Lua de Mel

Fevereiro 1st, 2011

A Lua de Mel é uma grande gulodice, com que os recém casados se lambuzam, e nós não fomos excepção.

Voamos à descoberta de uma terra distante, a Tailândia, com nidificação em Bangkok (este é o nome pelo qual a cidade é conhecida mundialmente, mas o nome completo e original dela é muito mais bonito: Krung Thep Mahanakhon Amon Rattanakosin Mahinthara Yuthaya Mahadilok Phop Noppharat Ratchathani Burirom Udomratchaniwet Mahasathan Amon Phiman Awatan Sathit Sakkathattiya Witsanukam Prasit. Os locais pelos vistos limitam-se a chamar-lhe Krung Thep, vá-se lá saber porquê!) numa primeira fase, seguindo depois para Phuket.

Foram doze dias maravilhosos, onde tivemos a oportunidade de contactar com uma cultura muito diferente e extremamente interessante, visitar monumentos únicos, conhecer tradições singulares, degustar uma gastronomia ímpar e usufruir de um clima maravilhoso, por entre paisagens paradisíacas.

Amor, relaxamento, aventura, paz, cultura, buda, praia, divertimento,  alegria, movimento, encantamento, flores, verdejante, paraíso, água, romance, comida, transparente, picante, milhas ou sol são palavras que podem ajudar a definir esta viagem, mas poucos serão os termos que possam definir com exactidão o nosso estado de espírito no final da mesma, tão positiva foi a experiência da estadia neste país.

Baterias carregadas, agora é voltar com força redobrada para o dia-a-dia, guardando todas as memórias destes dias num cantinho muito especial do nosso baú de recordações.

É tempo também de pôr a escrita em dia, porque este ninho tem que ser alimentado, mas para isso vão ser precisos tempo e inspiração – não necessariamente por esta ordem – para voltar ao normal, porque o mel torna as ideias e a escrita um bocadinho peganhentas.

Fim do estágio de ócio

Setembro 1st, 2010

E pronto, está completo mais um estágio do longo caminho que me levará um dia a ser profissional do ócio, com quinze dias completamente dedicados a essa dura tarefa de não fazer nenhum.

Acho que aprendi muito nestes dias, e assim que o ócio seja reconhecido como uma profissão lá estarei na linha da frente, com todo o meu savoir-faire, para garantir a minha posição no topo da comunidade ociosa internacional.

Ociar está para mim como o futebol para o Cristiano Ronaldo, ocialiso sempre que posso e há quem diga que sou a pessoa mais ocializável que conhecem, e portanto custa-me muito ver tanto talento desperdiçado.

Enquanto esse reconhecimento não chega, cioso das minhas responsabilidades, regresso hoje ao trabalho duro.

A boa notícia, no imediato, é que estes quinze dias também serviram para me lembrar que gosto muito do que faço, já tinha saudades, e é por isso com muito optimismo, renovada energia e um sorriso nos lábios que estou de volta.

Será então caso para dizer: bom trabalho!


Vida difícil!

Agosto 13th, 2010

Há momentos difíceis na vida, em que arrumamos a secretária, largamos o trabalho que fazemos há tanto tempo, dizemos adeus aos colegas, entregamos telemóvel e portátil.

Momentos em que partimos, pondo um colega ao corrente dos assuntos que até aí fomos nós os responsáveis, aconselhando-o, para que ele os siga daí em diante com o máximo cuidado.

São momentos em que fazemos o possível para que não fique nada pendente e, num olhar derradeiro, verificamos se não deixamos ficar nada que nos vá fazer falta.

Estes momentos podem, em determinados contextos, ser um fardo muito difícil de suportar, ter uma intensidade emocional demasiadamente forte e atingir uma carga dramática enorme.

Mas quando tudo isto se passa somente porque vamos de férias, é tão leve, tão descontraído, tão fácil, tão relaxante, tão libertador, tão… TÃO BOM!

Até daqui a 15 dias.

As férias grandes

Julho 16th, 2010

Eu gosto muito das férias grandes.

Nas férias grandes vou para a praia ou para a piscina.

Há muitos passarinhos e flores e tremoços e fruta e saladas e amendoins e gelados nas férias grandes.

Nas férias grandes está muito calor e as meninas andam com roupa muito pequenina e ficam muito bonitas.

O meu amigo tem umas primas que chegam sempre de França nas férias grandes, e eu gosto muito de brincar aos doutores com elas porque elas falam francês e trazem caramelos.

É nas férias grandes que tenho muito tempo para brincar com os meus amigos e jogar à bola e correr e pular e fazer construções e corridas.

Na PSP.

A minha pele fica mais escura nas férias grandes e fica parecida com a da dona Sucena, mas eu tenho sorte porque os meus lábios não incham tanto.

Os dias são muito grandes nas férias grandes e dormimos menos, porque nascem muitos mosquitos que fazem barulho junto ao ouvido durante a noite.

Nas férias grandes eu suo muito, e eu gosto porque assim posso rebolar na areia e parecer um croquete.

Eu gosto muito das férias grandes e tenho muitas saudades delas.

Chuva nas férias

Outubro 7th, 2009
Os índios faziam danças para chamar a chuva.
Há quem faça orações e missas para pedir essa benção dos céus.
Gastam-se milhões em sofisticados sistemas de regadio para minimizar os efeitos da seca.
Investiga-se arduamente para que a ciência ajude a interferir no ciclo da água e se consiga “fabricar” chuva sempre que necessário.
Há ainda quem, em desespero, ponha virgens nuas a arar os campos para levar os deuses a fazer chover.
Tendo em conta a pontaria que estou a ter este ano, proponho-me juntar o útil ao desagradável, pondo à disposição de todos os territórios áridos do Mundo o meu dom de atracção de pluviosidade durante o período de férias.
Basta que me contactem com alguma antecedência para que eu possa marcar férias, que assumam os custos da viagem para esse local e as despesas durante a estadia.
O resto acontecerá, certamente, com muita naturalidade.
Ainda assim, e como tenho muito bom clima dentro da carola, as férias correm bem.