Magagaga

Janeiro 9th, 2014

Poucas são as figuras consensuais, que pelos seus feitos, valores e forma de estar na vida merecem a admiração de todo um povo.

Eusébio da Silva Ferreira juntou ao seu inegável e enorme talento futebolístico a sua humildade, simpatia e desportivismo, que o tornaram num símbolo maior do futebol, do desporto e de Portugal.

Para todos que amam o desporto, e o futebol em particular, Eusébio foi, é, e será, uma figura incontornável, que inspirou a sua geração e as que se seguiram, e que continuará a ser um exemplo que devemos manter vivo na nossa memória.

Os Homens de valor devem sempre ser lembrados, sem idolatrias mas com imenso respeito e admiração, e por isso, à falta de estórias pessoais passadas com ele e palavras dignas da sua grandiosidade, aqui deixo estes dois vídeos muito interessantes para quem o quiser conhecer melhor.

Descansa em paz Magagaga.

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Imposto sobre heranças e doações

Agosto 29th, 2011

O nosso Presidente da República mostrou-se recentemente favorável ao ressurgimento de um imposto sobre heranças e doações.

Estas declarações deixaram muita gente estupefacta e indignada, julgando este imposto estapafúrdio.

Esta reacção deve-se ao facto de nem todos terem a faculdade de possuir uma massa cinzenta luminescente, como a do nosso Presidente, associado a um baixo conhecimento geral sobre o modus operandi do nosso povo no que à matéria fiscal diz respeito.

Seria aconselhável que todos parássemos um pouco para pensar no reais efeitos desta medida, ante de criticarmos levianamente.

É sabido, por muito que se queira encobrir este facto, que o povo português tem uma tendência natural para fugir aos impostos – ou pelo menos tentar.

Sendo assim, o que aconteceria se este imposto existisse?

Os portugueses morreriam menos, ou pelo menos empenhar-se-iam muito mais para que isso acontecesse, só pelo facto de saberem que assim não iam contribuir para engordar os cofres do estado.

Além da satisfação geral das famílias, pela manutenção durante mais tempo da convivência com os seus entes queridos, obter-se-ia também uma poupança significativa nos gastos com funerais.

Este efeito alargador da sobrevivência dos portugueses é, no entanto, factor de preocupação para os profissionais do sector, estando prevista para os próximos dias uma manifestação junto ao Cemitério dos Prazeres, organizada pela Confederação Nacional de Mortes (C.N.M), que objecta com veemência esta medida, dada a instabilidade que a mesma acarreta para as carreiras destes profissionais.

Segundo Josué Jazigo, presidente da C.N.M, “toda a gente diz que a Morte é certa, e não é por acaso, já que nos últimos anos temos mostrado a nossa dedicação e profissionalismo. Por isso parece-me inadequado criarem-se condições para a desestabilização do sector. Sem matéria prima não conseguimos trabalhar e temos objectivos exigentes para cumprir, por causa do acordo com a Troika, que não podem ser postos em causa!”

Quando questionado até onde as Mortes estariam dispostas a ir, Josué Jazigo afirmou: “A nossa luta será até ao fim! Não nos provoquem porque não vamos ficar quietos. Com a Morte não se brinca!”.

A Cooperativa de Fabricantes de Ceifeiras Manuais e a União dos Tecelões de Mantos Negros com Capuz estão solidários com as Mortes e estarão também presentes na manifestação, distribuindo simbolicamente mantos tingidos e ceifeiras com lâminas quebradas aos transeuntes.

Espera-se uma grande afluência de Mortes a este acontecimento, tendo a TVI e o Correio da Manhã garantido o exclusivo da cobertura em directo do evento.

 

 

Que o polígamo descanse em paz

Outubro 13th, 2010

Faleceu anteontem um senhor que metia D. Juan no bolso, um exemplo para qualquer Zézé Camarinha dedicado à arte da colecção de mulherio.

Apelidado de “Danger“, certamente por ser um perigo para qualquer donzela incauta, o queniano Ancentus Akuku Ogwela teve mais de 100 mulheres e “produziu” uma prol de cerca de 160 filhos.

O que é mais estranho no meio disto tudo, é como ele conseguiu resistir até aos 92 anos com tanta matéria a sair-lhe do corpo!

A sua durabilidade seria, no entanto de prever, porque, se pensarmos bem, ele teve que manter algo duro durante grande parte da sua vida activa.

Fazendo contas à merceeiro, se tomarmos em consideração que o primeiro casamento foi em 1939 – com 21 anos – e considerando que possa ter terminado a sua carreira reprodutora em 1993 – um ano depois do último casamento e com 75 anos – ficamos perante uma média verdadeiramente notável de 1,85 mulheres e 2,96 filhos por ano.

Se tivesse optado pela doação do seu dom reprodutor a bancos de esperma, teria ficado multimilionário, mas enveredou pela socialização e viu-se na necessidade de fundar duas escolas e uma igreja, só para educar os filhos, o que denota muita responsabilidade da sua parte.

A sua vida foi um exemplo de génio criativo, capaz de arranjar desculpas para tanta mulheres ao longo de tanto tempo e para dar nomes diferentes àquela filharada toda.

Dizem que nos últimos tempos já apresentava sinais de menos vitalidade e que parecia muito chupadinho.

A capacidade reprodutora do senhor fez-me lembrar um sketch fantástico dos Monty Python, que aqui deixo em memória do falecido.