Natal 2012

Dezembro 3rd, 2012

Como não podia deixar de ser, aqui no Ninho celebra-se a entrada nas festividades natalícias com uma das mais belas pérolas de humor nacional, no saudoso Herman Enciclopédia.

Para ver e rever, duas vezes ao dia depois das refeições.

Boas festas!

Feliz Natal!

Dezembro 23rd, 2011

Popota de Natal

Dezembro 19th, 2011

Há mistérios na vida que me parece que só poderão ser desvendados numa sessão de esclarecimento no Além.

Um deles é este fenómeno popotesco que nos vem atormentando as últimas épocas natalícias.

Quem no seu perfeito juízo se lembra de criar uma mascote de Natal que é uma hipopótama cor de rosa vestida de forma provocante e a dançar de forma supostamente sexy?

O que é que isto tem de natalício?

As nossas crianças crescem a ver a cada cinco segundos, na televisão e nos cartazes espalhados por todo o lado, um animal obeso a dançar a lambada e envergando roupas reduzidas e reluzentes, rebolando as fartas carnes em movimentos sedutores para atrair a petizada.

Eu não acredito que as crianças possam crescer normalmente com esta gosma a colar-se nas paredes do seu imaginário.

Têm que ficar desorientadas e com tendência para ir pedir prendas de Natal por e-mail aos sites de BBW.

Tudo bem que o Pai Natal é fortezito e os bonecos de neve também não são um exemplo de elegância, mas não andam para aí vestidos de cabedal e lantejoulas nem a roçar-se no varão, ou andam?

Ao menos ponham o animal a concorrer ao Peso Pesado para dar um bom exemplo à meninada, e ponham-lhe uns mantos natalícios que lhe dêem menos ar de Poputa, pode ser?

E não vale a pena virem dizer que a Leopoldina é melhor, que aquele bico também não engana ninguém!

 

Olhó Natal!

Dezembro 2nd, 2011

Hoje ouvi algo esquisito na porta de entrada, um som baixinho a lembrar o azevinho a arranhar a madeira, mas sem as bolinhas.

Fui ver quem era e para meu espanto quem encontro?

O Natal.

Exclamei logo “Olhó Natal!”, surpreso, porque tenho andado tão focado noutras coisas que nem me lembrei que já era alturinha dele chegar.

Na volta ainda passou muito tempo lá fora, mas é bem feito.

Para a próxima que toque à campainha, se não quer apanhar frio, que é como fazem os senhores da MEO e da ZON.

Era bom que o Natal se inspirasse nestes senhores, porque assim havia rabanadas mais ou menos uma vez por semana.

De qualquer das formas, recebo-o com muito mais alegria do que a  essas testemunhas do audiovisual e por isso deixei-o entrar de imediato, com um grande abraço.

Brindamos com um shotezinho de espírito natalício quentinho que ele tinha trazido (colheita deste ano, muito boa, uma espécie de Barca Velha do espírito natalício, que não aparece todos os anos com esta qualidade), vimos o menino e adoramo-lo (como já vem sendo comum cá em casa, de há quinze dias para trás) e então parece que estamos oficialmente natalizados cá em casa.

Mas, como não podia deixar de ser, Natal não é Natal neste blogue sem o já tradicional sketch de abertura de festas, que não me canso de ver e que deixo aqui outra vez.

Bom Natal meus amigos!

Limbo de fim de ano

Dezembro 29th, 2010

O Limbo poderá ter várias definições, sendo que uma delas é a de que se trata de um espaço transitório, algo semelhante, numa versão simplificada, a este que vivemos entre o Natal e a passagem de ano, em que tudo está aberto mas nada está verdadeiramente a funcionar, porque estamos num período indefinido que é comummente designado por “festas”.

Há até quem teimosamente continue a desejar ao longo desta semana “boas festas!” a quem se cruza consigo, sem se aperceber que uma das festas já passou, e que portanto deveriam rectificar esses desejos para um simples “boa festa!”.

Outra definição para a palavra Limbo, está associada a uma dança/coreografia/dinâmica de grupo/jogo (parece um código de barras), em que um grupo de pessoas se dispõe em fila perante uma fasquia com o intuito de, um a um, conseguir passar por baixo dela sem a derrubar e sem se desequilibrar, podendo tocar no chão somente com os pés.

É um movimento complicado, onde a dificuldade aumenta à medida que o tempo passa, baixando-se a fasquia gradualmente.

Parece-me que esta é uma boa imagem para ilustrar o País no final deste ano, vergado perante uma fasquia que baixa muito rapidamente, tentando uma manobra de contorcionismo dificílima para não cair e mantendo o esforço de passar para o outro lado sem tocar com as mãos no chão.

Do outro lado está a esperança de um futuro mais folgado, em que se poderá eventualmente andar de cabeça erguida e restabelecer o equilíbrio natural de que tanto necessitamos.

Este é o meu último post deste ano, por isso o aproveito para desejar que cada um de vós consiga, na medida do possível, passar mais uma fase deste Limbo com agilidade, equilíbrio, rapidez, dedicação, entreajuda e graça.

Vemo-nos em 2011, de pé, com força nas pernas e com muito optimismo.