Fumar é uma burrice

Fevereiro 26th, 2010

Sempre me disseram que fumar é uma verdadeira burrice.

Que faz mal à saúde, que provoca cheiros incomodativos e que é um vício dispendioso, são os argumentos mais apresentados pelos defensores da causa anti-tabágica.

Mas um recente estudo do exército israelita, dá um argumento muito mais poderoso.

Segundo o estudo (cuja amostra é constituída por 20.000 mancebos), os fumadores têm um coeficiente de inteligência mais baixo do que os não-fumadores.

Mais ainda, conclui-se também neste estudo que, quanto mais se fuma, piores resultados se obtém nos testes que medem a inteligência.

Depois  de 15 anos de burrice completa é bom ver que a ciência, ao menos ela, me reconhece o recente incremento de inteligência.

Isso quer dizer que todas as medidas anti-tabágicas mais não são do que o reforço das políticas de formação e educação nacionais.

Deve ser por isso que é proibido fumar nas escolas e nas bibliotecas!

Não sei se é permitido fumar no parlamento, mas sendo assim acho que não devia, mas a propósito… é de mim ou o nosso primeiro-ministro fuma?

Árbitros profissionais

Fevereiro 25th, 2010

É já a partir do próximo mês de Março que 12 árbitros de futebol portugueses vão passar a ser profissionais.

Eu acho muito bem, porque assim eles vão ter mais tempo para eles próprios e vão poder tratar de reduzir as possibilidades de lhes serem lançados impropérios durante os jogos.

Vão poder, desde logo, treinar mais e melhor e assim começar a ter mais cuidado com a acuidade visual, com o aumento da resistência física, o apuro dos reflexos, o agilizar do poder de decisão e a aprender a posicionarem-se melhor em campo.

Mas o que ainda vai ser mais importante para eles é que lhes vai sobrar mais tempo para cuidarem deles e assim retirarem argumentos a quem os vilipendia.

Com o tempo disponível podem tentar reduzir os chifres que muitos os acusam de ter na cabeça, podem tomar mais banhos para que ninguém os confunda com suínos, rapar os pêlos para não os inserirem na família dos ursídeos ou cortar o cabelo para que não usem uma espécie de crina equina que levará alguns adeptos a fazer confusão.

Têm tempo para escolher melhor os seus destinos turísticos e evitar que lhes recomendem desagradáveis idas abaixo de Braga ou a qualquer órgão replicado em cerâmica das Caldas, além de poderem tratar de limpar, e  posteriormente fotocopiar e divulgar, o seu registo criminal para que não os caluniem de larápios.

Mas melhor que isso tudo, terão tempo para dar um novo rumo à ocupação das suas mãezinhas, ajudando-as a optar por empregos menos estigmatizados pela sociedade ou então, quiçá, auxiliarem-nas também a garantir o seu estatuto de profissionais reconhecidas.

É pena que, ao contrário de outras actividades profissionais, não se lhes possa atribuir um prémio dourado numa gala de final de temporada ou num prémio de carreira, pelas conotações negativas que isso possa ter.

Pode ser que optem pela platina ou o diamante, depois veremos.

Adepto vibrante, mesmo sozinho

Fevereiro 22nd, 2010

Ontem, por circunstâncias várias, vi um jogo de futebol com uma intensidade e carga emocional acima da média numa sala de restaurante vazia, completamente sozinho.

Gostava de ter filmado a cena.

Um tipo sozinho numa sala gigantesca a olhar para uma televisão, embrenhado e entregue a um jogo que o leva a levantar-se e sentar-se várias vezes, a gritar constantemente com o aparelho televisivo, a dar instruções para dentro do campo, a chamar nomes aos vários participantes do jogo quando as intervenções não são do seu agrado, a encorajar os atletas e a soltar palavras de incentivo nas boas iniciativas, a criticar cada lance como se fosse capaz de fazer muito melhor, a esticar-se para ver se com a pontinha do sapato mete a bola tentando com isso ajudar o verdadeiro jogador, a vibrar intensamente, como se estivesse dentro do estádio e a comemorar efusivamente cada golo, com direito a pulos e braços no ar e todo o folclore natural nessas ocasiões.

É um espectáculo digno de ser visto.

Apercebi-me disso porque a sala fazia eco e havia o meu reflexo nos vidros, portanto eu ia acompanhando a minha própria performance com alguma estupefacção.

Tolinho, dirão muitos.

Apaixonado, digo eu, por um desporto que sinto e vivo desde muito pequenino de uma forma muito intensa.

Mossad – Os segredos da espionagem israelita

Fevereiro 19th, 2010

A divulgação deste vídeo com alegados operacionais da Mossad em plena operação no Dubai, fez-me ir buscar ao meu baú de memórias um livro que li há uns anos, que ainda é, para mim, uma referência.

O livro é uma narração na primeira pessoa, de um ex-operacional da Mossad e conta pormenorizadamente como trabalha esta organização secreta israelita.

Desde o recrutamento, passando pelo treino, manobras políticas e operações reais, tudo o que Victor Ostrovsky sabia sobre a Mossad, está publicado neste livro.

É um excelente documento em que nos são dados detalhes deliciosos sobre o sub-mundo da espionagem global, onde são revelados segredos e truques e onde nos podemos aperceber da importância que os serviços secretos desempenham na política mundial, e como são instrumento para os mais variados fins.

Indispensável leitura para quem tiver interesse pela espionagem, política mundial e estratégia militar.

Cursebird

Fevereiro 17th, 2010

Hoje é um dia em que, infelizmente, me apetece deixar vencer pela pornolalia e dizer um batalhão asneiras, usar todo o vernáculo ao meu dispor e disparar em voz alta uma enfiada de obscenidades rasteirinhas, para ver se afasto a onda de tristeza e negativismo, que notícias más que surgiram durante a noite de ontem e a manhã de hoje me trouxeram.

Eu acho que o palavrão pode ser catártico, e qualquer dia aprofundarei mais este tema, mas hoje não estou em condições de desenvolver grandes teorias socio-filosóficas.

Apetece-me só passar à acção de os dizer, mas como o pudor me impede de o fazer on-line e publicamente, vou-vos poupar a este chorrilho de palavrões que me perpassa os neurónios, podem ficar descansados.

No entanto, se quiserem ler asneirada da grossa, deixo aqui o link de um site que monitoriza o uso de palavrões no Twitter, e os expõe em tempo real, fazendo até um curioso gráfico com as palavras preferidas dos praguejadores cibernéticos.

O sucesso é tanto que até já tem um seguidor em língua portuguesa, que podem encontrar aqui, se preferirem a verborreia lusófona.

Apesar de haver alguns pontos de contacto (ou coincidências se preferirem) entre esses dois sites e este, asseguro-vos que desta vez não tenho nada a ver com isto, ok?