Cura rápida

Novembro 9th, 2010

O Serviço Nacional de Saúde, a sua organização, a qualidade e rapidez do serviço prestado é algo que preocupa todos os portugueses.

As Unidades de Saúde Familiar surgiram com o propósito de aumentar a facilidade de acesso aos cuidados de saúde, incrementar a qualidade, a satisfação e melhorar a eficiência nos serviços.

Pela minha experiência pessoal acho que funcionam bem, mas as pessoas ainda não os procuram a não ser que seja inevitável.

Uma demonstração de arrojo e visão por parte dos nossos governantes seria aumentar em larga escala essa rede de cuidados de saúde, permitindo que eles fossem implantados nos sítios mais visitados das cidades, os centros comerciais.

Devia-se adaptar o conceito de negócio das tão populares cadeias de fast food, e criar lojas de fast cure em todos os centros comerciais do país, dando origem a redes de lojas como o McDóidói’s ou a Dental Hut, com procedimentos standard e elevados padrões de controle de qualidade, associados a uma imagem corporativa forte, atendimento rápido, e produtos perfeitamente adaptados às necessidades e motivações dos clientes, a um baixo custo.

Imaginem por exemplo um dia poderem ir ao McDóidóis e pedir um Menu BigMaca, com extra gesso, acompanhado de trata feridas das grandes e o copo maior de soro sem gelo, e isso vos ser servido só em 2 minutos.

Não tenho dúvidas que era um conceito exportável para todo o Mundo e gerador de grande riqueza para quem o tivesse patenteado.

Governo acusado de tráfico de insuficiências

Outubro 15th, 2010

Fonte anónima fez a denúncia e a PJ começou imediatamente a investigação sobre um suposto tráfico de insuficiências levado a cabo por membros do Governo.

A acusação de alegadamente usar as suas próprias insuficiências decisórias, a par de insuficiências curriculares, de experiência, competência, responsabilidade e até mesmo de honestidade, transformando-as em enormes insuficiências económicas, sociais e culturais no País, caiu como uma bomba entre os deputados da Assembleia da República.

Apesar de ainda não haver uma posição oficial de São Bento relativamente a este caso, o Ninho de Pássaro sabe, através de fonte colocada no jardim do Primeiro-Ministro, junto a umas sebes que lhe dão um ar bucólico, que este ordenou a criação de uma comissão de inquérito para averiguar com detalhe o significado de “tráfico” e seguidamente de “insuficiências”.

Entretanto, ao que o Ninho de Pássaro teve oportunidade de apurar, a PJ teme que o caso venha a ser arquivado por insuficiência de provas.

Bed English

Outubro 11th, 2010

Este é mais um dos resultados visíveis da carreira académica (se é que lhe podemos chamar assim) do nosso primeiro-ministro.

Já lhe conhecíamos a faceta de linguista exímio dos seus discursos em castelhano escorreito, mas aqui o vemos no seu fluente inglês a discursar na Columbia University.

A pessoa que validou a sua passagem na disciplina de Inglês Técnico deve encontrar neste vídeo muitos motivos de orgulho… ou então se calhar não.

Na eventualidade de ter uma ínfima micro-molécula de consciência  poderá encontrar aqui justificação para se açoitar trezentas e vinte  e sete vezes ao dia, por ter aceite e corrigido positivamente um exame enviado por fax a um Domingo.

O conselho do ex-ministro da economia é que me parece que foi mal interpretado pelo nosso primeiro.

O que ele queria dizer é que ele deveria utilizar Bed English, arranjando quem com ele partilhasse a cama e durante o desfrute dos prazeres da carne lhe fosse segredando algumas coisas ao ouvido, em Inglês.

É um método que deve funcionar tão bem como aquelas cassetes antigas (do tempo dos walkman) para aprender línguas estrangeiras durante o sono, mas independentemente do que aprendesse sempre fazia melhor figurinha e ainda relaxava.

Fica a dica.

Venha o Outono… democrático

Setembro 24th, 2010

Hoje acordei com a esperança que o primeiro dia de Outono trouxesse vontade de actuar sobre a nossa democracia.

Uma árvore democrática que se preze é, por definição, de folha caduca, deixando cair as suas folhas velhas regularmente para permitir o surgimento das verdes folhas, sinal de vitalidade e pujança.

Ao olhar para o aspecto da nossa árvore, cujos frutos são cada vez mais escassos e de pior qualidade, fica a certeza de que é indisfarçável a doença e que é evidente que quanto mais altas estão as folhas mais escuro é o seu aspecto, acastanhado a um ponto putrefacto, da cor do dejecto em que se vai tornando a nossa justiça, a nossa educação, a nossa economia, a nossa saúde.

Então é tempo de caírem, e o Outono deveria servir para isso.

No entanto, parece-me que a ordem natural das coisas está alterada por um qualquer bicho que se alojou na árvore e que lhe mudou a essência, encarregando-se de tornar perene a folha e com essa perenidade deixar apodrecer todos os seus ramos.

A raiz, a base dessa árvore, continua a ser adubada com facilitismos e subsídios ocos, numa terra de falsas novas oportunidades, que o encaminham para um enterrar constante num sub-solo de mediocridade, inconsciência e indiferença, perdendo cada vez mais força para dar nova vida à árvore.

Se o Outono não actua naturalmente, ao menos que surgisse algum jardineiro que a podasse e retirasse essas folhas castanhas e pretas, em vez de continuar esta árvore a ser tratada por uma qualquer máquina partidária com o sensor óptico danificado, que se recusa a ver a verdadeira cor da folha e se limita a verificar que as folhas nasceram vermelhas, laranja, rosa ou azuladas, deixando-as eternamente a apodrecer nos centenários ramos, assistindo letargicamente ao lento e penoso definhar da árvore.

Eu gostava muito que chegasse esse Outono democrático, e não fazia mal nenhum que viesse acompanhado de umas boas castanhadas!

Kagame

Agosto 10th, 2010

Gostava de presenciar o diálogo, e posterior reacção do nosso primeiro-ministro, se lhe fosse apresentado espontaneamente o recém-eleito presidente do Ruanda.

Virando-se de repente e estendendo a mão, diria:

– Hello, Sócrates.

Ao que o outro responderia:

– Hello, Kagame.

A cara do senhor nesta fotografia ainda torna mais prometedor este momento bonito, sem dúvida.

E se passasse pela cabeça do nosso primeiro-ministro que o tom de pele do senhor ruandês se devia a ele já ter sido apresentado a mais portugueses solícitos anteriormente?

Aquele momento constrangedor em que limpa a mão ao casaco disfarçadamente e aproveita a primeira abébia para cheirar os dedos… que delícia de imagem mental!

Outra particularidade interessante deste senhor é que, visitado o seu site pessoal, não deixa de parecer estranha a colocação do punho branco fechado, donde parece sair, mais ao menos a meio, uma faixa branca e estreita, onde está inscrita a letra P.

Será, pergunto eu, um P de “pirete”?