Women in Black

Janeiro 12th, 2009
No final do ano passado, as férias em ambiente rural levaram-me novamente a observar coisas para as quais no dia-a-dia não estou tão atento, com as quais não me cruzo diariamente, e que, portanto, tenho tendência a esquecer.
Desde aí que me apetece falar disto, e a fotografia que o meu amigo Rodrigo Lima gentilmente me cedeu para ilustrar este post ficou guardada, à espera que eu me decidisse finalmente a fazê-lo.
Nessas férias, deparei-me com uma aldeia onde as mulheres vestiam todas de negro.
É habitual nas nossas aldeias encontrarmos as senhoras de mais idade com esse tipo de cor no vestuário, num luto pesado, conservador, perene, como se não fosse mais possível voltar a sentir alegria, como se as suas dores e mágoas se tornem donas das suas vidas, permanentemente sobre o juízo dos outros e assumindo isso com naturalidade, porque é assim, porque é essa a sua forma de estar na vida, porque já assim o era no tempo das suas mães e avós,
Esse registo levou-me a reflectir um pouco sobre estes hábitos e a chegar à conclusão que estas mulheres são, no fundo, a imagem do nosso País.
Um País em permanente crise, pessimista, carpindo incessantemente o seu fado, tradicionalista, conformado.
Estas senhoras carregam consigo também, na generalidade, o espírito de sacrifício, a notável capacidade de trabalho, os valores, a simpatia, a franqueza, a generosidade, a humildade e a hospitalidade que tanto nos caracterizam.
Em sentido inverso aos Men in Black que tinham uma maquineta que fazia as pessoas esquecerem-se do que viram, estas nossas tão tradicionais Women in Black têm o papel fundamental de nos lembrarem quem nós somos, quais são as nossas raízes, qual a nossa identidade e, no meio de tantas incumbências que já têm na vida, têm mais esta responsabilidade, que cumprem sem esforço e provavelmente inconscientemente, de não nos deixar esquecer a essência do que é ser português.

Nossa Senhora!

Dezembro 21st, 2008
A edição de Dezembro da Playboy mexicana saiu com esta magnífica capa.Aparentemente, a Igreja mexicana revoltou-se porque esta imagem seria uma evocação da Virgem Maria.

A mim parece-me claramente uma birra com origem num só facto:

Os cardeais e bispos mexicanos não foram convidados para a sessão fotográfica!

Imaginem que acordam um dia e e deparam com um conjunto de fotografias, tiradas num cenário muito parecido com a vossa casa, a uma mulher lindíssima, a transpirar sensualidade.
Imaginem também que fazem a afronta de fazer essa sessão fotográfica sem vos dizerem nada, não vos convidando para observar in situ tão angelical cenário.
É claro que isto deixaria qualquer um fora de si!
É claro que a Igreja tinha que se revoltar.
É claro que a Playboy devia ser punida.
No entanto, porque o Mundo é injusto, as vendas desta revista dispararam para uns pouco habituais números de mais de 80000 unidades vendidas nos primeiros dias (o equivalente à média de vendas mensal), por causa da polémica levantada.
Isto porquê?
Porque, para se documentarem e prepararem da melhor forma a sua argumentação anti-Playboy, todos os padres mexicanos se viram forçados a comprar a revista, o que lhes causou, certamente, um enorme transtorno.
Até porque deve ser difícil ver esta revista sem pecar, pelo menos em pensamento.
Consta até que a medida adoptada imediatamente a seguir foi guardar o exemplar na mesinha de cabeceira, para evitar que mais pessoas tivessem a tentação de folhear a revista, zelando assim pela pureza de pensamento da população mexicana.
Também os donos de capelas mais pequenas ou pequenos santuários privados devem ter corrido para as bancas, mas apenas com o intuito de tirarem ideias para a decoração das mesmas.
Estou mesmo tentado a pensar que mesmo as mais beatas mexicanas se apressaram a comprar a revista, mas para tirar ideias de moda para a colecção Igreja Primavera/Verão.

Fotografias e mulheres bonitas

Novembro 17th, 2008
Ora aí está um blogue para quem gosta de fotografia e mulheres bonitas… ou só uma das duas.
Cliquem e apreciem 😉

Utilidade pública de alguns cidadãos

Outubro 31st, 2008
Tenho desde tenra idade a teoria de que devia haver uma lei que consagrasse a utilidade pública de certas mulheres.
Era concerteza positivo para o País que mulheres como Soraia Chaves, Carla Matadinho, Rita Pereira, Cláudia Vieira, Raquel Loureiro, Diana Chaves e outras de adjectivação igualmente aeronáutica, estivessem disponíveis sexualmente, para a população masculina em geral concretizar as suas fantasias, enfrentar os seus receios, contornar os seus bloqueios.
Pensem comigo nas vantagens:
– Aumentava a produtividade das empresas (andava toda a gente contentinha e, provavelmente diminuíam as procuras na net e os mail’s de mulheres nuas).
– Diminuía concerteza o número anual de violações.
– Era uma maneira de pôr todos os homens a fazer exames regulares de saúde (factor indispensável para poderem aceder ao serviço), logo, melhoria do estado de saúde geral dos cidadãos.
– Reduzia a procura da prostuituição e baixava o preço desse mercado (que continuaria a ser ilegal e até deveria, a partir do início deste programa, passar a ser mais severamente penalizado).
– Descia o número de acidentes automóveis e de trabalho (porque os homens deixavam de sonhar acordados e de embasbacar completamente à passagem de uma mulher deste calibre).

Julgo que era importante que estas “Técnicas Oficiais de Sexo” (TOS) fossem pagas acima do nível dos gestores de topo das empresas públicas.
Por duas razões: primeiro para se sentirem recompensadas pelo seu desempenho, segundo porque os outros já andam a ser pagos para nos fo&€r e não nos dão nenhum prazer.

No início esta minha teoria era, confesso, bastante machista.
Mas hoje em dia já compreendo que isto só faria sentido se, da mesma forma, estivessem disponíveis os irmãos Guedes, o Rubin, o Paulo Pires e outros robustos espécimes masculinos (é-me mais difícil enumerar aqui e peço desculpa se estou a fazer mal as escolhas) para satisfazer as necessidades das nossas concidadãs.

Em sentido inverso, o estatuto de utilidade pública também podia ser usado na justiça.
Aqui, como forma de reprimir o banditismo, seria associada às penas a obrigação de satisfazer os desejos de algumas “carrascas” como Odete Santos, Ferreira Leite, Cláudio Ramos, Teresa Guilherme, Dina, José Castelo Branco ou Manuela Moura Guedes.

Para evitar uma longa lista de espera (porque seria espectável uma adesão massiva a este programa) era conveniente o recurso a TOS estrangeiras como Penélope Cruz, Tyra Banks, Salma Hayek, Angelina Jolie, Gisele Bündchen ou Scarlett Johansson para a área de saúde e Angela Merkel, Barbara Streisand, Rosie O’Donnell, Arantxa Sanchez Vicário ou Maria Mutola para o sistema judicial.

E pronto… está dada a minha importante contribuição de hoje.
Nada descabida pois não?