Macaquinhices

Abril 14th, 2010

Há pouco tempo vi uma senhora a mudar um pneu e a debater-se atrapalhadamente com o manuseio do macaco, enquanto um pouco ao lado umas crianças brincavam à macaca, um jogo tradicional da minha infância que já não via jogado na rua há muito tempo.

Macacos me mordam! Que saudades eu tinha de ver alguém jogar este jogo.

Assim como também tenho saudades de ver os miúdos a jogar ao macaquinho chinês, que era um jogo que me dava muito prazer, e que, em toda a sua enorme utilidade, me ensinou a brilhante arte de avançar rapidamente e ficar quieto de repente, assim que alguém olha para trás.

São gratas memórias que me ficaram da juventude, quando a vida era passada na macaquice, ao som de “Como o macaco gosta de banana, eu gosto de ti” do José Cid, a brincar com os macacos que tirava do nariz ou a degustá-los como se fossem chicletes Super Gorila.

Nessa altura era senhor de uma enorme panóplia de macacadas, que ajudavam a ocupar o tempo, sem preocupações de maior e sem chatices.

A vida é agora outra.

A profissão ocupa constantemente o pensamento e parece que os neurónios estão permanentemente de fato-macaco.

Com tantos esquemas a que assistimos no dia-a-dia uma pessoa começa a ficar com macaquinhos no sótão, parece que vivemos numa república das bananas onde todos se queixam da sua sorte macaca e apercebemo-nos que por todo o lado aparecem macaquinhos de imitação que não produzem nada e só copiam os outros.

Às vezes fico com a sensação que se não parar um bocadinho para ouvir Macaco ou outro grupo musical que transmita boas vibrações é o fim da macacada.

Qualquer dia ainda me dá alguma macacoa, e aí mando toda a gente pentear macacos e vou construir uma casa numa árvore, que é uma coisa que quero fazer desde os tempos de miúdo.

E comer amendoins!


Trackback URI | Comments RSS

Leave a Reply

Name

Email

Site

Speak your mind