Feliz Natal!

Dezembro 23rd, 2011

Popota de Natal

Dezembro 19th, 2011

Há mistérios na vida que me parece que só poderão ser desvendados numa sessão de esclarecimento no Além.

Um deles é este fenómeno popotesco que nos vem atormentando as últimas épocas natalícias.

Quem no seu perfeito juízo se lembra de criar uma mascote de Natal que é uma hipopótama cor de rosa vestida de forma provocante e a dançar de forma supostamente sexy?

O que é que isto tem de natalício?

As nossas crianças crescem a ver a cada cinco segundos, na televisão e nos cartazes espalhados por todo o lado, um animal obeso a dançar a lambada e envergando roupas reduzidas e reluzentes, rebolando as fartas carnes em movimentos sedutores para atrair a petizada.

Eu não acredito que as crianças possam crescer normalmente com esta gosma a colar-se nas paredes do seu imaginário.

Têm que ficar desorientadas e com tendência para ir pedir prendas de Natal por e-mail aos sites de BBW.

Tudo bem que o Pai Natal é fortezito e os bonecos de neve também não são um exemplo de elegância, mas não andam para aí vestidos de cabedal e lantejoulas nem a roçar-se no varão, ou andam?

Ao menos ponham o animal a concorrer ao Peso Pesado para dar um bom exemplo à meninada, e ponham-lhe uns mantos natalícios que lhe dêem menos ar de Poputa, pode ser?

E não vale a pena virem dizer que a Leopoldina é melhor, que aquele bico também não engana ninguém!

 

1 mês!

Dezembro 16th, 2011

O que é bom passa muito rápido, já sabia, mas desta vez estou surpreendido com a velocidade da coisa.

O nosso filhote já tem um mês!

Parece uma fralda humana de atenção e tempo, de tal forma é absorvente, mas fá-lo com uma fofura que derrete qualquer pedaço de iceberg resistente ao aquecimento global.

É engraçado ver o massivo impacto que tão pequenino ser tem na vida de dois adultos.

Por exemplo, já não regemos o nosso quotidiano por minutos ou horas, mas sim por mamadas.

Tudo gira à volta do ritmo das mamadas dele, de tal forma que estamos a pensar substituir o horário afixado com um íman ao frigorífico por um inovador mamadário.

Mas as inovações não ficam por aqui.

Estamos a desenvolver soluções de maximização de eficácia e eficiência na mudança de fraldas, roupa e banho ao menino que poderão um dia servir de base para  linhas de montagem nas mais modernas fábricas do nosso país.

Com o alargamento das novas oportunidades ao ensino superior, estas competências adquiridas ainda nos vão dar o grau de engenheiros de produção ou gestão industrial.

Os milhares de quilómetros a empurrar carrinhos de compras nas grandes superfícies deram os seus frutos, e por isso hoje exibimos com garbo uma destreza digna de nota no manejo do veículo onde transportamos o nosso bebé.

Está por isso a ser uma fase extremamente positiva das nossas vidas, muito exigente, mas extremamente gratificante.

Em suma, 55cm e 4,550kg de menino lindo, lindo lindo, que nos enche de orgulho e de felicidade.

Olhó Natal!

Dezembro 2nd, 2011

Hoje ouvi algo esquisito na porta de entrada, um som baixinho a lembrar o azevinho a arranhar a madeira, mas sem as bolinhas.

Fui ver quem era e para meu espanto quem encontro?

O Natal.

Exclamei logo “Olhó Natal!”, surpreso, porque tenho andado tão focado noutras coisas que nem me lembrei que já era alturinha dele chegar.

Na volta ainda passou muito tempo lá fora, mas é bem feito.

Para a próxima que toque à campainha, se não quer apanhar frio, que é como fazem os senhores da MEO e da ZON.

Era bom que o Natal se inspirasse nestes senhores, porque assim havia rabanadas mais ou menos uma vez por semana.

De qualquer das formas, recebo-o com muito mais alegria do que a  essas testemunhas do audiovisual e por isso deixei-o entrar de imediato, com um grande abraço.

Brindamos com um shotezinho de espírito natalício quentinho que ele tinha trazido (colheita deste ano, muito boa, uma espécie de Barca Velha do espírito natalício, que não aparece todos os anos com esta qualidade), vimos o menino e adoramo-lo (como já vem sendo comum cá em casa, de há quinze dias para trás) e então parece que estamos oficialmente natalizados cá em casa.

Mas, como não podia deixar de ser, Natal não é Natal neste blogue sem o já tradicional sketch de abertura de festas, que não me canso de ver e que deixo aqui outra vez.

Bom Natal meus amigos!

O nosso pintainho

Novembro 23rd, 2011

Ando há pouco mais de uma semana para escrever aqui, já que sobejam informações e emoções merecedoras do maior destaque.

No entanto, só hoje consegui um pequeno espaço emocional e temporal que mo permitisse fazer, depois de uns dias cheios de aprendizagem, descoberta e muita, muita felicidade.

15 de Novembro foi o dia em que deixei ficar o bloco de notas no bolso, virando todas as atenções para outro bloco, o de partos, onde veio ao mundo o nosso pintainho.

Foi um dia que acumulou as horas de dois, já que o sono se esfumou no embalo daquela coisa pequenina, perfeitinha, cheia de fragilidades mas catalisadora de uma esperança e alegria sem fim.

Vai-se o sono, vai-se o comodismo, vai-se a preguiça, vai-se para sempre o Eu.

E vão muito bem, porque esse espaço foi preenchido por uma imensa vontade de abraçar, embalar, falar, ajudar, ensinar, fazer rir, apoiar sem parar, continuadamente, sem esforço e com a maior das entregas, de alma cheia e o coração em brasa, quentinho e radiante.

Já tive muitos momentos marcantes na vida, muito especiais e irrepetíveis, mas nada comparável à emoção de ver aqueles olhinhos pela primeira vez, sentir o seu respirar rápido e de o adormecer junto ao peito, servindo-lhe de alcofa, apaziguando toda a agitação que com certeza sentiria perante algo tão novo para ele.

E a mãe.

O imenso orgulho nela no final destes nove meses de gestação.

A certeza reforçada de que é a tal.

O prazer de a sentir plena na sua maternidade.

Linda!

Depois vem o olhar embevecido que se partilha.

O primeiro contacto conjunto com o fruto do nosso amor, que traz ainda mais sentido a este projeto de vida, que o valida e solidifica.

O primeiro abraço de família a três, em que parece que confetis de magia nos envolvem numa concha protetora em que somos só nós, nada mais interessa e em que, por breves minutos, temos a certeza de que nada nos vais parar se nos mantivermos assim, juntos e com todo este amor.

A realidade tem tendência a esconder a poesia do momento, é certo, mas o importante é reter esse instante dentro de nós, porque é essa base que nos dará força para superar as dificuldades, que nos trará o alento no final dos dias mais difíceis, que nos motivará a atingir objetivos superiores.

Estou feliz, radiante mesmo, confiante de que estamos preparados para esta missão, seguro de que o nosso pintainho tem o que é preciso para ser feliz e que o futuro lhe sorrirá.

Sinto-me um privilegiado também por poder contar com todos os que têm estado ao nosso lado neste momentos.

Uma família pequena em número, mas enorme em amor, entreajuda e partilha, que agora tem mais um pequeno elemento para a tornar ainda mais especial e imprescindível.

Amigos, com A maiúsculo,  que estão sempre lá, que incentivam, apoiam, torcem por nós a todos os momentos.

Por tudo isto, tenho a certeza que o dia de amanhã só pode ser solarengo.

Agora vou mudar uma fralda, que o porão já deve estar cheio.

Já volto, assim que seja possível.