Pasta de papel

Outubro 29th, 2010

Uma das grandes preocupações actuais dos habitantes deste planeta passa pela conservação do ecossistema, em que a reciclagem assume um papel fundamental.

Outra grande tendência actual é a procura de produtos gourmet, onde pontificam os azeites, vinagres, compotas,  bolachas, pastas italianas, vinhos e licores, num infindável rol de formatos e sabores.

É por isso evidente que o caminho passará, mais cedo ou mais tarde, pelo aliar destas duas noções – reciclagem e gourmet – e por isso adianto desde já a ideia de uma iguaria eco-gourmet a explorar futuramente: a pasta de papel.

Segundo algumas pessoas que habitam próximo de fábricas da Portucel o cheiro não será muito agradável, mas tal como as trufas, o caviar ou o queijo azul, será um sabor que se tem que se adquirir com o tempo para apreciar em todo o seu esplendor.

Comboio errado

Outubro 27th, 2010

E se um desconhecido de repente entrar num comboio no Entroncamento, com direcção ao Porto, mas a pouco mais de meio da viagem o revisor lhe informar que se enganou e está quase a chegar a Lisboa?

Isso é im… becilidade!

É um cenário que dá a sensação de se ser protagonista de um reality show que se poderia chamar “O Vexame de Aselhas”, onde se é apanhado na maior nequice possível e desmascarado com ironia, como neste caso em que o revisor sugere que “se dirija à bilheteira em Vila Franca de Xira para trocar os bilhetes, e aproveite para perguntar se vendem bússulas”.

Felizmente ainda não cobram pela quantidade de aselhice extra carregada pelos passageiros, porque senão esta pessoa  – que obviamente não será aqui identificada – tinha saído dali depenada.

Mapa de curvas de mimo

Outubro 25th, 2010

Tenho muitas amigas e amigos que foram pais recentemente, ou que estão quase a ser, e acredito que pela cabeça de todos passem inúmeras dúvidas e incertezas, sendo que uma delas é como irão evitar mimar demasiado os filhos.

E ao dizer mimar não quero dizer pintar a cara de branco, com uma lágrima desenhada a preto por baixo do olho esquerdo, pôr um barrete, vestir uma camisola às riscas horizontais finas azuis e brancas e imitar insistentemente os movimentos que os seus rebentos fazem, até ao ponto de eles bolçarem e mesmo aí os pais imitarem o gesto.

Nada disso.

O que quero dizer é que é muito fina a linha que separa um tratamento adequado a um filho, o garante que não lhe falte nada, que seja feliz e, por outro lado, a estragação com mimos, com reflexos directos e nefastos na sua preparação para o futuro e personalidade.

É difícil estabelecer o equilíbrio, decidir com certeza quais as atitudes correctas a adoptar e definir qual o ponto exacto em que se começa a abusar da mimalhice.

Por isso defendo que os estudiosos do desenvolvimento das crianças deviam elaborar um mapa de curvas de mimo, para facilitar a vida aos jovens pais.

Era a melhor e mais prática forma de os orientar nesse difícil processo de dar mimo, mas sem estragar.

Copos de caramelo, framboesas e chocolate

Outubro 23rd, 2010

Ontem foi um dia muito bonito e especial, que começou com um passo importante para formalizar um caminho desejado, e que merecia portanto ser celebrado.

Comemoração que se preze passa necessariamente pela mesa, e por isso nada melhor do que acabar o dia com uma refeição pensada e executada a dois, com entradas várias e um folhado de bacalhau de excelência como prato forte do repasto – com o aplauso merecidíssimo à minha cara metade, feito em êxtase por toda a população papilo-gustativa – e onde a mim me calhou a tarefa de elaborar a sobremesa.

Com a modéstia que me é reconhecida, permitam-me dizer que  foi um bonito e muito saboroso culminar de jornada, com uns copos de caramelo, framboesas e chocolate – documentados num exemplar para memória futura, na fotografia abaixo – e cujos segredos partilho convosco, indicando-vos o sítio onde os descobri: o sempre delicioso blogue de Leonor Sousa Bastos.

Secreta… mas pouco

Outubro 21st, 2010

O maior medo dos serviços secretos de qualquer país é que, ao serem descobertos, os seus espiões ponham a nú todos os seus segredos.

Neste caso a Rússia viu confirmados os seus piores receios, quando a espiã Anna Chapman foi descoberta pelas autoridades dos EUA e deportada para o seu país natal.

Uma coisa ainda por explicar: porque é que os americanos andavam todos atrás dela e mortinhos por apanhá-la, e depois a mandaram embora? Não se compreende!

Voltando ao secretismo – ou falta dele  – parece-me que esta menina talvez tenha  um problema em passar despercebida, e daí o seu insucesso, mas no regresso à Mãe Rússia as autoridades deviam ter acautelado melhor as suas condições de vida futura, porque na falta de oportunidades no mercado  de espionagem interna, esta ex-espiã viu-se forçada a revelar os seus segredos mais íntimos nas revistas masculinas.

É a figura sensação do momento, a aquecer as discussões do frio país, com direito a capa na Maxim e promessa de aparição em breve na Playboy.

Já tem direito a site próprio e, a julgar pelo vídeo de apresentação, vai com certeza ter muito mais sucesso expondo-se perante as câmaras fotográficas do que a esconder-se das câmaras de vigilância.