Sexo avaliado em baixa

Agosto 1st, 2009
Ao ver esta notícia fiquei curioso sobre a forma como os juízes do Supremo Tribunal de Justiça terão chegado ao valor correcto a atribuir nesta indemnização.
Vamos fazer uma simulação:

– A senhora terá cerca de 38 anos. Consideremos a vida sexual activa até aos 75 anos para um estudo de caso optimista. Restar-lhe-iam então 37 anos de vida sexual activa.
– Estimando que tenha em média um acto sexual semanal (porque no final de tempo a periodicidade deve ser bem maior), tendo cada ano 52 semanas, podemos estimar que teria 1924 hipóteses de fazer sexo com o marido.
– Se a indemnização foi no valor de 50.000€, quer dizer que o valor de cada acto sexual terá sido avaliado pelo tribunal, em, aproximadamente 26€.
– Na realidade, temos que partir do principio que o valor foi calculado tendo por base o valor de mercado actual, acrescido da natural valorização da moeda, que aqui vamos estimar para uma inflação média anual de 3%.
– Assim sendo estaríamos a falar de um valor de, aproximadamente, 15€ por cada acto sexual.

Isto quer dizer que o valor de mercado que os nossos magistrados atribuem a um acto sexual é bastante baixo, mesmo tendo em conta que terá sido estimado num pacote de vários actos sexuais negociados de uma só vez.
Ficarei à espera da reacção das profissionais do sexo, que concerteza terão ficado bastante desiludidas com esta sub-valorização, que terá seguramente reflexos imediatos nas suas bolsas de lantejoulas.
Às dificuldades já existentes devido ao actual panorama de crise mundial, junta-se agora esta avaliação em baixa do valor do sexo, que poderá trazer dias muito difíceis a quem se dedica a este métier.
Resta saber quem terão sido as consultoras especialistas ouvidas durante o processo de cálculo e se os preços aconselhados terão também levado em conta o desconto para clientes frequentes e a obrigatoriedade de pronto pagamento.

Companheira de carteira

Junho 16th, 2009
Desde pequeninos, após a entrada na escola, nos habituamos a ter os chamados “companheiros de carteira”.
São normalmente pessoas que, na nossa meninice, consideramos próximas e com quem partilhamos muita coisa da nossa vida, muitas experiências e descobertas.
Agora, mais velho, cheguei à conclusão que não partilhava uma coisa com os amigos que se sentavam ao meu lado nas mesas de escola da minha juventude, e que é fundamental para a expressão “companheiro de carteira” fazer sentido.
Não partilhava com eles o meu dinheiro e as minhas despesas!
Descobri isto porque agora tenho quem partilhe comigo essas responsabilidades económico-financeiras, o que é o mesmo que dizer que partilhamos as nossas carteiras.
Ou seja, ela é que é a minha verdadeira companheira de carteira e não aqueles amiguinhos que não me ajudavam sequer a pagar um gelado.
Muito menos o faziam todos os meses!
Sendo assim vou reformular a expressão infantil e vou começar a referir-me aos meus amigos de juventude como companheiros de mesa de sala de aula ou companheiros de posto de aprendizagem.

EucarisTV

Maio 18th, 2009

Poucos serão os países ocidentais que, numa grelha de canal aberto dos seus canais televisivos, encontram a missa dominical.

Pois bem, cá em Portugal os crentes podem escolher entre dois canais (RTP e TVI) que providenciam este serviço público.
A surpresa não está aqui.
A minha observação depois de ter deparado com uma missa a ser transmitida em directo na televisão este domingo é outra.
As missas têm relato!
Nunca tinha reparado nisto, mas como alguém se deve ter apercebido que a eucaristia é um bocadinho para o monótona, puseram um sacerdote em voz off a narrar os acontecimentos de tão animado evento.
Resultado: uma voz sussurada, monocórdica e melancólica vai dizendo o que se passa e torna tudo muito mais interessante.
Ou não!
Compreendo que seja útil para pessoas acamadas ou com dificuldade de locomoção este programa, mas não as massacrem com o locutor, por favor!
É que ainda por cima não dão dados interessantes sobre estatísticas (número de óstias entregues por minuto, número de argumentos certos, número de eucaristias presididas na carreira, ou, para as mais beatas, número de assistências) ou informação táctica (como a utilização de diáconos nas alas, posicionamento no altar, antecipações na resposta ao sacerdote ou homilia atacante ou defensiva) ou mesmo técnica (imposição lateral de partículas, técnica de boca na comunhão ou a destrinça entre a técnica correcta perante a abordagem à cruz).
Então como resolver este problema?
Com a profissionalização do sector!
Criando uma EucarisTV seria possível angariar fundos para formar convenientemente estes relatadores de eucaristias, e toda a gente ficava mais bem servida e contentinha.
E podia-se inclusivamente passar eucaristias italianas (mais defensivas e conservadoras) ou inglesas (mais abertas e fluídas, o conceito de missa espectáculo no seu expoente máximo).
Acrescentem-se alguns programas de debate eucarístico com repetição e análise das passagens dominicais mais polémicas, alguns documentários sobre o interior das sacristias e um fórum vespertino e está criado um canal de sucesso.

Contrafacção circense

Fevereiro 21st, 2009
É de conhecimento geral que a contrafacção têxtil existe e que um pouco por todo o lado podemos encontrar algumas roupas marcadas como “Dulce & Cabana”, “Chevilhão”, “Mike”, “Lewis”, “Ardidas” ou “Chamel”.
Também se podem encontrar vários DVDs e Cds piratas, com as mais recentes novidades cinematográficas e fonográficas, em qualquer feira que se preze.
O que eu desconhecia era o conceito, a meu ver verdadeiramente extraordinário, da contrafacção circense.
Até que me deparei com este cartaz do “Circo Carbinaly”.
Não me senti nada tentado a ir a um espectáculo deste circo porque, á imagem da roupa contrafeita e da pirataria audiovisual, a tenda deve ter tendência a encolher, o apresentador deve estar rouco, a partenaire do ilusionista não deve ter boa imagem e a pele dos leões deve ganhar borboto.

Maria da Fonte

Janeiro 23rd, 2009
Durante a recente passagem pela BTL passei a maior parte do meu tempo no expositor da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, cuja principal imagem iconográfica é Maria da Fonte.
Não é o intuíto deste post informar sobre lenda de Maria da Fonte.
Esse tipo de informação poderão encontrá-la aqui, ou aqui, ou noutros sítios que julguem apropriados para o efeito.
Este post é para fazer uma mera observação.
Algo que notei depois de olhar pela milésima septuagésima quarta vez para a imagem de Maria da Fonte.

A mulher parece uma boneca insuflável!

De boca aberta em todo o lado que aparece.
Não há um artista que lhe feche a boquinha? Não?
É que não há UMA imagem em que não apareça assim!
Gostava de saber o porquê disto acontecer, mas não aparece na bibliografia, portanto resta-me especular.
Acho que devia ser asmática.
Digo eu.