Legalizar para prevenir fogos

Agosto 16th, 2016

Sim, confirma-se, não devo ser muito bom da cabeça para voltar a escrever neste blogue passado mais de dois anos.
Ainda para mais recomeçando com um tema em que a nossa classe política tem dado cartas, em termos do que é risível.
Tristemente risível, dir-me-ão, mas às vezes só nos resta essa luz de comédia negra, no meio do absoluto e mais do que doloroso cinzentismo.
Acontece que me parece evidente que a solução para este problema dos incêndios é óbvia e só não se fala abertamente nela por um pacóvio preconceito social.
A chave do problema dos incêndios está na prevenção.
Todos concordamos, certo?
Então legalize-se a prostituição, senhores!
Restrinja-se a legalização à prostituição nas bermas de estradas florestais, mas legalize-se.
Já alguma vez viram um repórter da CMTV a entrevistar uma chorosa profissional do sexo que tenha visto arder a mata que é seu lugar de trabalho?
Se isso tivesse acontecido, acreditem que a CMTV já o tinha feito.
Mas ninguém o fez, porque as matas onde se mercantiliza sexo não ardem!
Talvez porque a presença na estrada destas senhoras afasta os potenciais incendiários, com medo de serem reconhecidos no seu meio como putanheiros, que é bem mais grave socialmente do que ser incendiário.
Ou simplesmente porque estas damas são vigias permanentes destes espaços arborizados.
Ora, a chave para os incêndios está, evidentemente, em criar condições para a proliferação de profissionais do sexo pelas matas e florestas do nosso país.
Além do licenciamento de prostituição ao nível das bermas, criem-se também licenças especiais para o desenvolvimento de bordéis florestais (BF), em casas de árvores instaladas a 20 metros de altura.
Além da magnífica paisagem facultada ao cliente fornicador (mais um atractivo que não é de descurar, numa perspectiva de negócio), permitirá a detecção efectiva, de longo alcance, de potenciais focos de incêndio.
Que bom seria que um potencial incêndio fosse interrompido como muitos coitos que por aí andam – alguns de boa qualidade, note-se – por um simples telefonema para o quartel:
“- Tou? Bombeiros? Zé? Sim, é a Tina do BF172 do Buçaco – Oh! Sim amor! Assim! – Não é para ti Zé. Estou a trabalhar. Tenho que ser rápida. É para avisar que estou a ver muito fumo a uns 3km a oeste daqui, perto da estrada para a Pampilhosa do Botão – Mete-o todo! Isso! – Deixa de te rir ó palhaço! – Não é contigo ‘mor, é o bombeiro que é parvo, desculpa. Tu pões-me quente. Não pares! Sim! – Olha, Zé, na passagem, traz-me camisinhas fazes favor, que hoje tenho aqui a casa “on-fire” e sabes como eu sou obcecada com a prevenção. Obrigada!”
Estou até em crer que esta medida levaria a um aumento significativo da humidade relativa do ar nestas zonas, dificultando assim, também fisicamente, a propagação dos fogos, mas esta hipótese carece ainda de estudos científicos que a suportem.
Chega a ser romântico pensar que aquelas que passam a vida a apagar fogos hormonais venham a contribuir para evitar fogos florestais, mas é, acima de tudo, uma medida de pragmatismo, bom senso e potenciadora de desenvolvimento económico-ambiental, que urge acionar.
Podes assinar por baixo, que chegando às 1.000 assinaturas prometo que crio uma petição on-line 🙂

artsfon.com-54477