Que o polígamo descanse em paz

Outubro 13th, 2010

Faleceu anteontem um senhor que metia D. Juan no bolso, um exemplo para qualquer Zézé Camarinha dedicado à arte da colecção de mulherio.

Apelidado de “Danger“, certamente por ser um perigo para qualquer donzela incauta, o queniano Ancentus Akuku Ogwela teve mais de 100 mulheres e “produziu” uma prol de cerca de 160 filhos.

O que é mais estranho no meio disto tudo, é como ele conseguiu resistir até aos 92 anos com tanta matéria a sair-lhe do corpo!

A sua durabilidade seria, no entanto de prever, porque, se pensarmos bem, ele teve que manter algo duro durante grande parte da sua vida activa.

Fazendo contas à merceeiro, se tomarmos em consideração que o primeiro casamento foi em 1939 – com 21 anos – e considerando que possa ter terminado a sua carreira reprodutora em 1993 – um ano depois do último casamento e com 75 anos – ficamos perante uma média verdadeiramente notável de 1,85 mulheres e 2,96 filhos por ano.

Se tivesse optado pela doação do seu dom reprodutor a bancos de esperma, teria ficado multimilionário, mas enveredou pela socialização e viu-se na necessidade de fundar duas escolas e uma igreja, só para educar os filhos, o que denota muita responsabilidade da sua parte.

A sua vida foi um exemplo de génio criativo, capaz de arranjar desculpas para tanta mulheres ao longo de tanto tempo e para dar nomes diferentes àquela filharada toda.

Dizem que nos últimos tempos já apresentava sinais de menos vitalidade e que parecia muito chupadinho.

A capacidade reprodutora do senhor fez-me lembrar um sketch fantástico dos Monty Python, que aqui deixo em memória do falecido.