12h12 de 12/12/12

Dezembro 12th, 2012

São neste momento exatamente 12h12 do dia 12/12/12.

O chão não mexe, não se vê meteoros a cair em catadupa, os animais andam tranquilos e o meu vizinho ainda é benfiquista, sinal de que nada de muito grave se estará a passar.

Estava ansioso por este dia, porque a confirmarem-se as profecias ia deixar muita coisa por fazer.

Não estava preparado para assistir à mega trovoada sabendo que ainda não subi ao Everest, não provei nenhum prato da autoria do chef Ferran Adriá, não mergulhei na grande barreira de Coral, não joguei no relvado do Estádio de Wembley nem vi pinguins na Antártica.

Mas acima de tudo não estava conformado com o facto de isto acabar e eu deixar o meu filho mais velho analfabeto e o mais novo ainda no forno.

São de facto muitas as coisas que tenho para fazer nos próximos tempos, por isso incomodava-me um bocadinho esta coisa de o Mundo acabar hoje.

Apesar do muito que se tem feito em termos de estratégia politica global, parece que mais uma vez não foram cumpridos os prazos e ainda não foi desta que conseguiram destruir isto de vez.

Teremos que esperar por 2013 para assistir a mais manobras destruidoras dos nossos agentes políticos, e pode ser que consigam, com a habitual derrapagem orçamental e temporal, dar cabo disto tudo até 2015.

Respiremos então profundamente, gozando desta sensação de que podemos voltar a trabalhar descansados, sabendo que estamos a contribuir para o prestimoso Estado português, para a visionária política de austeridade da União Europeia e para a continuidade deste armagedão económico-financeiro.

Bom resto de continuação, como soi agora dizer-se.

Earth-Exploding

 

Limpar o Everest

Abril 30th, 2010

Há pouco tempo o Projecto Limpar Portugal reuniu centenas de portugueses na recolha de lixos em espaços naturais.

Lá por fora também há necessidade de limpar, mesmo na mais alta montanha do Mundo, o Everest, e isso tem sido feito com alguma regularidade.

O que é notícia é que desta vez uma expedição de 20 sherpas vai fazer uma operação de limpeza acima dos 8.000 metros, numa área conhecida como a “zona da morte”.

Os alpinistas esperam encontrar lixo datado da primeira subida ao Everest registada, por Edmund Hillary em 1953, recolher cerca de duas toneladas de detritos e – pasme-se – esperam também resgatar corpos de outros alpinistas que não resistiram à dureza da subida desta montanha.

É nobre e muito difícil esta tarefa e portanto desejo-lhes muito sucesso e que corra tudo conforme o esperado.