Viana do Castelo

Outubro 3rd, 2013

Reparei esta semana que, após largas centenas de posts neste blogue, nunca dediquei umas míseras linhas à terra que me viu nascer.

Nasci lá, mas logo nos primeiros dias abalei para outros lados, primeiro para Vidago e depois para Braga, cidade também muito especial para mim porque lá fiz todo o meu percurso de crescimento até à idade adulta.

Este afastamento poderia ter feito desvanecer a importância que Viana do Castelo deveria ter para mim, e assim terá sido, talvez, por muitos anos.

O tempo tem destas coisas, e sinto hoje que Viana do Castelo me corre no sangue, pela paixão que a minha mãe me transmitiu desde sempre por esta cidade, mas principalmente porque tive a oportunidade de lá viver por cinco anos, já em idade adulta, e apaixonar-me eu próprio pela cidade, pelas suas gentes, tradições e qualidade de vida.

Viana tem rio, mar, montanha, espaços verdes, património edificado, tradições centenárias, espaços de lazer com características ímpares, zonas pedonais e ciclovias de qualidade, equipamentos públicos excelentes, uma gastronomia ímpar e tem – acima de tudo – boa gente, hospitaleira, simpática, acolhedora, divertida, amiga, solidária, com um cantar na voz que conquista e encanta.

Viana tem luz, tem cor, é uma cidade aberta, que respira, e que simultaneamente nos envolve no seu manto de ruelas, que nos seduz a cada esquina, com o pitoresco a misturar-se com a modernidade, numa beleza contínua a que ninguém pode ficar indiferente.

Estar fora de Viana depois de lá ter vivido dá-nos a real dimensão do valor que esta cidade tem, e a palavra saudade aparece profundamente gravada, seguramente, no coração de todos os que um dia já lá viveram.

A ribeira, a Praça da República, a praia Norte, Santa Luzia, o Cabedelo, a ponte sobre o Lima, os trajes, as bolas de berlim do Natário, as vendedoras de peixe na rua, as esplanadas, a doca, o Forte de Santiago da Barra, o barbeiro onde se sabe tudo o que se passa na cidade, a tasca do Tóne Bento, a marginal, a Praça da Erva, a Avenida dos Combatentes, a nortada, a feira, as noites de Verão pelas ruas, a estação, a música tradicional e contemporânea que se ouve nos jardins, o artesanato, a marina, a romaria da Senhora d’Agonia, o Gil Eannes… caramba… até do prédio Coutinho se sente falta home!

Para matar a saudade, felizmente, há quem sinta Viana como nós e se dedique a apresentá-la na sua melhor forma, como neste vídeo que aqui vos deixo, que é sublime e emociona quem sente Viana bem cá dentro.

Sky World – Breathe [HD] from HD Mediascapes on Vimeo.

 

Dia Internacional da Mulher

Março 8th, 2010

Hoje comemora-se, mais uma vez, o Dia Internacional da Mulher.

É perfeitamente justo que se celebre a existência da Mulher, o seu papel na sociedade, e que sempre se relembre o seu direito de serem tratadas com exactamente como os homens – salvo as devidas excepções de cortesia e cavalheirismo de que não prescindem… e muito bem.

Que seria de nós sem as nossas avós, mães, filhas, namoradas, esposas, amigas, irmãs, companheiras ou colegas?

Era provavelmente o mais desenxabido, feio e monótono dos mundos!

Da maneira que andam as coisas parece-me, no entanto, que qualquer dia somos nós reclamar um Dia Internacional do Homem, para ver se se lembram de nós.

Longe vão os tempos em que as mulheres nem podiam assistir a apedrejamentos em condições e tinham que se socorrer de mil e uma artimanhas para ter esse privilégio exclusivo dos homens.

Para que não caia no esquecimento, fica aqui este vídeo que nos lembra dessa altura e um beijinho para todas as senhoras, com particular repenicanço para as que me são mais próximas e que sabem o quão especiais são para mim.

George Bush. Último dia na presidência. A homenagem

Janeiro 19th, 2009
George Bush tem o dom de nos surpreender a toda a hora, sempre pelas piores razões.
No seu último dia na presidência dos E.U.A. fica aqui uma selecção de David Letterman – o Top 10 de gaffes de George Bush – apresentado no jantar da Associação dos Correspondentes da Casa Branca.

P.S. – Acho que ainda falta aqui muita coisa, mas talvez só num Top 1000 fosse possível incluir tudo. Está aqui outra contribuição para que nunca nos esqueçamos desse ícone da política internacional.