Good vibrations

Maio 22nd, 2010

Comecei oficialmente esta semana, com duas tardes magníficas, a minha época balnear, ou seja, voltei à praia e ao gozo indescritível do contacto com a areia e o mar, de calçãozinho, chinelinho e toalha, como convém.

Eu noutra encarnação devo ter sido um búzio, uma alga ou um ouriço do mar, e por isso sempre que regresso à praia parece que estou finalmente em casa.

O relaxamento, o divino prazer do dolce fare niente, o suave barulho das ondas a quebrarem na costa, o cheiro da maresia a mimar o olfacto, a esplanada, a areia a abraçar o corpo e o calorzinho a espalhar-se por todos os poros e a aquecer a alma, tudo isto parece estar inscrito no meu código genético e por isso passo o ano todo a suspirar por lá voltar.

Foi só um entróito, é certo, mas já deu para carregar um bocadinho as baterias e sentir aquela onda positiva e cheia de luz, enfim, as boas vibrações que só a praia me dá.

Dependência do chocolate

Maio 17th, 2010

Comecei recentemente a ter cuidados redobrados com a alimentação e uma das coisas que cortei primeiro, e radicalmente, foi o consumo de chocolates.

Ciente de que me é difícil resistir tendo chocolates por perto, e que os consumia diariamente, pedi à minha namorada para esconder todos os que houvesse lá em casa, mas ela foi ainda mais longe e deu-os todos.

Até aqui tudo foi pacífico, mas dois dias depois de ter começado esta “dieta” dei por mim sozinho a abrir e fechar portas, a remexer nas gavetas e a vasculhar todas as prateleiras à procura de um pedacinho de chocolate, um bombom ou um simples M&M’s que porventura tivesse ficado esquecido.

Cheguei então à conclusão que o meu consumo anterior de chocolate era já mecânico e compulsivo, que começava a “ressacar” e que me tinha tornado, portanto, num chocodependente.

Não tive suores frios nem tremores, mas confesso que senti uma certa ansiedade quando não encontrei chocolates em lado nenhum e pergunto-me: como é que me tornei num chocainómano?Tudo começou de certeza com uma Pintarola ou um Smartie colorido, ainda criança, seguidos de uma ou outra Bomboca, com textura fofinha por dentro e chocolate estaladiço por fora.

Sem dar por ela comecei a consumir pó também ainda novo, misturado no leite, lembro-me bem do Suchard Express ou do Cola Cao, que ajudaram ao crescimento da minha dependência.

Ao longo da vida fui alargando o consumo às mais variadas formas: em gelado, em mousse,  em bolo, em bolacha, em rebuçados, branco, de leite ou negro, com recheio ou em fondue.

Cheguei até a pensar fazer máscaras faciais, os meus sonhos eróticos envolviam corpos cobertos de chocolate e nos últimos tempos já andava na fase do noir com 82% de cacau e isso devia ter-me servido de alerta.

Felizmente  parei antes de ser encontrado numa valeta com uma overdose de Pantagruel e a escorrer uma espuminha achocolatada pelo canto da boca.

Espero um dia poder consumir só socialmente, ou pelo menos moderadamente e deixar de sentir ansiedade ou privação quando não consumo, até porque, meus amigos, aquilo é mesmo muito bom!

Pessoário

Abril 28th, 2010

Ficar uns minutos num centro comercial, por volta da hora do almoço com a área de alimentação completamente cheia de pessoas, simplesmente a observar a multidão, que pela sua dimensão e dinâmica encobre este acto de contemplação, é um exercício que me dá prazer.

As grandes concentrações de gente são para mim o sítio ideal para observar e tentar perceber a sociedade, ver como as pessoas agem, reagem e interagem, o local onde é possível captar e conhecer novo tiques, traçar perfis com base num instantâneo, imaginar o que terá ajudado a formar cada estilo, assistir ao desenvolvimento de várias tendências, são o mote para parar um pouco e reflectir sobre o que me rodeia.

Era engraçado que estas aglomerações de gente pudessem ser replicadas num observatório oficial de pessoas, que poderia ser chamado de Pessoário, um espaço onde fosse possível observar de forma organizada e sistematizada estas massas.

Tinha que ser um espaço em que as pessoas andassem livres e sem noção de que estavam a ser observadas, que nada tivesse a ver com o fenómeno Big Brother, para não se perder a espontaneidade, que tantas vezes nos trás autênticas pérolas sociológicas.

Anualmente as escolas organizam visitas de estudo a oceanários, fluviários, zoológicos, quintas pedagógicas, museus ou planetários, e eu acho muito bem, porque contribuem para a aquisição de conhecimento dessas crianças, mas eu acho que, se devidamente sensibilizados e orientados para isso, os alunos poderiam tirar brilhantes ensinamentos sociológicos e antropológicos das grandes concentrações de gente.

Como é impossível o conforto de o fazer num sítio único, acho que é importante procurar as grandes aglomerações para fazer este exercício de vez em quando.

Incentivar os mais jovens ao exercício de observação comportamental em sítios como um estádio de futebol, festas populares e romarias, feiras, centros comerciais, comícios, concertos, queimas das fitas, peregrinações, parques de lazer ou praias, e posterior reflexão e análise sobre o que viram, seria um importante contributo para o seu desenvolvimento pessoal, para aumentar o espírito crítico, para discernir e descodificar comportamentos e formas de estar na vida, para apurar o sentido de cidadania.

Eu continuarei sempre a fazer isto quando vou para um sítio muito movimentado:

Paro, escuto e olho… e fico atento, e com os sentidos bem alerta, porque vai ser de certeza muito bom.

Coro virtual de Eric Whitacre

Abril 19th, 2010

O fim de semana que passou trouxe-me uma nova experiência musical, muito interessante.

Estar em palco com a Tuna e uma orquestra em simultâneo foi uma ocasião muito especial, e ver o público a aplaudir de pé no final do espectáculo foi uma sensação indescritível.

Esta actuação trouxe-me à memória um vídeo que vi há pouco tempo, que também me deu a sensação de ser uma experiência bastante enriquecedora para quem participou nesse projecto.

Eric Whitacre dirigiu um coro virtual, formado por 185 cibernautas, de 12 países diferentes, que cantaram a partir do conforto do seu próprio lar.

Conjugar estas vozes para uma interpretação de “Lux Aurumque” deve ter sido um desafio colossal, mas resultou muito bem e deve ter dado um prazer enorme ter chegado ao fim e ouvir o belíssimo momento criado.

É pena que não vejam o público levantar-se para aplaudir, mas fica aqui o registo do meu aplauso virtual.

Aniversário de número redondo

Março 3rd, 2010

Eu gosto muito de aniversários com números redondos.

Dá-me sempre a sensação de renascimento, de início de um novo ciclo e isso transmite-me uma energia muito positiva.

Hoje é o meu Papá o contemplado com a comemoração de um aniversário de número redondo e por isso lhe quero deixar aqui um beijo muito grande de parabéns, redobrado por ser comemorada uma idade tão bonita, e um abraço forte de agradecimento por tudo o que representa para mim.

A prenda a sério e os mimos merecidos serão entregues mais logo, em pessoa e com a restante família, mas, como não podia deixar de ser, tem que se cantar os “parabéns a você” e por isso convidei umas personagens especiais que nos darão uma interpretação muito própria desta música, em inglês, no vídeo abaixo.