Michelin fashion

Junho 21st, 2012

Acho piada às pessoas que se enchouriçam!

Pessoas que se inspiram no Bibendum quando compram roupa nova ou quando vão sacar um trapinho bonito ao armário.

Não sei se se tratará de um estado de negação ou se acham que enchouriçadas ficam mais apetitosas, mas eu não consigo compreender o que leva alguém a vestir roupa três tamanhos abaixo do ideal… para os filhos.

Haverá algo mais perturbador do que ver uma imensa massa corporal a esticar umas calças de ganga ou de lycra a um ponto em que se consegue ver as moléculas a ficar vermelhas e a gritar “vou estourar!… vou estourar!”?

São estas pessoas que depois originam a escassez de números normais nos saldos, sobrando os XXL e outros tamanhos adequados para pessoas de avultada xixez.

Se fosse visivelmente confortável, tudo bem.

Só o aspeto não pode causar grandes danos.

Mas o que vemos é aquelas pessoas de corpo integralmente espartilhado, a andar tipo zombies, com as pernas e os braços hirtos, tolhidos de movimentos e evitando tudo o que sejam bancos, sofás ou cadeiras, não vá o diabo rompê-las!

Ninguém deve ter vergonha do corpo que tem.

Nem todos podemos ser Adónis ou Afrodites.

Podemos é tratar a nossa persona com respeito e não fazer do nosso corpo uma máquina de testes de resistência têxtil, nem uma bomba de retalhos em potência.

Até porque tudo tem um limite, e neste caso o limite é quando verificamos que a única forma de introduzir algo entre um corpo e a roupa que o envolve é recorrendo à nanotecnologia.

Eu não sei como é com vocês, mas eu fico sempre com medo quando vejo alguém vestido assim.

Sinto-me como um participante daquele tipo de jogo em que o balão passa de pessoa para pessoa e pode explodir a qualquer momento.

Fico nervoso.

Nunca se sabe quando vamos ser vítimas de um overstretching e ficar com um estilhaço de corsário entalado na fossa nasal.


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