Passatempo de aniversário

Maio 30th, 2010

Escolha a opção mais acertada para responder à seguinte pergunta:

“O que comemora hoje o autor deste blogue?”

a)      Uma Capivara;

b)      Uma Tacuara;

c)       Um Jenipapo;

d)      Uma Sucuri;

e)      Uma Capicua;

f)       Um Paraguaçu;


A resposta certa é a opção e), o que significa que este ano não posso trocar a ordem das velas numeradas em cima do bolo de aniversário e fazer gracejos plenos de paródia e regabofe, levando os presentes a crer que sou mais jovem do que eles pensavam, nem os outros poderão fazer o mesmo insinuando que estou mais velho do que na realidade sou.

Incapaz de contornar esta circunstância da vida, fica o registo de um ligeiro desconsolo, por não poder contribuir para a patusqueira galhofice e reinadia folgança que essa maganice festiva normalmente gera.

Cortes com estilo

Maio 27th, 2010

A nossa classe política é um bocado trapalhona na apresentação de medidas impopulares, e estes últimos cortes – ou medidas de austeridade, como lhe queiram chamar – apresentados pelo governo são prova disso mesmo.

Oram vejam como eu acho que eles deviam ter apresentado as coisas:

“Caros cidadãos,

Numa avaliação feita às nossas contas públicas, levada a cabo por uma entidade independente, a revista Vogue, chegou-se à conclusão que temos um sistema económico-financeiro demasiadamente rétro e ineficaz.

Assim sendo, decidiu o Governo pedir a colaboração da consagrada estilista portuguesa Fátima Lopes, para nos ajudar a instituir cortes corajosos, mais ousados, mais modernos e seguindo as tendências minimalistas adoptadas no panorama externo, dotando o País de uma imagem mais consentânea com os padrões exigidos internacionalmente e mantendo-nos na vanguarda das políticas de contenção orçamental.

Estes novos cortes parecerão estranhos, e mesmo incómodos inicialmente para alguns, mas ajudarão seguramente a reduzir de sobremaneira os custos supérfluos, utilizando de forma mais comedida os nossos recursos.

A sobre-exposição a que ficaremos sujeitos, e a que certamente os mais tradicionalistas não estarão habituados, deverá ser encarada por todos como uma manifestação de arrojo, audácia e modernidade, e um acréscimo de sensualidade e glamour para os portugueses.

Decidiu também o Conselho de Ministros – seguindo aliás as recomendações de Sua Excelência, o Presidente da República – convocar a cidadã Sofia Aparício, para, numa adaptação das linhas de conduta e conselhos práticos que já nos vinha dando no seu programa 86-60-86, nos ajudar a alcançar as medidas ideais e a emagrecer substancialmente as contas do Estado.”

Não era muito melhor assim? Enganavam-nos na mesma, sofríamos que nos lixávamos da mesma forma, mas com muito estilo!

Proibido vuvuzelar

Maio 25th, 2010

Não sei quem terá tido a brilhante ideia de introduzir a vuvuzela no nosso país como forma de apoio à selecção nacional de futebol, mas se o objectivo é levar, 90 ou 120 minutos, com um dos barulhos mais irritantes do planeta, ao menos que o façamos com coisas tradicionais portuguesas como os chocalhos de vaca, os ferrinhos ou os martelinhos de S. João!

Imagino que o uso de vuvuzelas seja uma excelente notícia para quem vende Ben-u-ron, mas eu, só pela primeira amostra no jogo de ontem, já fiquei com vontade de colocar um letreiro destes em todos os sítios onde se possa assistir a jogos do Mundial.

Especial

Maio 23rd, 2010

Especial
adj. 2 gén.
1. Relativo a espécie.
2. Particular.
3. Privativo.

4. Excelente; do melhor; destinado a um fim ou uso particular.

É já um cliché, mas para mim é, sem sombra de dúvida, o adjectivo que melhor identifica este homem.

Numa altura de nacional-pessimismo como há muito não se via, esta imagem é preciosa por ser um exemplo cabal de que podemos ser os melhores, se formos dedicados, sérios, corajosos, pragmáticos e competentes.

Grande José Mourinho!

Good vibrations

Maio 22nd, 2010

Comecei oficialmente esta semana, com duas tardes magníficas, a minha época balnear, ou seja, voltei à praia e ao gozo indescritível do contacto com a areia e o mar, de calçãozinho, chinelinho e toalha, como convém.

Eu noutra encarnação devo ter sido um búzio, uma alga ou um ouriço do mar, e por isso sempre que regresso à praia parece que estou finalmente em casa.

O relaxamento, o divino prazer do dolce fare niente, o suave barulho das ondas a quebrarem na costa, o cheiro da maresia a mimar o olfacto, a esplanada, a areia a abraçar o corpo e o calorzinho a espalhar-se por todos os poros e a aquecer a alma, tudo isto parece estar inscrito no meu código genético e por isso passo o ano todo a suspirar por lá voltar.

Foi só um entróito, é certo, mas já deu para carregar um bocadinho as baterias e sentir aquela onda positiva e cheia de luz, enfim, as boas vibrações que só a praia me dá.