Abertura da quadra natalícia

Dezembro 5th, 2013

As tradições ainda são o que eram, pelo menos neste moquifo.

Todos os anos se abre a quadra natalícia, aqui pelo Ninho, com a visionamentalizacionalização de uma das mais deliciosas peças de escrita natalícia, personificadas em televisão pelo grandiosíssimo Herman José e a sua crew.

É a Música no Coração cá do sítio, o Natal dos Hospitais deste blogue, o Coro de Santo Amaro de Oeiras desta página.

Não me consigo fartar – e já lá vão muitos anos – deste magnífico sketch, arejado na muy nobre e digna de leitura Herman Enciclopédia, na última década do século passado.

É o vídeo que todos os anos me faz rir e desejar do fundo do coração que todos vivam intensamente esta quadra natalícia.

Bom Natal!

 

 

 

Natalização Precoce

Novembro 28th, 2013

Estamos quase, quase, quase em Dezembro, mês do Natal.

É possível que, para muita gente que se manteve viva durante os últimos meses de Setembro, Outubro e Novembro, esta minha afirmação não faça muito sentido, já que há Natal por todo lado de há três meses para cá.

Este fenómeno, mais ao menos recente e ainda pouco discutido na praça pública, é hoje em dia objeto de estudo, sendo denominado de natalização precoce.

A natalização precoce, também conhecida pelo termo em latim natalis praecox, é um problema social muito comum em gestores de lojas ou grandes superfícies comerciais, estimando-se que afete 95% destes indivíduos, atualmente.

A maioria dos sociólogos entendem a natalização precoce como o défice do controlo sobre a natalização, interferindo com o bem-estar social ou emocional de quem convive com estas pessoas e/ou frequenta os espaços por elas geridos.

Dependendo do caso, os sintomas de natalização precoce podem ser mais ou menos visíveis.

De uma simples mudança de música ambiente a partir de Setembro, a ter todas as montras cheias de neve e os funcionários vestidos de rena em meados de Outubro, passando por uma mini Lapónia na zona das caixas registadoras no início de Novembro.

Em qualquer dos casos, existe uma antecipação forçada do espírito natalício que esvazia o significado da quadra natalícia por a estender demasiadamente no tempo.

É como se se diluísse um pequeno pacote de açúcar num tanque de 500 litros de água, e esperar que o sabor seja o mesmo que o obtido quando se deita o mesmo conteúdo numa pequena chávena de café, dizem os sociólogos.

Estudos recentes – ainda não divulgados – levantam a hipótese de uma das causas da natalização precoce advir da enorme pressão comercial a que os pacientes estão sujeitos, estando ainda por provar que não seja só um desarranjo hormonal, uma gula insaciável ou um mero fetiche sexual, como sugerem outros estudos.

Como qualquer disfunção ainda pouco estudada, abundam teorias sobre a forma mais eficaz para a combater.

Há quem sugira a leitura diária de um calendário, a aquisição de uma gama alargada de coletâneas de música chill out, reuniões em grupos de apoio aos natalizadores precoces ou ações de formação focadas em técnicas de marketing e vendas alternativas e criativas.

O maior ativista contra a natalização precoce, o padrinho da iniciativa “Natal é em Dezembro, cum caraças!”, o senhor Pai Natal, assinou recentemente um folheto explicativo sobre esta disfunção, onde eloquentemente apela a todos os natalizadores precoces que “deixem um gajo descansar em paz, que já  me chega o preço do feno de rena aditivado não parar de subir e ainda estou a fazer um tratamento muscular doloroso, derivado a um estiramento orçamental de que padeci no ano passado.”

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Natal sem burro nem vaca

Dezembro 23rd, 2012

Vocês não vão sentir falta do burro e da vaca no vosso presépio?

Sou do mais seguidista que pode haver em relação ao que o Papa vai dizendo, e portanto apressei-me a escacar o burro e a vaca de porcelana que costumo pôr no meu presépio assim que ele disse que afinal eles não estavam lá na altura do nascimento do Menino.

O pior veio depois.

Aquele sentimento de vazio, de que falta alguma coisa que me acompanhou desde pequenino e o peso na cosnciência, indiciador de que algo de mau houvera feito.

Daí à reflexão sobre esta temática foi um pequeno passo.

Em relação às vacas estou de certa forma tranquilo, porque têm mais funções e estatutos simbólicos que se perpetuam, pelo menos no que à mais velha profissão do mundo diz respeito.

É o burro que me causa espécie, porque toda a gente sabe que não serve para grande coisa a não ser para postais ilustrados do mundo rural e para o presépio.

Ao tirá-lo de lá estamos, portanto, a contribuir para o burrocausto ou burrocídio, como preferirem chamar-lhe, dando o passo que faltava para a sua extinção.

Parece-me mal e pelo que se ouve à boca pequena nos corredores das grandes superfícies comerciais, algo se esconde por trás destas afirmações do Papa.

Segundo estas fontes, foram encontradas na casa de banho do mordomo de  Sua Santidade pedaços de papel higiénico amarfanhados e escritos com tinta de limão, contendo textos que indiciam que o Papa pretende destituir o burro e a vaca porque terá como objetivo de curto prazo, substituí-los no presépio por outra dupla de animais.

Os sucessores do burro e da vaca serão um cão pastor alemão de nome Cardinal e uma ratazana que canta, que à falta de melhor nome, terá ficado conhecida somente pelo nome inglês de Rat Singer.

A perspectiva de Bento XVI é a de que Cardinal e Rat Singer assumam as suas funções imediatamente após o desaparecimento do último burro, que poderá ocorrer já em 2013 se houver eleições antecipadas em Portugal.

Num próximo livro, estará a ser preparada a revelação de que existiu efetivamente um caganer na cena da natividade,  que terá uma imagem semelhante à que aqui apresentamos.

Até lá, resta-nos desejar mais uma vez os parabéns ao Menino – que conte muitos e que nós estejamos aqui para ver – e votos de bom trabalho para o senhor Pai Natal.

Para vós fica também uma palavra especial relativa a esta quadra: bom apetite e muitas no sapatinho.

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Natal 2012

Dezembro 3rd, 2012

Como não podia deixar de ser, aqui no Ninho celebra-se a entrada nas festividades natalícias com uma das mais belas pérolas de humor nacional, no saudoso Herman Enciclopédia.

Para ver e rever, duas vezes ao dia depois das refeições.

Boas festas!

Olhó Natal!

Dezembro 2nd, 2011

Hoje ouvi algo esquisito na porta de entrada, um som baixinho a lembrar o azevinho a arranhar a madeira, mas sem as bolinhas.

Fui ver quem era e para meu espanto quem encontro?

O Natal.

Exclamei logo “Olhó Natal!”, surpreso, porque tenho andado tão focado noutras coisas que nem me lembrei que já era alturinha dele chegar.

Na volta ainda passou muito tempo lá fora, mas é bem feito.

Para a próxima que toque à campainha, se não quer apanhar frio, que é como fazem os senhores da MEO e da ZON.

Era bom que o Natal se inspirasse nestes senhores, porque assim havia rabanadas mais ou menos uma vez por semana.

De qualquer das formas, recebo-o com muito mais alegria do que a  essas testemunhas do audiovisual e por isso deixei-o entrar de imediato, com um grande abraço.

Brindamos com um shotezinho de espírito natalício quentinho que ele tinha trazido (colheita deste ano, muito boa, uma espécie de Barca Velha do espírito natalício, que não aparece todos os anos com esta qualidade), vimos o menino e adoramo-lo (como já vem sendo comum cá em casa, de há quinze dias para trás) e então parece que estamos oficialmente natalizados cá em casa.

Mas, como não podia deixar de ser, Natal não é Natal neste blogue sem o já tradicional sketch de abertura de festas, que não me canso de ver e que deixo aqui outra vez.

Bom Natal meus amigos!

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