Oscares 2011

Fevereiro 27th, 2011

Hoje é dia de entrega de Oscares, a festa do cinema à escala global, a que todos os amantes de cinema estão atentos.

Todos terão os seus palpites e/ou preferidos e eu não fujo à regra, por isso vou deixar aqui uma listagem com os nomes daqueles que são, para mim, os eleitos para vencer as estatuetas douradas deste ano, nas categorias principais.

Melhor Actor – Colin Firth (O Discurso do Rei)

Melhor Actriz – Natalie Portman (Cisne Negro)

Melhor Actor Secundário – Christian Bale (The Fighter – O Último Round)

Melhor Actriz Secundária – Hailee Steinfeld (Indomável)

Melhor Realizador – Darren Aronofsky (Cisne Negro)

Melhor Argumento Original – Christopher Nolan (A Origem)

Melhor Argumento Adaptado – Joel Cohen, Ethan Cohen (Indomável)

Melhor Filme de Animação – Toy Story 3

Melhor Filme Estrangeiro – Fora da Lei (não vi Biutiful, que a crítica é unânime a apontar como favorito, rai’s parta a crítica que vê os filmes todos e depois nos põe com vontade de também os ver!)

Melhor Banda Sonora – Alexandre Desplat (O Discurso do Rei)

Melhor Fotografia – Danny Cohen (O Discurso do Rei)

Melhor Filme – Cisne Negro

 

Objectivo concretizado

Fevereiro 23rd, 2011

Ontem foi um dia muito especial, porque a minha mulher concretizou um objectivo há muito ambicionado, fruto do seu trabalho e por mérito próprio.

É muito bom poder partilhar a sua alegria, estado de alma e sentido de dever cumprido, porque sei o quanto este objectivo para ela significa.

O sol radioso que parecia iluminar-lhe o espírito no final do dia de ontem é mais que merecido, e é para mim um prazer infinito sentir-me aquecido por esses raios de luz carregados de positivismo.

Sou uma pessoa que se auto-motiva com facilidade, mas aquele brilho no olhar, o rosto resplandecente, a vibração contagiante e o sorriso rasgado que ela ontem ostentava, para além de realçar a sua beleza, são motivos  extra, num ano que se afigura de grande trabalho, para me motivar ainda mais na luta pelos meus objectivos pessoais e pelos que temos em comum.

Obrigado por isso minha linda, muitos e muitos parabéns… e venha de lá mais champanhe!

O outro

Fevereiro 17th, 2011

Admiro o outro e gostava de o conhecer.

Quando digo o outro não me refiro a uma qualquer figura que representa o amante de alguém, não.

O outro a que me refiro é aquela pessoa extraordinária, sempre com algo sensato e espirituoso para dizer, que anda na boca de grande parte dos portugueses.

Mais citado que poetas, futebolistas, comediantes, políticos ou líderes religiosos, o outro inspira grande parte da população portuguesa, que bastas vezes para fazer uma intervenção pertinente recorre ao que já por esse guru foi dito.

“É como diz o outro: …”

Admirável a forma como mesmo este intróito já soa bem, anunciando o quão apropositada será a frase seguinte.

A figura abstracta na qual se escuda o outro adensa o mistério sobre este mestre da fraseologia e aumenta em mim o fascínio pela sua personagem.

Adorava conhecer o outro.

Aliás, numa limpeza profunda ao meu âmago é capaz de se encontrar um cotãozinho de esperança em tornar-me um dia, eu mesmo, no próprio outro.

Bohemian Rhapsody em ukelele

Fevereiro 15th, 2011

Fiquei maravilhado quando vi esta transposição fantástica do clássico Bohemian Rhapsody dos Queen para ukelele.

A música é bastante complexa e cheia de nuances, o que torna a  performance de Jake Shimabukuro, absolutamente sublime.

Vale a pena ver e ouvir.

Flatulência criminalizada

Fevereiro 10th, 2011

Eu não sei qual a taxa de incidência do flato no Malaui – apesar de ser um dado importante,  que não escapará a qualquer cidadão de cultura média – mas o que é certo é que essa é uma questão que preocupa as autoridades locais.

Ao que se lê na imprensa, a flatulência pública neste estado africano é de tal forma preocupante que o Ministro da Justiça deste país a pretende criminalizar.

E ainda nós nos queixamos que os nossos políticos se preocupam com questiúnculas de m€%&a!

Numa observação antropológica pertinente, o Ministro da Justiça afirma que os Malauis não se “largavam” publicamente nos tempos da ditadura porque temiam as consequências deste acto, mas que a democracia partidária fez com que as pessoas pensassem que já teriam liberdade de expressão rectal.

Com os gases acumulados em 27 anos de ditadura é natural que ainda haja muito metano para sair das entranhas dos Malauis nos próximos anos, e a questão torna-se assim explosiva.

Tenho muitos amigos que desconfio que não passariam das escadas de acesso ao aeroporto de Lilongwe, principalmente depois de uma noite de copos, e outros que regozijariam com a entrada em vigor de uma lei semelhante em Portugal, principalmente em espaços fechados, mas a meu ver deve haver bom senso nesta questão.

Os Malauis têm direito a expelir a sua gaseificação, até porque senão incham de uma forma que poderão começar a ser confundidos com elefantes-bebé, e por isso proponho a criação de “salas de bufo”, semelhantes aos espaços criados para os fumadores nos aeroportos, onde só entra quem quer e onde se evita o incómodo do cheiro para o comum transeunte.

Outra solução – e uma excelente oportunidade de negócio para o sr. Amorim – é o enrolhamento obrigatório dos Malauis na via pública, sendo apenas permitida a remoção da rolha em casas de banho estanques, com sistemas de purificação do ar integrados.

A massificação dos saca-rolhas poderia, no entanto, fornecer um álibi a alguns criminosos que utilizem este utensílio para fins menos próprios, e isso deve ser tomado em consideração na avaliação das propostas.

Outra medida a ser implementada pelas autoridades, depois da entrada em vigor desta lei, é a instalação de detectores de bombinhas de cheiro e travesseiras de pus nos locais públicos, para que ninguém tente incriminar niguém.

Além disso deverão desenvolver reconhecedores electrónicos de traques, que permitam  identificar se o som é de facto originário do traseiro do acusado ou se é emitido pelo sovaco de alguém que o deseje enviar injustamente para a cárcere.

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