Pornugal

Janeiro 17th, 2013

Meus amigos, numa época em que andamos à procura de novos caminhos para o crescimento económico, andamos por vezes distraídos do essencial, que é onde está a solução.

Em que é que nós somos verdadeiramente bons?

Em que é que somos diferentes de outros povos?

A que é que nos entregamos devotamente, com resultados de excelência?

O que é que dá verdadeiramente dinheiro neste mundo?

A resposta vem, uma vez mais, do reconhecimento externo das nossas capacidades.

Uma atriz portuguesa ganhou esta semana o prémio de melhor artista internacional  de 2012 nos prémios XBIZ, conceituado site da indústria pornográfica.

Enquanto uns abrem a boca de espanto, outras e outros a abrirão já com uma perspectiva visionária de futuro.

Caros leitores convençam-se de uma vez por todas da seguinte realidade: nós somos bons é a deixar que nos f0&@m!

Temos é que ser filmados enquanto isso acontece para ganhar dinheiro a rodos.

Numa indústria feroz como esta, temos finalmente o reconhecimento merecido nesta compatriota, que nos abre um novo caminho, uma nova oportunidade que devemos agarrar com ambas as mãos.

Temos que agir, intervir, modificar coisas para nos afirmarmos definitivamente como a Meca da pornografia mundial.

O primeiro passo será formar as pessoas para que se inseriram no setor de forma capaz: criar cursos profissionais especializantes na pornografia, escolas de atores porno, saraus de literatura pornográfica, workshops de realização e edição de filmes porno, certames de bandas sonoras chungas.

Devemos encetar ações de sensibilização junto do nosso tecido produtivo para que os produtores de pornografia consigam as coisas a preços competitivos.

Cabeleireiras, dentistas, urologistas, fabricantes de látex, colchões e meias brancas com raquetes, todos se devem unir neste esforço nacional.

A RTP não deve ser privatizada, mas sim transformada numa espécie de Bolywood pornográfica – a Fodywood, com início à portuguesa para que ninguém se esqueça onde é – onde se rodem as maiores obras primas da pornografia mundial, tornando-a numa referência incontornável desta indústria altamente rentável.

Esqueçam o sol e a temperatura amena, vamos divulgar o nosso clima de maneira diferente.

Chamemos-lhe climax e façamos gala da humidade das nossas grutas, do frio do c@%@lho que se sente nas terras altas e de se poder apanhar nubueiro junto à praia pela manhã.

Mudemos as vogais ao fado e coreografemos de modo a fazer juz aos seus nomes o vira, a chula, o malhão e o corridinho.

Reinventemos as nossas figuras históricas para apoiar o turismo de temática pornográfica: Camões tinha outro olho cego que só alguns escarafuncharam, o que Martim Moniz atravessou na porta foi o seu portentoso pénis, a Rainha Santa Isabel distribuía preservativos aos desfavorecidos e não pão, e por aí fora.

Mudemos o nome do nosso país e chamemos-lhe Pornugal!

Afirmemos esta marca no panorama global e descubramos novos mundos, de prosperidade e prazer.

Vá lá, sem medos e sem tabus, com a confiança em alta nestes nossos novos Descobrimentos, imaginem-se já num estádio a ver os jogadores da seleção a jogar de anal plug e gritem todos comigo: PORNUGAL! PORNUGAL! PORNUGAL!

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