Zermatt e Matterhorn

Julho 24th, 2010

Conhecia Genéve e Zürich, achava que eram cidades interessantes, das quais gostei muito, mas que não me marcaram o suficiente para pôr a Suíça no topo dos destinos favoritos.

Estava longe de imaginar, na altura que visitei esta duas cidades, que seria o trabalho a trazer-me até aos Alpes Peninos, numa visita técnica, para perceber finalmente porque é que as vacas aqui se riem.

Chegados ao fim de uma estrada, depois de uma viagem em que a beleza natural alpina já se revelava em todo o seu esplendor, informam-nos que para chegar ao nosso destino devemos continuar de comboio.

Isto porque na fascinante vila de Zermatt os carros não circulam.

Feitos os vinte minutos de comboio, deparamos com uma típica vila Suíça, com casas de madeira extremamente bem decoradas com flores coloridas, de um asseio irrepreensível, com as características de casa de montanha que só estamos habituados a ver em filmes.

Parece que de repente entramos para dentro de um postal, que ganhou vida, odores e tridimensionalidade e nos arrebata por completo.

Este é o “quartel-general” de uma imensidão de turistas, que daqui partem à descoberta do imponente Matterhorn (inspirador do formato dos famosos chocolates Toblerone) e das suas riquezas naturais, seja a pé, de bicicleta, praticando rafting, parapente ou actividades de neve.

Aqui respira-se ar puro, mas também se sente no ar permanentemente a vibração da aventura, o respeito pela natureza, sempre pautados por uma exemplar ordem e cidadania, contextualizados por uma envolvente típica desta região, que a torna romântica.

Na bagagem levo uma enorme vontade de voltar, com mais tempo, porque este é daqueles sítios onde parece que podemos descobrir algo de deslumbrante a cada esquina que dobramos.


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