Ficou ferro a ferro, ganhou a Espanha

Junho 28th, 2012

120 minutos depois do apito inicial estava zero a zero, Portugal e Espanha estavam empatados.

Poucos minutos depois e nove penaltis volvidos, estava ferro a ferro, ganhava a Espanha.

Como é possível?

Simples: a nossa bola ao ferro ressaltou para fora, a deles ressaltou para dentro.

E disto se faz o futebol.

Desta incerteza, dos pormenores, da fina linha que separa o inferno da glória.

E é por isso que tanto gosto deste desporto, em que não há vencedores antecipados e onde todos têm hipóteses de sair vencedores.

A desilusão fica, logicamente, mas fica também a certeza de que um dia o ressalto vai sobrar para nós, que a bola há-de um dia bater no ferro e rodar para dentro.

Estamos a treinar bem – só neste campeonato foram 7 bolas ao ferro! -, agora é só começar a dar-lhe um bocadinho de efeito, para elas rodarem para o sítio certo.

E lá estaremos então, prontinhos para comemorar efusivamente quando esse dia chegar.

No entretanto, há que gerir bem esta nossa veia eufórico-depressiva que nos leva a tantos extremos emocionais, e nunca esquecer que isto, afinal, é só um jogo.

 

 

Federação Portuguesa de Siesta

Julho 14th, 2010

Meus amigos, a vitória da selecção espanhola de futebol tem definitivamente que nos fazer reflectir sobre os nossos hábitos diários.

Se eles conseguem arranjar tempo para dormir depois do almoço e mesmo assim são campeões mundiais, nós também devemos ser capazes de o fazer.

Fiquei com a ideia que a nossa selecção teve vários momentos em que parecia que caía de sono, e isso deve-se de certeza à falta de uma boa siesta, aliás, o próprio treinador para tirar o Hugo Almeida e manter durante todo o jogo o Ricardo Costa a lateral direito estava a dormir como um anjinho.

Temos tanta gente que parece passar a vida a dormir, que já devem ser considerados especialistas e não devemos desperdiçar esses dons.

Se a produtividade do País não aumenta connosco acordados, pode ser que, estando a dormir, ao menos não pioremos as coisas.

Já há muito tempo que defendo – muito preguiçosamente, devo admitir – a ideia de que a siesta devia ser instituída no nosso País, mas alguém finalmente despertou para o assunto e criou a Federação Portuguesa de Siesta.

Eu acho que devíamos ajudar esta iniciativa a crescer, mas, se têm dúvidas, durmam sobre o assunto, e depois digam se estão de acordo.