Meteorologia

Agosto 16th, 2011

É incrível a quantidade de vezes que as previsões meteorológicas não batem certo, não é?

É suposto ser uma previsão científica, o que sugere uma margem de erro bastante diminuta, mas depois uma pessoa fia-se nelas e arrisca-se a ir para a praia de calções e apanhar chuvadas de granizo com temperaturas de fazer gelar os tintins.

Isso fez-me pensar no que terá dado origem a esta profissão e acho que encontrei a resposta na própria palavra que a define.

Há algumas centenas de anos atrás – arrisco mesmo a dizer séculos -, ocorreu a queda de um meteorito e, perto do local da queda, observando atentamente o meteorito, alguém terá afirmado: “Isto aqui está quentinho, está! E parece-me que vai ficar assim nos próximos dias.”

Ainda lhe disseram que estava a dizer aquilo de forma extemporânea, mas ele riu-se e disse “Volto a dizer o mesmo. E não me parece que haja precipitação nenhuma”.

Como os dias seguintes também foram quentinhos e não choveu, a população começou a estar atenta ao que aquele senhor dizia, pensando que ele tinha a capacidade de o fazer porque lia os meteoritos.

O sujeito aproveitou-se disso, começou a cobrar pelas suas leituras dos meteoritos – a que chamou de previsões meteorológicas -, e as pessoas passaram a apelidá-lo a partir daí de meteorologista.

A linearidade do clima no deserto de Mojave podia ter-lhes chamado a atenção para a eventualidade de estarem a ser burlados, mas pelos visto isso não aconteceu.

O charlatanismo deste vidente de meteoritos fez escola e daí a oficializar esta profissão foi um passinho só.

Criaram-se até Institutos de Meteorologia, mas noutros territórios com um clima mais instável as previsões revelaram-se menos fiáveis.

Isso tão evidente que era preferível pôr um velho pescador ou uma idosa com reumatismo a informar como irá estar o tempo nos dias seguintes, se quisermos evitar sair de gorro e cachecol à rua num dia ardente de canícula.

Qualquer dia, se alguém se apercebe desta realidade, começamos a ver anúncios de meteorologistas nos jornais, ao lado do professor Malangué, mas aí com mais poderes divinatórios, aplicados aos casamentos vindos de Espanha ou às temperaturas das vinganças, por exemplo.

Nubrella

Setembro 22nd, 2010

Desde pequenino que ouço dizer que Braga é o “penico do céu”, porque é, presumo eu, habitual que nesta cidade chova de forma intensa e frequentemente.

Parece que quem constrói aqui e/ou tem a obrigação de manter esta cidade habitável, ou nunca foi pequenino ou ouve muito mal, e vai daí a cidade inunda com uma facilidade surpreendente, como aconteceu a semana passada.

Habitante de Braga que sou, tornei-me bastante sensível a esta temática, e por isso acho importante que, agora que nos aproximamos da época das chuvas, estejamos bem equipados e, se possível, com as mãos desocupadas para desentupir rapidamente um bueiro de uma rotunda ou ajudar a empurrar um carro submerso num qualquer parque de estacionamento público.

É por isso que fico contente por saber que há agora um objecto que permite essa mobilidade de movimentos, mantendo ao mesmo tempo a parte superior do corpo protegida da chuva.

Nubrella é uma novidade que desconheço se já é vendida em Braga, mas que será certamente um sucesso quando estiver ao alcance dos ensopados bracarenses.

Faz as pessoas ficarem parecidas com o Buzz Lightyear e não protege o resto do corpo, mas há que admitir a extrema mobilidade que este artefacto permite.

É também bastante útil para fumadores que pretendam manter-se incógnitos, já que permite a formação de uma nuvem à volta da cabeça, que a oculta.

Quem não gostou desta invenção foi a cantora Rhianna, que alega que é bastante difícil dar guarida a alguém, e deixá-la permanecer dentro da sua Nubrella.

Mais depressão…

Março 3rd, 2010

Ao que parece, a partir de sexta feira vamos ser atingidos por nova depressão que originará chuva e ventos fortes.

O País já anda deprimido que chegue, e ainda temos que levar com estas depressões que vêm dos céus?

Já chega, não?

Para mim o remédio viria também pelo ar.

Literalmente.

Acho que devíamos pegar nos aviões da força aérea, equipá-los com potentes pulverizadores cheios de Prozac em pó, e pô-los a sobrevoar Portugal durante uma semaninha ou duas.

E depois… ficava tudo bem!

Absolutamente gelado

Dezembro 16th, 2009

Gorrinho

Dezembro 15th, 2009
Sabem quando está tanto frio, tanto frio, que parece que temos calçadas duas cuvetes de gelo?
E que em vez de um casaco temos vestida uma manga de refrigeração de garrafas?
Quando dá a sensação que engolimos um Callipo gigante que permanece dentro do corpo o dia todo?
E que está uma torneira aberta a jorrar um fio fininho de água gelada pelo pescoço abaixo desde manhã cedo?
É hoje.
Estou com todas as partes do corpo enregeladas e há uma que me preocupa especialmente, por isso lembrei-me de pedir ao Pai Natal, ou alguém por ele mandatado, que me faça o favor de trazer um gorrinho destes.

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