Contrafacção circense

Fevereiro 21st, 2009
É de conhecimento geral que a contrafacção têxtil existe e que um pouco por todo o lado podemos encontrar algumas roupas marcadas como “Dulce & Cabana”, “Chevilhão”, “Mike”, “Lewis”, “Ardidas” ou “Chamel”.
Também se podem encontrar vários DVDs e Cds piratas, com as mais recentes novidades cinematográficas e fonográficas, em qualquer feira que se preze.
O que eu desconhecia era o conceito, a meu ver verdadeiramente extraordinário, da contrafacção circense.
Até que me deparei com este cartaz do “Circo Carbinaly”.
Não me senti nada tentado a ir a um espectáculo deste circo porque, á imagem da roupa contrafeita e da pirataria audiovisual, a tenda deve ter tendência a encolher, o apresentador deve estar rouco, a partenaire do ilusionista não deve ter boa imagem e a pele dos leões deve ganhar borboto.

Poste em branco

Fevereiro 16th, 2009
Se para um escritor o maior medo pode ser ter que enfrentar uma página em branco, será legítimo pensar que para um blogger a fobia maior passará por se deparar com um poste em branco?

Women in Black

Janeiro 12th, 2009
No final do ano passado, as férias em ambiente rural levaram-me novamente a observar coisas para as quais no dia-a-dia não estou tão atento, com as quais não me cruzo diariamente, e que, portanto, tenho tendência a esquecer.
Desde aí que me apetece falar disto, e a fotografia que o meu amigo Rodrigo Lima gentilmente me cedeu para ilustrar este post ficou guardada, à espera que eu me decidisse finalmente a fazê-lo.
Nessas férias, deparei-me com uma aldeia onde as mulheres vestiam todas de negro.
É habitual nas nossas aldeias encontrarmos as senhoras de mais idade com esse tipo de cor no vestuário, num luto pesado, conservador, perene, como se não fosse mais possível voltar a sentir alegria, como se as suas dores e mágoas se tornem donas das suas vidas, permanentemente sobre o juízo dos outros e assumindo isso com naturalidade, porque é assim, porque é essa a sua forma de estar na vida, porque já assim o era no tempo das suas mães e avós,
Esse registo levou-me a reflectir um pouco sobre estes hábitos e a chegar à conclusão que estas mulheres são, no fundo, a imagem do nosso País.
Um País em permanente crise, pessimista, carpindo incessantemente o seu fado, tradicionalista, conformado.
Estas senhoras carregam consigo também, na generalidade, o espírito de sacrifício, a notável capacidade de trabalho, os valores, a simpatia, a franqueza, a generosidade, a humildade e a hospitalidade que tanto nos caracterizam.
Em sentido inverso aos Men in Black que tinham uma maquineta que fazia as pessoas esquecerem-se do que viram, estas nossas tão tradicionais Women in Black têm o papel fundamental de nos lembrarem quem nós somos, quais são as nossas raízes, qual a nossa identidade e, no meio de tantas incumbências que já têm na vida, têm mais esta responsabilidade, que cumprem sem esforço e provavelmente inconscientemente, de não nos deixar esquecer a essência do que é ser português.

Está tanto frio! Levem-me para aqui!

Janeiro 7th, 2009

Faro – Capital da segurança no trabalho

Dezembro 22nd, 2008
Reparem no texto da bandeira do meio:

Faro – Capital da segurança no trabalho

E da incoerência… digo eu! 🙂