AIDES Graffiti – Protégez Vous

Janeiro 30th, 2010
As paredes e portas dos WC são usualmente decoradas com escritos e desenhos, alguns assaz originais, e que transmitem, melhor ou pior, com mais ou menos humor, uma mensagem ou um estado de espírito.
A associação francesa de luta contra a sida AIDES, lançou recentemente este interessante vídeo de sensibilização, que pega na ideia da escrita de casa de banho para nos mostrar, numa animação plena de criatividade, a pequena história de um pénis solitário.
Não será um desenho animado indicado para crianças, mas acho que encontraram um formato bastante eficaz e divertido para passar a mensagem.

Depois lembra-me…

Janeiro 29th, 2010
Acho piada às pessoas que ficam chateadas com outras por estas não se lembrarem do que as primeiras tinham que fazer.
Assim é capaz de ser confuso, por isso vamos lá ver se me faço entender…
Hão-de reparar no imenso número de vezes que se ouve a expressão “Depois lembra-me…”.
Sempre que usamos esta expressão atribuímos a outra pessoa a responsabilidade de se lembrar da uma tarefa ou compromisso nosso e assim, se não nos lembrarmos, temos com quem partilhar a culpa.
Nesses casos são normalmente usadas posteriormente expressões como “Então não me disseste nada?” ou “Eu não te tinha dito para me lembrares?!?” ou ainda “Bem me parecia que faltava alguma coisa! Eu tinha dito ao Fulano para me lembrar disso e ele não me disse nada!”, com mais ou menos indignação, dependendo da relação entre o delegante e o delegado desta tarefa de avivamento de memória.
Há que convir que assim tudo se torna muito mais fácil, não é?
Os maiores utilizadores desta técnica são normalmente detentores de cargos de chefia, que a usam sob a forma “Ó Cicrano não se esqueça de me lembrar que tenho que…” e são normalmente mais impiedosos na atribuição de responsabilidade à pessoa incumbida dessa tarefa.
Entre amigos e familiares também é usual usar-se esta “muleta”, mas neste caso as reacções posteriores são geralmente mais brandas e servem só para gerar alguma solidariedade da outra parte.
Há quem utilize com frequência os filhos como “avivadores de memória”, esquecendo-se que as crianças têm muito menos responsabilidade e atenção que os adultos, apesar de terem a memória “mais fresca”.
E depois quem sofre é o menino ou a menina que tinha a obrigação de se ter lembrado que o pai ou a mãe não desligaram o gás!
O mais engraçado é que, regra geral, a pessoa a quem foi dito “Depois lembra-me…” é que acaba por pedir desculpa por não ter lembrado a outra pessoa do que ela tinha para fazer.
Agora não me está a apetecer escrever mais sobre isto, mas depois lembrem-me de voltar ao tema. está bem?

Maradona: o anti-droga

Janeiro 27th, 2010
O presidente do Uruguai convidou Maradona para aderir a uma campanha anti-droga que vai decorrer no seu país.
Eu acho justo, porque Maradona sempre se bateu pela exterminação das drogas.
Queimou-as, aspirou-as e terá mesmo escondido algumas no próprio corpo, sempre com o intuito de evitar que os outros conseguissem aceder a ela.
É de facto um exemplo a seguir e envolvê-lo nesta iniciativa é um boa ideia do senhor Jose Mujica, porque o Maradona em forma acaba com os armazéns dos barões da droga uruguaios em três tempos, talvez o consiga mesmo só em dois tempos, num dia de festa.
O passo a seguir deve ser convidar o Charlie Sheen para uma campanha sobre violência doméstica.
Força nisso Charlie 😉

Rotundas

Janeiro 27th, 2010
Se tivesse que eleger a coisa que mais me irrita no trânsito (tirando gente que anda a 10km/h, que não dá piscas antes de virar, que estaciona em vias rápidas, que atira lixo pela janela, que faz ultrapassagens em gincana, que ultrapassa a fila toda e se mete à frente dos outros todos, que abranda até quase parar para ver os acidentes, que não respeita os sinais ou que não pára nas passadeiras) então elegia as pessoas que contornam as rotundas sempre pela faixa da direita.
Será que essas pessoas nunca se questionaram sobre o facto de haverem duas ou mais faixas nas rotundas e de, se calhar, elas estarem lá por alguma razão?
Tudo bem que até gosto de jogos, mas lá porque os russos têm a Roleta Russa não há necessidade de nós termos a Rotunda Tuga!
Para que não haja dúvidas, e porque acho que só o Luís de Matos e o Prof. Bambo é que são capazes de adivinhar sempre se o carro que vem por fora continua ou não a contornar a rotunda, fica aqui um desenhinho que explica como se deve fazer.
Muitos já terão visto esta imagem, mas nunca é demais lembrar que, além de a conhecerem, é bom que a apliquem no quotidiano e que, pedagogicamente, partilhem essa informação com muita gente.
Até porque cá em Portugal não se complica muito nas rotundas.
Era bem mais confuso se tivéssemos rotundas esquisitas como a da imagem abaixo.
Se tivéssemos disto por cá, a esfera armilar podia ser substituída por um carro amarelo amolgado, que passava a ser o novo símbolo nacional.

Cama quentinha

Janeiro 22nd, 2010
Em dias de muito frio todos desejamos chegar à cama e encontrá-la quentinha.
Foi a pensar nisso que os senhores de dois hóteis da cadeia Holyday Inn situados em Londres e outro hotel da mesma cadeia situado em Manchester se lembraram de contribuir para o máximo conforto dos seus clientes, garantindo que, sob pedido prévio, terão as suas camas aquecidas previamente por corpos humanos.
Segundo o porta-voz do grupo, os “aquecedores de camas” funcionarão como uma botija de água quente gigante, estando munidos de um termómetro que os avisará da altura em que a cama já esteja aquecida.
Para não ter problemas de higiene os “aquecedores de camas” entrarão nelas completamente cobertos, dos pés à cabeça.
Imagino que o seu fardamento seja uma espécie de saco como este da imagem, como se fosse um casulo humano.
E os cheiros?
Quem me garante que o funcionário não tem chulé ou mau hálito?
Quem pode assegurar que ele não liberta gases nem começa a suar com o calor?
E mais… e se adormece?
Temos que o acordar com cuidado e pedir por favor para ocupar a nossa cama?
Ou entramos com cuidadinho para não o acordar e ocupamos só a beirinha da cama?
Outra das iniciativas que eles devem ponderar é revestir o quarto a pessoas, para garantir com o calor humano uma melhor temperatura ambiente.
Para os mais friorentos, o recurso a pessoas que os envolvam num abraço quentinho, os”agasalhadores”, também talvez seja possível no futuro.
E talvez isso ocorra mais proximamente do que podemos imaginar.