Ready, set, go!

Janeiro 2nd, 2014

Já há muito não tinha esta sensação de estar na linha de partida, à espera que caia o verde para arrancar a todo o gás.

É assim que entro em 2014.

Tanque cheio, pneus com a pressão certa, motor afinado, equipa preparada e motivada para dar todo o fundamental apoio nas boxes.

Dentro do veículo já se sente o pulsar acelerado do coração, estando o piloto cheio de força, confiança e vontade, para fazer a vida avançar a toda a velocidade, acelerando a fundo nas retas e agarrando com unhas e dentes todas as novas oportunidades que apareçam nas curvas, sempre com muito ritmo, batida e harmonia.

Os extintos Da Weasel, marcaram uma parte importante da minha vida, musicalmente, e por isso me lembrei de os trazer cá para dentro, para dar ambiente sonoro a este estado de espírito.

Vamos lá a isso, que estou ansioso para pôr o pé na tábua.

E vocês, estão prontos?

Ready, set, go!

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D. Nina vai ao psicólogo

Janeiro 6th, 2011

D. Nina é uma doninha com fortes problemas psicológicos e dificuldades de integração, devido ao permanente mau cheiro que exala.

Na tentativa de superar esses seus complexos, como resolução de início de ano D. Nina (N) decidiu consultar o reputado psicólogo Dr. Vicente (V), o texugo.

V – Bom dia D. Nina! Ora então o que é que a traz aqui?

N – É uma coisa que me perturba muito sôtor. Até tenho dificuldade em dizer, de tão envergonhada que fico.

V – Mas olhe que aqui não pode haver vergonha, porque senão não a posso ajudar. Diga-me lá o que se passa.

N – Ó sôtor… é que é tão embaraçoso! … Mas cá vai. Eu passo a vida a feder sôtor! Em qualquer lado, quando menos se espera, vai-se a ver… e lá estou eu a feder outra vez!

V – Já falou a alguém sobre esta… hmmm… situação?

N – Já sôtor, mas é sempre a mesma coisa. Ninguém me compreende e até parece que é pecado feder muito. Chamam-me nomes…

V – Que tipo de nomes?

N – Nomes muito feios. Primeiro era “fedorenta”. Já me chamaram isso tantas vezes que até me comecei a habituar, mas agora apareceu um pássaro que me chama de “fedilhona” e isso tira-me mesmo do sério! Às vezes sonho que tenho um poder divino que me permita mandar toda a gente feder, para eu poder passar despercebida.

V – Pois… compreendo. Diga-me D. Nina, a sua situação ocorre-lhe de forma espontânea?

N – Sim sôtor. E o pior é que não me consigo controlar quase nunca.

V – E agora? Está aqui e não está a feder!

N – Pois não sôtor, mas olhe que estou a fazer um esforço enorme por respeito ao senhor. Até já sinto a cauda a arder! Parece que os calores me sobem pela espinha! Mas vou-me controlar. Prometo. Isto tem é que ser rápido, sôtor.

V – Vai ser, vai ser. Agradeço-lhe a atenção, até porque tenho outros pacientes lá fora e podia ser embaraçoso. Diga-me uma coisa D. Nina… há alguma ocasião em que consiga feder sem sentir culpa?

N – A única ocasião em que me sinto mais à vontade é quando vou visitar o meu amigo Tó à pocilga.

V – E então porquê?

N – Deve ser por ele também feder muito. Quando estou em casa dele não me sinto tão mal. Ele compreende-me muito bem.

V – E então porque é que não se muda para casa desse seu amigo? Passa a feder só com ele e assim talvez até seja melhor para os dois.

N – Ó sôtor, o Tó é um velho amigo, mas não passa disso. Tenho um bocado de medo de estragar essa amizade se começo a feder em exclusividade na casa dele. Não sei se ele está preparado e mesmo eu não sei se aguentaria.

V – Então tem que aproveitar essa sua situação de alguma forma. Já pensou ganhar a vida a feder?

N – Como?

V – Há pessoas com todo o tipo de fetiches. Pode haver alguém disposto a pagar para a ver feder. Ou então pode criar uma espécie de “apanhados” em que vai feder para um centro comercial cheio de gente e filma a reacção das pessoas. Acha boa ideia?

N – É bem visto, é. Nunca me passaria isso pela cabeça! Vou averiguar essa hipótese sôtor. Muito obrigado pela ajuda.

V – Não tem nada que agradecer. Tudo de bom para si D. Nina. E bom ano!

N – Bom ano sôtor.

2011!

Janeiro 1st, 2011

E que tal? Está tudo acordadinho? Sem dores de cabeça nem enjoos?

Conseguiram resistir à contagem decrescente para 2011?

Já pensaram que uma mente criminosa genial poderia ter introduzido uma mensagem hipnótica nessa contagem, para pôr toda a gente a dormir ao mesmo tempo quando se chega ao zero?

E do mesmo se podia ter lembrado um marketeer da empresa que produz Rohypnol, elaborando um esquema que lhes permitisse esmigalhar quantidades industriais destes comprimidos para dentro das barricas de champanhe antes do seu engarrafamento, numa campanha publicitária de choque sem precedentes.

Ainda bem que ninguém levou avante estas ideias, porque apreciei estar acordado na entrada deste novo ano.

Começou agora, mas já tem o carimbo de ser um dos anos mais importantes da minha vida, por isso a minha expectativa na sua chegada e no seu arranque.

Recebo-o com muita alegria e optimismo, com muita vontade para assumir compromissos que reforçarão um caminho trilhado a dois, para abraçar novos desafios que se perspectivam, para assumir novas responsabilidades que se adivinham.

Também o recebo com revigorada força e confiança para enfrentar as naturais dificuldades, que exigirão mais do que nunca determinação, rigor, pragmatismo, dedicação e adaptação constantes, mas que nos farão com certeza crescer a todos os níveis.

Vai ser um ano singular também para muitos dos que me rodeiam e que amo, e por isso estou com redobrada vontade de iniciar este voo por 2011 e vivê-lo intensamente junto de todos.

Seja bem-vinda vossa excelência, o senhor ano de dois mil e onze!

Limbo de fim de ano

Dezembro 29th, 2010

O Limbo poderá ter várias definições, sendo que uma delas é a de que se trata de um espaço transitório, algo semelhante, numa versão simplificada, a este que vivemos entre o Natal e a passagem de ano, em que tudo está aberto mas nada está verdadeiramente a funcionar, porque estamos num período indefinido que é comummente designado por “festas”.

Há até quem teimosamente continue a desejar ao longo desta semana “boas festas!” a quem se cruza consigo, sem se aperceber que uma das festas já passou, e que portanto deveriam rectificar esses desejos para um simples “boa festa!”.

Outra definição para a palavra Limbo, está associada a uma dança/coreografia/dinâmica de grupo/jogo (parece um código de barras), em que um grupo de pessoas se dispõe em fila perante uma fasquia com o intuito de, um a um, conseguir passar por baixo dela sem a derrubar e sem se desequilibrar, podendo tocar no chão somente com os pés.

É um movimento complicado, onde a dificuldade aumenta à medida que o tempo passa, baixando-se a fasquia gradualmente.

Parece-me que esta é uma boa imagem para ilustrar o País no final deste ano, vergado perante uma fasquia que baixa muito rapidamente, tentando uma manobra de contorcionismo dificílima para não cair e mantendo o esforço de passar para o outro lado sem tocar com as mãos no chão.

Do outro lado está a esperança de um futuro mais folgado, em que se poderá eventualmente andar de cabeça erguida e restabelecer o equilíbrio natural de que tanto necessitamos.

Este é o meu último post deste ano, por isso o aproveito para desejar que cada um de vós consiga, na medida do possível, passar mais uma fase deste Limbo com agilidade, equilíbrio, rapidez, dedicação, entreajuda e graça.

Vemo-nos em 2011, de pé, com força nas pernas e com muito optimismo.

Boas entradas

Janeiro 4th, 2010
A melhor maneira de se começar o ano novo é, para mim, recebendo elogios.
Desde há alguns anos para cá que os meus amigos, apercebendo-se disso, decidiram começar a brindar-me com um elogio sempre que o novo ano se aproxima.
Elogiando a minha estrutura capilar, tem sido recorrente a utilização da expressão “boas entradas”, quando se dirigem a mim.
E eu acho simpático e agradeço e desejo-lhes uma ano inteiro de muita felicidade.
Não nego que gostaria que destacassem outras características, mas para quem insistir neste elogio, sugiro que em anos futuros enriqueçam a expressão introduzindo adjectivos novos, formando novas expressões como “garbosas entradas”, “esbeltas entradas” ou “donairosas entradas”.
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