Obissuário

Janeiro 4th, 2013

Existe um tipo de pessoas no mundo do trabalho que me irrita a um ponto em que as visualizo permanentemente com um marcador laser na testa.

Vocês já se encontraram seguramente com este género de pessoas, e se forem bons profissionais não andarão longe deste sentimento.

São aqueles indivíduos que estão sempre a colocar dificuldades a tudo o que é sugerido fazer.

“Isso não vai funcionar”, “não achas isso muito arriscado?”, “sim, mas se fizeres isso vais mexer com aquilo e está tudo tramado” e por aí fora, num relambório contínuo de óbices levantados, a cada frase que dizem.

São estas figuras que passam ao lado de termos como criatividade, inovação, proatividade, empreendedorismo, flexibilidade ou dinamismo, que me arrepiam os pêlos a um ponto que seria capaz de lavrar com eles.

Acho que estas pessoas deviam ser liminarmente excluídas do mundo profissional, para que deixem trabalhar quem quer e se deixem de fosquinhas e reviengas para que tudo fique na mesma.

A bem da produtividade, devia ser lançado um portal público onde fosse declarada a morte profissional deste tipo de fulano, denunciando este tipo de pessoas.

Este sítio onde são expostas as pessoas que estão constantemente a apontar óbices ao progresso do trabalho seria chamado de Obissuário e os seus anúncios teriam um aspeto semelhante ao da figura aqui apresentada.

Dotaríamos assim o mundo do trabalho de uma ferramenta extremamente útil para excluir das empresas estes fulanos que enregelam a nossa massa produtiva.

Parece-vos bem?Obissuário

 

Cura rápida

Novembro 9th, 2010

O Serviço Nacional de Saúde, a sua organização, a qualidade e rapidez do serviço prestado é algo que preocupa todos os portugueses.

As Unidades de Saúde Familiar surgiram com o propósito de aumentar a facilidade de acesso aos cuidados de saúde, incrementar a qualidade, a satisfação e melhorar a eficiência nos serviços.

Pela minha experiência pessoal acho que funcionam bem, mas as pessoas ainda não os procuram a não ser que seja inevitável.

Uma demonstração de arrojo e visão por parte dos nossos governantes seria aumentar em larga escala essa rede de cuidados de saúde, permitindo que eles fossem implantados nos sítios mais visitados das cidades, os centros comerciais.

Devia-se adaptar o conceito de negócio das tão populares cadeias de fast food, e criar lojas de fast cure em todos os centros comerciais do país, dando origem a redes de lojas como o McDóidói’s ou a Dental Hut, com procedimentos standard e elevados padrões de controle de qualidade, associados a uma imagem corporativa forte, atendimento rápido, e produtos perfeitamente adaptados às necessidades e motivações dos clientes, a um baixo custo.

Imaginem por exemplo um dia poderem ir ao McDóidóis e pedir um Menu BigMaca, com extra gesso, acompanhado de trata feridas das grandes e o copo maior de soro sem gelo, e isso vos ser servido só em 2 minutos.

Não tenho dúvidas que era um conceito exportável para todo o Mundo e gerador de grande riqueza para quem o tivesse patenteado.

As moscas

Setembro 3rd, 2010

Gosto muito do nosso planeta, das suas paisagens e seres vivos que o habitam, mas não consigo deixar de pensar que as moscas são o ser vivo mais repugnantemente inútil que conheço.

Têm asas e voam como as abelhas, mas não produzem mel.

Alimentam-se de dejectos como as hienas, mas essas ao menos parece que passam a vida a rir-se, o que as torna de certa forma divertidas.

São pretas e pequeninas como azeitonas, mas não são ingeríveis cruas e quando espremidas não fornecem um néctar saboroso que se possa usar na culinária.

Insistem imenso, como um operador de telemarketing, sempre a voar às voltinhas, por mais que as pessoas façam notar que as querem longe, mas não lhes é conhecido um único caso de sucesso que traga uma mais valia económica para o seu empregador.

Qual empregador? Quem é que daria emprego a um ser que zumbe o dia inteiro à volta das suas orelhas?

Tudo bem que os camaleões e as aranhas precisem de comida, mas não há um qualquer Chameleon ou Spider Pal que se lhes possa dar em substituição?

Ao menos que ficassem bonitas em arranjos florais, bijuteria ou roupa, ou pudessem ser secas para uso das suas propriedades terapêuticas em infusões!

As moscas são, definitivamente, um projecto falhado da Criação e, como qualquer projecto de insucesso industrial e/ou comercial, devia ser retirado de linha, para não se persistir no erro milenar de continuar a produzir estes pequenos monstrinhos sobrevoadores de esterco e arruinadores da paz merendeira de qualquer piquenique tranquilo.