Pai Tunal

Abril 23rd, 2010

Ainda a propósito do XX FITU Bracara Avgvsta do fim-de-semana passado, ainda não me tinha pronunciado sobre um dos seus pontos altos, a actuação dos fundadores da Tuna Universitária do Minho.

Sendo eles responsáveis pelo nascimento da Tuna, são uma espécie de pais tunais das gerações que se seguiram, e isso fez-me ver que é possível estabelecer uma analogia entre eles e outra figura querida do imaginário de todos nós, o Pai Natal, com a diferença maior a residir no facto de o Pai Natal não existir, mas os “velhinhos” terem provado (como se preciso fosse) que existem e estão em muito boa forma.

Vamos então imaginar uma figura, o Pai Tunal, que representa os nossos valorosos fundadores, e vejamos os paralelismos que podemos estabelecer com o Pai Natal.

Desde logo, salta à vista que são cada vez mais parecidos fisicamente: os cabelos grisalhos do Pai Tunal tendem a ser cada vez mais brancos e a proeminente barriga do Pai Natal já não parece tão grande quando comparada com a do outro actualmente.

Ambos têm também a tendência a distribuir coisas pelos mais novos: o Pai Natal distribui prendas às crianças que se portam bem enquanto o Pai Tunal distribui “cachaços” pelos caloiros que se portam… bem ou mal… não interessa… o que interessa é que o “cachaço” seja dado na devida altura.

O meio de deslocação do Pai Natal é um trenó voador, puxado por renas, mas o Pai Tunal desloca-se de carro, sendo o ponto em comum o facto de  o Pai Tunal ser avistado muitas vezes com uma grande “carroça”.

Os duendes ajudam o Pai Natal nas suas tarefas, enquanto o Pai Tunal tem o fiel caloiro que está lá para executar o serviço físico que ele não pode fazer.

Tanto um como outro gostam de bebidas gaseificadas, optando o Pai Tunal pela cerveja em abundância em detrimento da Coca-cola de que o Pai Natal tanto publicita.

O Pai Natal, diz a lenda, entra pelas chaminés para maravilhar as crianças, o Pai Tunal entra pela parte de trás do palco para encantar o público.

Ambos usam ou usaram pompons, o Pai Natal traz um pompom branco no barrete, e o Pai Tunal já usou um  de côr vermelha no seu traje.

Os pedidos de prendas chegam ao Pai Natal por carta e ao Pai Tunal também se pedem coisas, normalmente músicas, mas das mais variadas formas.

Existem também diferenças, como o facto de o Pai Tunal cantar bem e o Pai Natal só conseguir balbuciar um “oh oh oh”  monocórdico, mas são ambos personagens simpáticas, que gostam de transmitir alegria e é por isso que não nos esquecemos deles.

Um forte abraço aos dois!


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