Rrrrrrrrrrrr

Abril 7th, 2011

Se não der para mais nada, o cenário económico actual pode-nos pelo menos ajudar a actualizar alguns exercícios de articulação verbal.

Ora vejamos o exemplo didáctico:

“O rating roeu a rolha e relembrou o recurso à roleta russa”.

Carteiras economizadoras

Dezembro 22nd, 2010

Enquanto escrevo, milhões de pessoas estarão a fazer compras de Natal de última hora, com forte possibilidade de se deixarem levar por compras de impulso e gastarem mais do que desejariam e poderiam, sem sequer se aperceberem.

Pensando nestas pessoas e noutras com iguais problemas em gerir as suas economias, os laboratórios do MIT desenvolveram umas carteiras que encolhem à medida que o seu dono vai gastando dinheiro ou usando os cartões de crédito, dificultando assim o acesso ao chamado “pilim”, para evitar consumo excessivo.

Existem três modelos diferentes, todos equipados com um computador interno que está ligado a um smartphone do utilizador via Bluetooth, permitindo acesso permanente à situação do saldo da sua conta bancária.

Quanto mais o dono gasta, mais esforço a carteira faz para dissuadi-lo de continuar a gastar, acrescentando a dificuldade de aceder fisicamente ao dinheiro e aos cartões.

O criador, John Kestner, chama-lhes “Proverbial Wallets“, qualquer coisa como “carteiras sábias” e era muito bom que fosse a próxima aquisição do Estado português para oferecer à sua administração pública.

Preço Certo

Março 18th, 2010

A vida tende a ser cada vez mais complicada para os concorrentes de O Preço Certo em Euros.

E porquê? Perguntarão vocês sedentos de uma teoria válida que sustente esta afirmação.

Desta vez não há teoria, há uma constatação.

Perdeu-se definitivamente a noção de preço certo, justo, normal ou tabelado, sendo prática comum a inflação artificial dos preços para apresentar, logo à primeira, um grande desconto que invalide ou dificulte qualquer tipo de negociação.

Antigamente era difícil chegar a um desconto, era uma excepção diminuir o preço de tabela, uma forma de prémio ou reconhecimento da importância do cliente, que advinha geralmente de uma relação continuada no tempo ou de uma negociação mais ou menos intensa, mas as coisas já não são como eram.

Ao longo das últimas semanas temos recebido na empresa muitos orçamentos de um determinado sector de serviços, que consultamos pela primeira vez, onde nos dão o valor de tabela, sempre acompanhado do devido desconto comercial.

O valor mínimo de desconto que nos atribuíram foi de 45% logo à primeira abordagem (num telefonema para discutir este orçamento foi-nos informado imediatamente que também neste caso ainda haveria muita margem para baixar o preço), tendo havido muitos valores intermédios de desconto imediato, mas terminando com um fabuloso orçamento onde, sem conhecerem a empresa ou a pessoa que lhes pediu o orçamento de lado nenhum, nos deram um desconto  instantâneo – concerteza simbólico e sujeito a negociação – de uns modestos… 91%!

Assim é mesmo muito difícil saber exactamente qual é o preço real das coisas e uma façanha cada vez maior acertar no valor da montra final, não acham?

O dinheiro voa

Maio 14th, 2009
Toda a gente já se habituou ao discurso da crise e é comum ouvir as pessoas queixarem-se de que o dinheiro parece que “voa”.
Pois bem, segundo a Reuters, um condutor alemão viu o seu dinheiro voar, mas de forma literal.
Este homem conduzia um carro descapotável e levava um envelope com 23.000 euros numa bolsa de um lugar de passageiro.
De repente viu o vento levar-lhe o dito envelope e espalhar pela autoestrada toda esta quantia, em notas de 100, 200 e 500 euros.
Imediatamente comunicou à polícia, que colaborou montando uma barreira para pedir as notas aos condutores que por lá passavam, na tentativa de recuperar o dinheiro desaparecido.
Como é da Alemanha que estamos a falar, ainda conseguiram recuperar 20.000 euros e estão esperançados que os restantes 3.000 ainda venham a ser entregues às autoridades.
Se fosse cá em Portugal, e se este homem fosse verdadeiramente e extraordinariamente sortudo, seria muito bom recuperar apenas os tais 3.000, porque os outros 20.000 dificilmente lhes voltava a pôr a vistinha em cima 🙂

Homens ricos dão mais prazer às mulheres

Janeiro 28th, 2009
Segundo um estudo da Universidade de Newcastle os homens ricos dão mais prazer às mulheres durante as relações sexuais.
Eu já desconfiava disto à muito tempo…
Não pode ser à toa que a Marisa Cruz é casada com o João Pinto, nem poderia haver outra razão para o Cristiano Ronaldo se ter tornado no maior coleccionador de relações amorosas à face da Terra.
Esta notícia vai concerteza fazer quebrar o volume de e-mails com belos títulos como “enlarge your penis now”, já que, está visto, o tamanho não importa.
Nem o romantismo, nem os preliminares, nem o vigor, nem o amor…
O que interessa é que um gajo tem que ser podre de rico!
O que me perturba nesta notícia é o facto de estarmos em plena crise económica de nível mundial.
Isto quer dizer, assumindo a veracidade das conclusões deste estudo, que as mulheres por esse Mundo fora terão muito menos orgasmos.
Tanta falência no tecido empresarial internacional redundará no decréscimo de riqueza global, com evidente prejuízo para o bem estar sexual das mulheres, fazendo, naturalmente, com que nos venham dar cabo da cabeça com muito mais vontade do que se estivessem satisfeitinhas na sua vida intíma.
Quanto a mim, resta-me continuar a fazer o que vinha fazendo até aqui: jogar no Euromilhões.
Com a diferença de que agora já não é a vontade de viajar muito a razão que mais me incentiva 😉
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