Se for bebé, não conduza!

Abril 23rd, 2012

Há poucos dias li uma notícia sobre a criação de um programa de empréstimo de cadeirinhas de bebé para transporte em veículos, vulgo “ovinhos”.

Esta iniciativa da Direcção-Geral de Saúde é bem intencionada e de aplaudir, principalmente num contexto de crise económica.

Pretende-se com ela evitar a morte de bebés, vítimas de acidentes automóveis, e isso é sempre de louvar.

Segundo uma das pessoas envolvidas na promoção desta iniciativa, “todos os dias, 14 crianças são vítimas de acidentes, sendo que 8 são passageiros”.

Talvez fosse bom analisarmos estas palavras, porque se calhar ainda vamos a tempo de mudar o mote da campanha.

Segundo percebo, das 14 crianças acidentadas só 8 são passageiros, o que quer dizer que os outros 6 serão… condutores!?

Então talvez o problema não esteja somente nas cadeiras meus caros!

Se calhar é melhor começar a pensar em sensibilizar as pessoas para não pôr os bebés a conduzir, não?

Se não for pelo argumento de que são descoordenados e inconscientes, pelo menos tenham atenção que nos primeiros tempos eles não só não chegam aos pedais como nem as cores dos semáforos têm capacidade para reconhecer.

A iniciativa das cadeirinhas de transporte  é válida, sim senhor, mas está visto que é preciso mais, sendo a minha sugestão no sentido de acrescentar um pequeno autocolante na cadeirinha entregue, com a seguinte frase: “Se for bebé, não conduza!”

 

Micro marketing

Maio 11th, 2010

O que é que vos chama mais a atenção nesta fotografia?
Vamos mudar de ângulo e ver se aqui ainda se destaca o mesmo elemento.

Pois é.

Por vezes a publicidade mais eficaz não é aquela que se faz com grandes outdoors, spots em ecrãs gigantes, logótipos enormes, neons ou o uso da sinalética vertical de uma cidade.

Pelo menos é o que terão pensado os senhores que idealizaram a campanha de divulgação das Termas de Caldelas pela cidade de Braga.

Um pouco por toda a cidade podemos encontrar pequenas placas que divulgam esta estância termal, como que convidando-nos a participar num jogo a fazer lembrar o “Onde está o Wally?“, desta feita procurando as pequenas plaquinhas.

O facto é que eu encontrei esta, fotografei-a e divulguei, logo, funcionou.

Certo?