Vida difícil!

Agosto 13th, 2010

Há momentos difíceis na vida, em que arrumamos a secretária, largamos o trabalho que fazemos há tanto tempo, dizemos adeus aos colegas, entregamos telemóvel e portátil.

Momentos em que partimos, pondo um colega ao corrente dos assuntos que até aí fomos nós os responsáveis, aconselhando-o, para que ele os siga daí em diante com o máximo cuidado.

São momentos em que fazemos o possível para que não fique nada pendente e, num olhar derradeiro, verificamos se não deixamos ficar nada que nos vá fazer falta.

Estes momentos podem, em determinados contextos, ser um fardo muito difícil de suportar, ter uma intensidade emocional demasiadamente forte e atingir uma carga dramática enorme.

Mas quando tudo isto se passa somente porque vamos de férias, é tão leve, tão descontraído, tão fácil, tão relaxante, tão libertador, tão… TÃO BOM!

Até daqui a 15 dias.

Pessoas que falam para dentro

Agosto 13th, 2010

A pessoas que falam para dentro denotam um elevado grau de ponderação,  maturidade, inteligência, assertividade e sabedoria, porque não andam por aí a dizer coisas da boca para fora.

Bebés inflacionados

Agosto 12th, 2010

Depois da especulação em volta do montante que o Cristiano Ronaldo terá despendido para ter um filho só dele, a mais recente notícia da aquisição de um Bebé pelo Manchester United, por nove milhões de euros, vem provar que a cotação dos bebés no mercado internacional está bastante inflacionada.

A famosa frase “o meu bebé vale ouro” conhece assim novos contornos e ganha uma carga muito mais capitalista, capaz de pôr o mercado das barrigas de aluguer a atingir níveis nunca vistos de capitalização em bolsa.

Mesmo tendo em conta as medidas de incentivo à natalidade do nosso Estado, este é um investimento cujo retorno, do ponto de vista estritamente económico, é bastante difícil de alcançar para o comum dos “baby buyers”.

Tratando-se de um mercado bastante volátil, com uma matéria muito instável, onde os activos estão sujeito a quedas abruptas e amuos frequentes, o que os torna pouco fiáveis no curto-médio prazo, torna-se fundamental o acompanhamento prematuro e o recurso a consultores especializados.

Para isso, felizmente para eles, já vai havendo sítios que poderão ajudar a tratar bem do investimento e a acrescentar-lhe valor, numa perspectiva de obtenção de ganhos e concretização de mais-valias no longo prazo.

Está visto que a concepção natural, além de mais prazenteira, trás também consigo uma enorme vantagem financeira, com poupanças de milhões de euros para os candidatos a papás e mamãs, e por isso estou decidido a continuar a aposta nesta via reprodutora de raízes tradicionais.

Kagame

Agosto 10th, 2010

Gostava de presenciar o diálogo, e posterior reacção do nosso primeiro-ministro, se lhe fosse apresentado espontaneamente o recém-eleito presidente do Ruanda.

Virando-se de repente e estendendo a mão, diria:

– Hello, Sócrates.

Ao que o outro responderia:

– Hello, Kagame.

A cara do senhor nesta fotografia ainda torna mais prometedor este momento bonito, sem dúvida.

E se passasse pela cabeça do nosso primeiro-ministro que o tom de pele do senhor ruandês se devia a ele já ter sido apresentado a mais portugueses solícitos anteriormente?

Aquele momento constrangedor em que limpa a mão ao casaco disfarçadamente e aproveita a primeira abébia para cheirar os dedos… que delícia de imagem mental!

Outra particularidade interessante deste senhor é que, visitado o seu site pessoal, não deixa de parecer estranha a colocação do punho branco fechado, donde parece sair, mais ao menos a meio, uma faixa branca e estreita, onde está inscrita a letra P.

Será, pergunto eu, um P de “pirete”?

Ventos francófonos

Agosto 9th, 2010

O nosso Presidente da República apelou aos portugueses para fazerem férias em território nacional, como medida de combate à crise.

Estava ele longe de imaginar que o seu apelo fosse levado tão a sério pela comunidade emigrante.

Pelo menos a mim parece-me que este ano há muito mais emigrantes a passar cá férias do que é normal.

Isso faz com que se tenha bem presente o slogan já antigo “Vá para fora cá dentro”, porque ao entrar num qualquer café do Minho parece que acabamos de entrar numa boulangerie dos subúrbios de Paris.

E isso é bom, porque se sente o ar mais arejado, non? Puff!

Já que cá estão, acho que devíamos aproveitar a presença desta gente toda, que bufa de cada vez que acaba uma frase, para pô-los todos a falar à beira das frentes de incêndio.

Podia ser que todo esse poder de “abufadela” funcionasse como quando se sopram as velas de aniversário e se extinguissem os incêndios rapidamente.

Como os fogos ocorrem mais no interior, em zonas arborizadas e/ou de montanha, evitava-se com isso também o aumento da intensidade do vento nas praias do Norte, que eu desconfio desde sempre que se deve a este crescimento sazonal do PAIB (Produto Abufador Interno Bruto) nesta zona do país, nos meses de Verão.

Olhando para o desporto, acho mesmo que as competições de Kitesurf, ou semelhantes, deviam incluir nas regras a proibição de falar durante a prova para os participantes francófonos, porque ganham vantagem com a sua produção autónoma de vento.

Todo o potencial desta característica francófona poderia ser aproveitada ao máximo, também no desporto, se houvesse um “Campeonato Mundial de Bolinhas de Sabão” ou um “Open Internacional de O-Teu-Pai-É-Careca?”.

Como estamos numa era em que se procura a eficiência energética, imaginem o sucesso que teria um projecto que desenvolvesse um micro gerador eólico para aplicação junto da boca de francófonos!

Ulálá! Isso é que era fazer dinheiro, ãh? Puff!

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