Ventos francófonos

Agosto 9th, 2010

O nosso Presidente da República apelou aos portugueses para fazerem férias em território nacional, como medida de combate à crise.

Estava ele longe de imaginar que o seu apelo fosse levado tão a sério pela comunidade emigrante.

Pelo menos a mim parece-me que este ano há muito mais emigrantes a passar cá férias do que é normal.

Isso faz com que se tenha bem presente o slogan já antigo “Vá para fora cá dentro”, porque ao entrar num qualquer café do Minho parece que acabamos de entrar numa boulangerie dos subúrbios de Paris.

E isso é bom, porque se sente o ar mais arejado, non? Puff!

Já que cá estão, acho que devíamos aproveitar a presença desta gente toda, que bufa de cada vez que acaba uma frase, para pô-los todos a falar à beira das frentes de incêndio.

Podia ser que todo esse poder de “abufadela” funcionasse como quando se sopram as velas de aniversário e se extinguissem os incêndios rapidamente.

Como os fogos ocorrem mais no interior, em zonas arborizadas e/ou de montanha, evitava-se com isso também o aumento da intensidade do vento nas praias do Norte, que eu desconfio desde sempre que se deve a este crescimento sazonal do PAIB (Produto Abufador Interno Bruto) nesta zona do país, nos meses de Verão.

Olhando para o desporto, acho mesmo que as competições de Kitesurf, ou semelhantes, deviam incluir nas regras a proibição de falar durante a prova para os participantes francófonos, porque ganham vantagem com a sua produção autónoma de vento.

Todo o potencial desta característica francófona poderia ser aproveitada ao máximo, também no desporto, se houvesse um “Campeonato Mundial de Bolinhas de Sabão” ou um “Open Internacional de O-Teu-Pai-É-Careca?”.

Como estamos numa era em que se procura a eficiência energética, imaginem o sucesso que teria um projecto que desenvolvesse um micro gerador eólico para aplicação junto da boca de francófonos!

Ulálá! Isso é que era fazer dinheiro, ãh? Puff!


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