D. Nina vai ao psicólogo

Janeiro 6th, 2011

D. Nina é uma doninha com fortes problemas psicológicos e dificuldades de integração, devido ao permanente mau cheiro que exala.

Na tentativa de superar esses seus complexos, como resolução de início de ano D. Nina (N) decidiu consultar o reputado psicólogo Dr. Vicente (V), o texugo.

V – Bom dia D. Nina! Ora então o que é que a traz aqui?

N – É uma coisa que me perturba muito sôtor. Até tenho dificuldade em dizer, de tão envergonhada que fico.

V – Mas olhe que aqui não pode haver vergonha, porque senão não a posso ajudar. Diga-me lá o que se passa.

N – Ó sôtor… é que é tão embaraçoso! … Mas cá vai. Eu passo a vida a feder sôtor! Em qualquer lado, quando menos se espera, vai-se a ver… e lá estou eu a feder outra vez!

V – Já falou a alguém sobre esta… hmmm… situação?

N – Já sôtor, mas é sempre a mesma coisa. Ninguém me compreende e até parece que é pecado feder muito. Chamam-me nomes…

V – Que tipo de nomes?

N – Nomes muito feios. Primeiro era “fedorenta”. Já me chamaram isso tantas vezes que até me comecei a habituar, mas agora apareceu um pássaro que me chama de “fedilhona” e isso tira-me mesmo do sério! Às vezes sonho que tenho um poder divino que me permita mandar toda a gente feder, para eu poder passar despercebida.

V – Pois… compreendo. Diga-me D. Nina, a sua situação ocorre-lhe de forma espontânea?

N – Sim sôtor. E o pior é que não me consigo controlar quase nunca.

V – E agora? Está aqui e não está a feder!

N – Pois não sôtor, mas olhe que estou a fazer um esforço enorme por respeito ao senhor. Até já sinto a cauda a arder! Parece que os calores me sobem pela espinha! Mas vou-me controlar. Prometo. Isto tem é que ser rápido, sôtor.

V – Vai ser, vai ser. Agradeço-lhe a atenção, até porque tenho outros pacientes lá fora e podia ser embaraçoso. Diga-me uma coisa D. Nina… há alguma ocasião em que consiga feder sem sentir culpa?

N – A única ocasião em que me sinto mais à vontade é quando vou visitar o meu amigo Tó à pocilga.

V – E então porquê?

N – Deve ser por ele também feder muito. Quando estou em casa dele não me sinto tão mal. Ele compreende-me muito bem.

V – E então porque é que não se muda para casa desse seu amigo? Passa a feder só com ele e assim talvez até seja melhor para os dois.

N – Ó sôtor, o Tó é um velho amigo, mas não passa disso. Tenho um bocado de medo de estragar essa amizade se começo a feder em exclusividade na casa dele. Não sei se ele está preparado e mesmo eu não sei se aguentaria.

V – Então tem que aproveitar essa sua situação de alguma forma. Já pensou ganhar a vida a feder?

N – Como?

V – Há pessoas com todo o tipo de fetiches. Pode haver alguém disposto a pagar para a ver feder. Ou então pode criar uma espécie de “apanhados” em que vai feder para um centro comercial cheio de gente e filma a reacção das pessoas. Acha boa ideia?

N – É bem visto, é. Nunca me passaria isso pela cabeça! Vou averiguar essa hipótese sôtor. Muito obrigado pela ajuda.

V – Não tem nada que agradecer. Tudo de bom para si D. Nina. E bom ano!

N – Bom ano sôtor.


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