Jogos Olímpicos no Brasil

Outubro 3rd, 2009
A notícia da eleição da cidade do Rio de Janeiro para a organização dos Jogos Olímpicos de 2016 pôs-me a pensar qual terá sido a táctica para convencer o Comité Olímpico Internacional.
O mais lógico, para mim, é que tenha passado por tornar os pontos que à partida eram menos positivos em originais pontos positivos.
A saber:
– A mascote chamar-se-à Denguinho e será um simpático mosquito, cuja forma final advirá do I Concurso Nacional de Mascotes em Bunda Desenhada.
– A tocha será roubada de mão em mão até chegar perto do estádio olímpico, sob a promessa que quem a entregar ganhará uma refeição quente.
– O carnaval será adiado até Agosto para o cortejo servir de cerimónia de abertura, sendo todos os porta-estandartes das comitivas obrigatoriamente do sexo feminino e treinados previamente nas escolas de samba.
– Os organizadores de baile funk tratarão do hino dos jogos e da coreografia em que se apelará à união de todas as favelas.
– As garotas de Ipanema irão “acompanhar” diligentemente os membros masculinos das comitivas não só na entrada do estádio, como também nos balneários e na aldeia olímpica.
– O fosso olímpico da modalidade de tiro será testado por elementos do BOPE, que também darão dicas a todos os atletas de arremesso e luta.
– Todas as provas de atletismo serão feitas no meio das favelas, para se baterem recordes de velocidade.
– As regatas serão todas acompanhadas com a ajuda das lanchas rápidas do barões da droga brasileiros e abençoadas por Iemanjá.
– As análises anti-doping serão da responsabilidade dos laboratórios desses mesmos barões de droga, que atestarão da pureza das drogas consumidas.
– A única água isotónica permitida passará a ser a água de coco, o que reforça a mensagem ambiental.
– A selecção brasileira dará uma vantagem de 2 golos no futebol e de 5 pontos no voleibol e vólei de praia a todas as outras equipas.