Tosta Mister

Junho 17th, 2010

Eu acho que nesta altura em que os cafés estão cheios de gente a ver os jogos de futebol do Mundial, era uma excelente ideia que eles adaptassem a sua oferta, reinventando um dos snacks mais requisitados de todos os tempos, a tosta mista.

Digam lá se não era uma ideia verdadeiramente original fazer tosta mistas diferentes, com nomes de treinadores de futebol.

Podiam chamar a este produto Tosta Mister, variando o conteúdo das diversas opções de acordo com as características dos treinadores que lhe dão o nome.

Só para verem como faz todo o sentido, vejam a breve lista que deixo abaixo.

Tosta Mister Mourinho – [Pão bijou; Paio; Mistura de três queijos (Cheddar, Mozzarella, Manchego)]

Tosta Mister Van Gaal – [Pão chapata; Fiambre holandês em barra do exacto tamanho do pão; Queijo flamengo em barra do exacto tamanho do pão]

Tosta Mister Heitzfeld – [Pão bretzel; Salsichas bokwurst: Queijo emmental]

Tosta Mister Maradona – [Pãozinho miniatura; Queijo em pó; Fiambrino]

Tosta Mister Guardiola – [Pão catalão; Fiambre das Pampas; Queijo idiazabal]

Tosta Mister Toni – [Grande broa; Chouriço de vinho; Queijo de cabra]

Tosta Mister Erickson – [Pão sueco; Fiambre de peru; Queijo gradost]

Tosta Mister Ancelotti – [Pão italiano; Prosciutto di Parma; Queijo gorgonzola]

Tosta Mister Manuel José – [Pão pita; Bifinhos de carneiro; Queijo testouri]

Tosta Mister Ferguson – [Pão muffin; Bacon; Queijo gloucester]

Tosta Mister Scolari – [Pão de queijo; Chourição; Queijo de leite de burro]

Dow’s Vintage 2007

Março 30th, 2010

A excelência deve ser sempre realçada, principalmente quando é produzida cá em Portugal e reconhecida internacionalmente.

O vinho do Porto Dow’s Vintage 2007 receberá a nota máxima (cem pontos), na edição de Maio da revista Wine Spectator.

Esta avaliação ganha especial importância se tivermos em consideração que nenhum vinho mereceu esta distinção em 2009, e que apenas um alcançou esta marca em 2008.

Está portanto de parabéns a empresa produtora deste vinho, que assim contribui também para a promoção turística da região do Douro, sendo mais um excelente exemplo do bom trabalho que por lá se vai desenvolvendo.

Não sei se toda a produção já terá destinatário, mas se encontrarem alguma garrafa perdida não se esqueçam que eu sou possuidor de um centro de abrigo para vinhos de excelência, onde ela será muito bem tratada.

Lulas guizadas

Março 5th, 2010

Tenho muitos amigos que foram pais recentemente e por isso decidi ajudá-los, trazendo uma sugestão de receita para a alimentação das crianças.

As lulas guizadas são um prato indicado para crianças porque, além de alimentar, é bastante divertido.

Para confeccionar esta iguaria basta cozinhar as lulas como habitualmente fariam, mas adicionalmente coser uns guizos nas suas extremidades.

Facilmente se constatará que os miúdos acham esta variante muito interessante e que se divertem imenso, ao mesmo tempo que se alimentam.

A alegria da refeição é um conceito muito importante, para que as crianças adquiram com mais facilidade o prazer de comer.

O efeito secundário é um barulhito de certa forma irritante, que tenderá a desmotivar os pais de recorrerem a esta receita com frequência, mas pensem sempre que o que verdadeiramente importa é que a petizada se divirta e goste de estar à mesa, não é?

Quem quer alheira?

Fevereiro 15th, 2010

Já aqui falei anteriormente do estranho fenómeno de dar aos alimentos sabores que não lhe são característicos, mencionando nessa altura o exemplo das batatas fritas.

Quem fala das batatas fritas poderá também falar dos sumos com sabores cada vez mais originais, descobrindo os méritos do Gingko Biloba, da Erva-mate ou do Hibisco, e de outro tipo de produtos que preserveram na introdução de sabores que fujam ao tradicional.

Mas o que constatei este fim-de-semana é que já se foi mais longe um bocadinho nessa demanda de sabores originais e isso já afectou as tão tradicionais alheiras transmontanas.

Com muita surpresa encontrei – e adquiri para prova porque fiquei curiosíssimo – numa grande superfície comercial, alheiras de bacalhau, presunto, broa de milho, marisco, vegetariana e – a mais surpreendente – pato com laranja!

Fiquei com vontade de sugerir também a alheira de porco preto e de leitão da bairrada, que também devem dar produtos muito bons, mas já que estamos numa de originalidade, porque não fazer ementas regionais integralmente adaptados ao contexto “alheiral”?

Para abrir o apetite deixo a sugestão da ementa minhota composta por uma alheira de caldo verde, seguida de uma alheira de arroz de lampreia para primeiro prato e uma alheira de rojões à moda do Minho acompanhados por uma alheira de papas de sarrabulho como segundo prato.

Para terminar, fechar em beleza, com uma alheira de pudim abade de Priscos ou uma alheira de laranjas de Amares.

Tudo isto bem regado com uma alheira de vinho verde da região.

Aproveito para apelar à vossa reflexão sobre a velocidade com que deve ser dita a frase “quem quer alheira?”, porque pode adquirir uma sonoridade que dê origem a trocadilhos fáceis e brejeiros, que poderão não se coadunar com os valores defendidos por este blogue.

Brac

Agosto 8th, 2009
Ontem tive o imenso prazer de desfrutar de um belíssimo jantar no restaurante Brac.
Pratos com nomes sugestivos, muito bem apresentados e com ainda melhor sabor.
Boa carta de vinhos, atendimento simpático e eficaz, espaço agradável e moderno e uma música ambiente de boa qualidade que completa a receita de um excelente restaurante.
Podia elaborar muito mais a lista de adjectivos elogiosos, mas vou só deixar ficar o nome daquilo que me arrebatou por completo no final: Tanori.
Uma sobremesa que me arrebatou desde que chegou à mesa e que entrou directamente para o topo das melhores sobremesas que já tive o prazer de comer.
A única infeliz e inevitável surpresa são os preços.
É caro? Não. O preço acompanha a qualidade apresentada.
É muito dinheiro por uma refeição? É sim senhor!