As moscas

Setembro 3rd, 2010

Gosto muito do nosso planeta, das suas paisagens e seres vivos que o habitam, mas não consigo deixar de pensar que as moscas são o ser vivo mais repugnantemente inútil que conheço.

Têm asas e voam como as abelhas, mas não produzem mel.

Alimentam-se de dejectos como as hienas, mas essas ao menos parece que passam a vida a rir-se, o que as torna de certa forma divertidas.

São pretas e pequeninas como azeitonas, mas não são ingeríveis cruas e quando espremidas não fornecem um néctar saboroso que se possa usar na culinária.

Insistem imenso, como um operador de telemarketing, sempre a voar às voltinhas, por mais que as pessoas façam notar que as querem longe, mas não lhes é conhecido um único caso de sucesso que traga uma mais valia económica para o seu empregador.

Qual empregador? Quem é que daria emprego a um ser que zumbe o dia inteiro à volta das suas orelhas?

Tudo bem que os camaleões e as aranhas precisem de comida, mas não há um qualquer Chameleon ou Spider Pal que se lhes possa dar em substituição?

Ao menos que ficassem bonitas em arranjos florais, bijuteria ou roupa, ou pudessem ser secas para uso das suas propriedades terapêuticas em infusões!

As moscas são, definitivamente, um projecto falhado da Criação e, como qualquer projecto de insucesso industrial e/ou comercial, devia ser retirado de linha, para não se persistir no erro milenar de continuar a produzir estes pequenos monstrinhos sobrevoadores de esterco e arruinadores da paz merendeira de qualquer piquenique tranquilo.


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