Natal Africano

Dezembro 10th, 2008
Tinha prometido e portanto cá estou a cumprir.
Cumprir sem ser por obrigação, mas com todo o gosto.
Gosto… sabor… paladar… língua… de gato… persa… tapete… de entrada… na universidade… estudos… livros… de viagem… mapas… estelares… estrelas… céu… nublado… ou limpo… imaculado… branco… claro… ou escuro… negro… África… Mãe África!
Aqui fica então a homenagem ao meu bom amigo temporariamente regressado dessas terras, enquadrada com a quadra que estamos a viver.

Férias

Dezembro 9th, 2008
Entrei de FÉRIAS no dia 6 de Dezembro e portanto não tenho estado muito “virado” para actualizar este blog.

Mas assim que puder venho cá pôr mais alguma coisinha.
Até porque tenho guardada uma homenagem natalícia para um amigalhaço que está quase a regressar a casa.
Talvez amanhã 😉

“Bracarismos”

Novembro 30th, 2008
Quando me perguntam o que gosto mais na minha cidade, eu respondo muitas vezes que é o centro histórico, o Theatro Circo ou o Bom-Jesus.
É mentira.
Aquilo que realmente gosto e que torna esta cidade diferente, são as pessoas de Braga e as suas expressões idiomáticas ou a forma de falar.
Identifico-me automaticamente com alguém que se dirije ao meu grupo perguntando “Visteis o Braga ontem?”.
Da mesma forma, é usual sentir-me em casa quando me relatam uma desventura qualquer que começou “à hora do meio-dia” e cujo protagonista é um qualquer “térinho” que se cruzou com um “begueiro” qualquer.
O conforto de alma da palavra “begueiro”, quando bem aplicada, é indescritível para quem não a ouve regularmente desde a sua meninice.
Neste momento sou capaz de não me lembrar de todos os “bracarismos” que me enchem os ouvidos e a alma, mas vou concerteza voltar a falar deles.

Vergonhas de menino

Novembro 24th, 2008
Já vos aconteceu de certeza!
É típico dos nossos pais, e, pior, tem tendência a ser um hábito nosso também: falar dos filhos como se eles não estivessem lá.
A minha mãe ainda hoje me faz isto!
Se encontra alguém conhecido começa a falar de mim (comigo ao lado) como se eu não estivesse lá.
Do género “Ele gosta muito é de amarelo” e eu ao lado a pensar “Eu detesto amarelo!!!” e a fazer um sorriso da mesma cor para a amiga da minha mãe, roendo-me todo para não a desmentir.
Pior é quando se começa a falar de doenças.
Não deve haver nada mais constrangedor para um filho do que ouvir a exposição detalhada dos seus recentes problemas diarreicos em frente de uma pessoa amiga dos pais que não conhece de lado nenhum.
E frases do género “Este também tem a mania dos futebóis, mas eu já lhe disse que se não estuda não há futebol para ninguém”, ou “O meu também anda meio saído da casca, mas se se põe a armar muito vai ver o que o espera!”, ou ainda o clássico “Ele agora tá melhorzinho, mas tinha a cara coberta de espinhas!”.
Agora são coisas mais do género “Nunca mais casa, não percebo”, ou “Nunca mais me dá um neto”, ou “Eu já lhe disse para mudar de emprego, ele tem é que se pôr fino”.
Conseguem-se lembrar da vergonha que isso causava (ou causa)?
Como é que se reage a isto?
Por favor, quando forem grandes poupem estes embaraços aos vossos filhos.
Deixem que eles falem.
Se eles não quiserem dizer nada, é sinal que há coisas demasiadamente pessoais para serem discutidas com completos desconhecidos.
Combinado?

Gripe da ave

Novembro 23rd, 2008
Ilvico, Ben-u-ron, Strepfen, chá de mel e limão, botija de água quente, cobertores.
Foi o que me acompanhou durante este fim-de-semana.
Isso e a vontade de aproveitar lá fora o solinho que entrava pela janela, convidando a um belo passeio.
A boa notícia é que já estou a ficar melhor, o que significa que não se trata de uma pandemia da gripe das aves.