Corona Save the Beach Hotel

Julho 5th, 2010

Os esforços pela preservação ambiental são uma realidade crescente, felizmente, na generalidade dos países desenvolvidos, mas o projecto Corona Save the Beach Hotel é um exemplo de criatividade que acho que vale a pena destacar.

O artista HA Schult construiu um hotel com pedaços de lixo recolhidos em praias europeias, com o intuito de alertar para a poluição crescente destes espaços balneares e ajudar activamente na recuperação de, pelo menos, uma praia europeia por ano.

Pode parecer um objectivo prático pouco ambicioso, mas, como diz o dito popular, “grão a grão enche a galinha o papo”, e só o facto de se falar disso já é um contributo importante.

A iniciativa conta com vários apoios institucionais, como o programa Bandeira Azul – que certifica as praias revitalizadas – e de caras conhecidas do grande público, como Helena Christensen ou Bar Refaeli,  que ajudam a dar maior visibilidade ao projecto.

Espero que não seja necessário continuar a construir hóteis deste género, até porque podem fazer concorrência ao espaço onde trabalho, e por isso vou ter ainda mais atenção para não permitir a ninguém deixar lixo na praia.

Ambientalismo estético

Novembro 25th, 2009
Já que as intervenções cirúrgicas de estética são normalmente chamadas de operações plásticas, não fazia sentido que se utilizasse plástico reciclado nestas operações?
Se houvesse cirurgiões estéticos com preocupações ambientais, podíamos ouvir uma frase do género “Todos os implantes mamários que faço provêm de antigas garrafas de Sumol Maracujá de 1,5l, que recolhi junto dos bares da Foz”.
As pessoas preocupadas com o ambiente e com a estética simultaneamente poderiam exigir aos seus médicos que fizessem os ditos implantes com o plástico que acumulam em casa no dia-a-dia, reciclando-o e poupando imenso dinheiro ao mesmo tempo.
Aposto que isto ia fazer com que os homens começassem a pedir finos em copos de plástico e a trazê-los para casa, juntamente com o pacote das batatas fritas que comeram, tornando-se militantes fervorosos do re-aproveitamento deste material.
Chamar-se-ia a este movimento “ambientalismo estético”.

Doce ministra… a do Ambiente

Outubro 22nd, 2009
A julgar pelo nome vou gostar muito da nova ministra do Ambiente.
O primeiro nome é Dulce, que em espanhol quer dizer doce.
A ministra também se chama Prazeres e um dos meus grandes prazeres é a doçaria.
Chama-se Fidalgo, que, para os mais distraídos, é o nome de um doce tradicional de Braga que eu muito aprecio.
E por fim, mas se calhar o mais importante, ostenta o dulcíssimo nome de Pássaro, que serve de alcunha ao redactor deste blogue.
Para já, só vejo doçura.
Espero que não azede durante a legislatura.