Patrulha Especial de Intervenção com Difusão de Odor

Abril 21st, 2010

Vocês já assistiram de certeza à cena típica em que está um grupo reunido a falar, normalmente disposto em rodinha, até de repente algum elemento se distrair e soltar um gás mal cheiroso por via rectal, gerando o afastamento de toda a gente e criando um enorme espaço vazio.

Apesar da enorme má educação e falta de controlo do esfíncter desse indivíduo, o cidadão observador não deixará de constatar que esta acção se revela como um dos mais eficazes meios para dispersar grupos de pessoas.

Em manifestações de rua é normal as forças da ordem recorrerem a bastonadas, gás lacrimogéneo ou jactos de água com alta pressão para dispersar a população, mas todos esses métodos poderão ter graves efeitos à posteriori, pelo que, o uso de gases naturais com mau cheiro poderiam ser uma alternativa bastante eficaz e com menos consequências futuras.

Parece que até já estou a ver a Patrulha Especial de Intervenção com Difusão de Odor (P.E.I.D.O.) a entrar em acção e os manifestantes todos a fugir e a gritar “EEEiiii! Foi o Sargento Tenório!”, apontando o dedo indicador de uma mão furiosamente para o agente em questão, enquanto com a outra mão tapam as narinas, e logo em seguida, já com o grupo disperso e o ambiente mais calmo, alguém questionar  em forma de desabafo “F0&@-$e Sargento! O que é que comeu hoje?”.

Claro está que estes agentes especializados teriam que se submeter, como muitas outras forças especiais, a um rigoroso regime alimentar, à base de feijoada, castanhas, couves, ovos, donuts e cerveja, para poderem ter o seu poder dissuasor elevado aos níveis de repulsa que a sua difícil missão exige.

Para melhorar a sua performance seria conveniente que o seu fato de trabalho fosse aberto na parte traseira das calças, para minimizar o atrito e permitir a correcta dispersão do gás libertado.

Dado o risco de explosão deveriam também ser protegidos por um seguro que assegurasse o seu futuro e o da sua família em caso de acidente e deviam ser assinalados com um autocolante bem visível, estando-lhes vedada, obviamente, a entrada em edifícios públicos fechados, como os parques de estacionamento ou os centros comerciais.

Esta força especial faria seguramente escola, e não tenho dúvidas que seria rapidamente replicada pelas forças armadas, dado o seu enorme potencial em cenários de guerra, principalmente para tirar das grutas os inimigos que as usam como esconderijo e para melhorar os resultados nos interrogatórios aos prisioneiros de guerra.


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