nervoso miudinho, que um olhar e um beijo afastam definitivamente.

É o capítulo decisivo, o que dará continuação a esta aventura, onde se dá um salto para o desconhecido, mas que se parte definitivamente em busca de um objectivo comum, levando na bagagem dinâmica, amizade, vibração, respeito, cumplicidade, verdade, sonhos, lealdade, crescimento, emoção, sentimentos, compromisso, amor e muito companheirismo.

Já dizia o bom velho conselheiro matrimonial do Big Brother 1, o Telmo: “É como na trópá!”

Limbo de fim de ano

Dezembro 29th, 2010

O Limbo poderá ter várias definições, sendo que uma delas é a de que se trata de um espaço transitório, algo semelhante, numa versão simplificada, a este que vivemos entre o Natal e a passagem de ano, em que tudo está aberto mas nada está verdadeiramente a funcionar, porque estamos num período indefinido que é comummente designado por “festas”.

Há até quem teimosamente continue a desejar ao longo desta semana “boas festas!” a quem se cruza consigo, sem se aperceber que uma das festas já passou, e que portanto deveriam rectificar esses desejos para um simples “boa festa!”.

Outra definição para a palavra Limbo, está associada a uma dança/coreografia/dinâmica de grupo/jogo (parece um código de barras), em que um grupo de pessoas se dispõe em fila perante uma fasquia com o intuito de, um a um, conseguir passar por baixo dela sem a derrubar e sem se desequilibrar, podendo tocar no chão somente com os pés.

É um movimento complicado, onde a dificuldade aumenta à medida que o tempo passa, baixando-se a fasquia gradualmente.

Parece-me que esta é uma boa imagem para ilustrar o País no final deste ano, vergado perante uma fasquia que baixa muito rapidamente, tentando uma manobra de contorcionismo dificílima para não cair e mantendo o esforço de passar para o outro lado sem tocar com as mãos no chão.

Do outro lado está a esperança de um futuro mais folgado, em que se poderá eventualmente andar de cabeça erguida e restabelecer o equilíbrio natural de que tanto necessitamos.

Este é o meu último post deste ano, por isso o aproveito para desejar que cada um de vós consiga, na medida do possível, passar mais uma fase deste Limbo com agilidade, equilíbrio, rapidez, dedicação, entreajuda e graça.

Vemo-nos em 2011, de pé, com força nas pernas e com muito optimismo.

Subvoar

Novembro 16th, 2010

Porque é que as pessoas acham tão fascinante sobrevoar uma cidade?

Toda a gente fica maravilhada quando vê uma paisagem aérea urbana, uma imagem colhida de um arranha-céus ou quando passa de avião ou helicóptero por cima de uma cidade.

Não será tão fascinante subvoar uma cidade quanto sobrevoá-la?

Percorrê-la bem juntinho ao chão e ver os edifícios a ganharem outra dimensão, num crescimento onde o céu é o único limite, ao mesmo tempo que se pode sentir de perto o pulsar da cidade, as suas pessoas e o seu movimento.

Desafio-vos a se lançarem nesta nova modalidade, pedirem emprestada uma cama com rodinhas ao mecânico mais próximo de vós e subvoarem a vossa cidade bem rentinho ao chão, olhando para cima.

Tenho a certeza que será uma experiência, no mínimo, reveladora, que mudará a vossa perspectiva urbana e, quiçá, a forma como vêem a vida.