O melhor dia para casar

Julho 31st, 2010

Olha que dia é hoje!

É pena que já tenha coisas combinadas, porque com este calorzinho dá mesmo a sensação que o ideal era estar numa cerimónia de casamento, não era?

Se há coisa divertida é ver as pessoas a desfalecer à passagem dos noivos e o nó das gravatas amarfanhado e a roçar o umbigo, enquanto o padre faz a homilia embebido em suor bento.

E os pastéis de bacalhau e os rissóizinhos?

Quentinhos e melados para fazer a ligação perfeita com o queijo fundido ao ar e o vinho tinto, chambreado a energia solar até borbulhar.

É tão agradável, não é?

Parabéns a quem está de fatinho e gravata ou com um imenso vestido de noiva com mais de 31º centígrados, a tirar fotografias debaixo de um sol esturricante durante três a quatro horinhas, porque logo, pelos vistos, vai valer bem a pena, não é?

Seus marotos!

Compra brava

Julho 28th, 2010

Um dos grandes defeitos do comércio tradicional, para mim, é não ter sabido adaptar-se aos novos tempos, nem ter modificado a maneira de estar no negócio, indo buscar inspiração a outras tradições nacionais.

As grandes superfícies souberam fazê-lo, e, hoje em dia, todo o acto de comprar em superfícies comerciais modernas se assemelha a uma tourada.

Nesta época de saldos, as práticas tauromáquicas nas compras ganham ainda maior expressão, com os grandes cartazes que indicam os descontos, em substituição das capas vermelhas, a terem a função de atrair o cliente, que corre furiosamente para dentro da loja.

Mal entra fica meio atordoado, com o ambiente carregado de informações de  múltiplos descontos, que o deixa indeciso para onde se deve dirigir, e a música alta, que indicia que vai começar a lide.

À sua frente apresenta-se, vestido a rigor, o empregado de loja, destemido, que toma a iniciativa de abordar o cliente de frente, como que a dizer “Eh! Cliente liiiiiindo!”, e provocando-o para ver se ele investe.

A partir daí dá-se todo um bailado, onde o cliente adopta uma postura mais agressiva na procura do melhor negócio possível, evitando o galopar dos preços e tentando ao mesmo tempo esquivar-se das abordagens do lojista.

Mas este persegue-o pela loja, insistindo e cansando o cliente até ao momento da estucada final, que é sempre tentada quando este se encontra encostado à caixa.

Infelizmente verifica-se que muita gente, sem alternativa, vê-se obrigada a trabalhar em lojas e nota-se que lhes falta perícia ao lidar com os clientes.

São esses que ficam mais sujeitos às “marradas” destes, e que normalmente não resistem à sua violência e ao preenchimento do livro de reclamações pela “afición”.

O paralelismo entre a tauromaquia e as compras segue até ao final, já que é usual que os lojistas, adoptando uma postura de vacas chocas, acompanhem o cliente até à saída, assegurando que a arena fique livre para o seguinte.

Ainda só não cortam orelhas depois de uma venda de grande sucesso, mas se prestarem atenção verão como há muitos clientes a sair das lojas completamente esvaídos.


Descubra os seis “cincos”

Julho 26th, 2010

Acabo de chegar de uma desgastante viagem de trabalho.

Foram cinco dias em que passamos por cinco países e percorremos mais de cinco mil quilómetros.

É cansativo?

Evidentemente!

Aliás, desconfio que estou á beira de uma síncope, assim como devem estar também os meus colegas.

Correu bem?

Sim. Correu.

E, no fundo, isso é que interessa.


Zermatt e Matterhorn

Julho 24th, 2010

Conhecia Genéve e Zürich, achava que eram cidades interessantes, das quais gostei muito, mas que não me marcaram o suficiente para pôr a Suíça no topo dos destinos favoritos.

Estava longe de imaginar, na altura que visitei esta duas cidades, que seria o trabalho a trazer-me até aos Alpes Peninos, numa visita técnica, para perceber finalmente porque é que as vacas aqui se riem.

Chegados ao fim de uma estrada, depois de uma viagem em que a beleza natural alpina já se revelava em todo o seu esplendor, informam-nos que para chegar ao nosso destino devemos continuar de comboio.

Isto porque na fascinante vila de Zermatt os carros não circulam.

Feitos os vinte minutos de comboio, deparamos com uma típica vila Suíça, com casas de madeira extremamente bem decoradas com flores coloridas, de um asseio irrepreensível, com as características de casa de montanha que só estamos habituados a ver em filmes.

Parece que de repente entramos para dentro de um postal, que ganhou vida, odores e tridimensionalidade e nos arrebata por completo.

Este é o “quartel-general” de uma imensidão de turistas, que daqui partem à descoberta do imponente Matterhorn (inspirador do formato dos famosos chocolates Toblerone) e das suas riquezas naturais, seja a pé, de bicicleta, praticando rafting, parapente ou actividades de neve.

Aqui respira-se ar puro, mas também se sente no ar permanentemente a vibração da aventura, o respeito pela natureza, sempre pautados por uma exemplar ordem e cidadania, contextualizados por uma envolvente típica desta região, que a torna romântica.

Na bagagem levo uma enorme vontade de voltar, com mais tempo, porque este é daqueles sítios onde parece que podemos descobrir algo de deslumbrante a cada esquina que dobramos.

Gel vaginal anti-sida

Julho 20th, 2010

Segunda notícias recentes, foi descoberto um gel vaginal que reduz em 54% o risco de contaminação com o vírus da sida, entre mulheres com parceiros infectados.

O estudo teve a duração de um ano, e a versão oficial é de que essa redução de risco de contágio acontece porque o gel contém uma pequena percentagem do anti-retroviral tenofovir, mas eu acho que os resultados obtidos têm outra explicação.

Toda a gente sabe que as mulheres são, de forma geral, extremamente vaidosas.

Por isso, não tenho dúvidas de que as mulheres sujeitas a este estudo, aproveitaram o acesso a esse gel para deixar crescer as pilosidades púbicas e fazer criativos penteados.

Esses penteados dificultam de sobremaneira a cópula, logo, diminuem drasticamente as hipóteses de contaminação.

Qualquer outra conclusão não passará, à partida, de especulação e conversa pseudo-científica.