Carta aberta a São Pedro

Outubro 4th, 2010

Excelentíssimo Senhor São Pedro,

Venho por este modo repudiar de forma veemente as suas últimas acções climatéricas, que têm afectado de sobremaneira o território Português.

Como com certeza será do seu conhecimento, o País atravessa graves dificuldades, com cortes de variadíssima ordem e nos mais variados sectores, sendo por isso uma afronta o desperdício massivo de água com que, já por duas vezes nas últimas semanas, nos sobrecarregou.

Eu sei que pode dar a sensação que se pode fazer o que se queira deste pedacinho de terra, ao ver a drástica queda da força económica portuguesa, o deslizamento das contas públicas e as descargas de impostos em catadupa, mas isso não poderá servir de justificação para minimizar o efeito das vossas acções, nem servir de alento para a contínua imposição de queda de árvores em larga escala, o deslizamento de terras ou as descargas energéticas que as suas nuvens têm vindo a gerar com estrondo.

Mais, os ventos que nos têm enviado ultimamente passam a altíssima velocidade, e têm assobiado imenso na passagem, com um volume de som amplamente superior à sonoridade dos assobios para o ar dos nosso governantes, desequilibrando assim largamente a nossa balança assobial.

Peço-lhe encarecidamente, em meu nome e dos meus concidadãos, que trate de dar instruções para amenizar as condições climatéricas que nos têm sido impostas.

Estamos dispostos a ir até às últimas consequências, e novas formas de protesto poderão surgir nos próximos tempos, se da vossa parte não houver sinal de bonança.

Aceite os meus mais cordiais cumprimentos, extensíveis ao Senhor, seu patrão.


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