Redes soxiais

Janeiro 5th, 2012

No final do ano passado, veio a público a notícia de que José Castelo Branco – essa personagem rococó – terá alegadamente participado em “orgias”, sendo mesmo sugerido pela comunicação social que este tipo de encontros será comum entre algumas celebridades e pessoas anónimas, formando uma rede secreta de convívios deste género.

Logo houve quem se sentisse enojado com esta notícia, insurgindo-se de forma acalorada contra este tipo de eventos.

São pessoas que têm algumas dificuldades em ver para além do óbvio.

Libertemo-nos por um momento da imagem mental de ver esta bicha gerontófila nua e envolvida em atos que impliquem qualquer tipo de contacto sexual seja com o que for, vivo ou morto ou assim-assim, para nos concentrarmos no fenómeno sociológico a que podemos estar a assistir.

É já amplamente conhecido o fenómeno das redes sociais e o seu impacto na sociedade contemporânea.

É também hoje aceite como uma necessidade o estabelecimento de conexões sociais que tragam benefícios para a vida profissional.

Ora, estes eventos – que alguns teimam em confundir com orgias – mais não são do que reuniões em que se propicia o estreitamento de laços profissionais e sociais, por via do sexo em grupo.

Serão, usando o jargão empresarial, ações de networking ao nível da genitália grupal, que poderão bem ser uma tendência de futuro, a ter em conta para quem quer ter sucesso no mundo dos negócios.

Segundo rezam as crónicas – entre um Pai Nosso e uma Avé Maria, para desenjoar – está prevista a cibernetização deste tipo de redes, associando o conceito de networking genital de grupo ao das comuns redes sociais on-line.

Este novo conceito ficará conhecido por “redes soxiais” e terá expectávelmente uma adesão massiva dos vários sectores da sociedade com estômago isento de patologias graves.

É todo um novo mundo de oportunidades que se abre, literalmente, por isso estejam atentos e não se espantem se um dia receberem um mail com um convite de um amigo para aderir à página cujo logótipo apresentamos abaixo em primeira mão.

Coro virtual de Eric Whitacre

Abril 19th, 2010

O fim de semana que passou trouxe-me uma nova experiência musical, muito interessante.

Estar em palco com a Tuna e uma orquestra em simultâneo foi uma ocasião muito especial, e ver o público a aplaudir de pé no final do espectáculo foi uma sensação indescritível.

Esta actuação trouxe-me à memória um vídeo que vi há pouco tempo, que também me deu a sensação de ser uma experiência bastante enriquecedora para quem participou nesse projecto.

Eric Whitacre dirigiu um coro virtual, formado por 185 cibernautas, de 12 países diferentes, que cantaram a partir do conforto do seu próprio lar.

Conjugar estas vozes para uma interpretação de “Lux Aurumque” deve ter sido um desafio colossal, mas resultou muito bem e deve ter dado um prazer enorme ter chegado ao fim e ouvir o belíssimo momento criado.

É pena que não vejam o público levantar-se para aplaudir, mas fica aqui o registo do meu aplauso virtual.

Mapa etno-musical de Portugal

Março 26th, 2010

Muito interessante o mapa etno-musical de Portugal, que pode ser encontrado no site do Instituto Camões, concebido pelo mítico Júlio Pereira, que foi responsável pela selecção dos exemplos musicais, contando ainda com  redacção de João Luís Oliva e ilustração de Sara Nobre.

É uma maneira muito fácil e intuitiva de percorrer o país, conhecendo a sua música e instrumentos tradicionais.

Excelente para mostrar aos mais novos e recordar os mais velhos e, acima de tudo, extremamente útil para ajudar preservar a memória das nossas tradições e divulgá-las, para que não esmoreçam.