A Mulher Cobra

Julho 28th, 2009

Toca a despir… enquanto não chove

Julho 23rd, 2009
Acho maravilhosa a relação de cumplicidade entre a religião e sexo.
Já tive oportunidade de falar aqui nisso, de uma forma ou de outra, mas esta estória é simplesmente deliciosa.
No estado de Bihar, na Índia, a falta de chuva, que aparece normalmente no período das monções, levou os agricultores locais a adoptarem uma estratégia, no mínimo, curiosa.
A estratégia passa por pedir às jovens solteiras para semearem os campos nuas.
O objectivo é embaraçar os deuses, a tal ponto que eles se sintam na obrigação de enviar chuva para as plantações crescerem e taparem as meninas.
Ora aí está o que eu chamo de um excelente pretexto, e imaginei logo o diálogo dos dois agricultores que tiveram esta ideia peregrina.

– Tá um calor insuportável Rachid, não me apetece nada semear hoje.
– A mim também não Vijay. A mim agora apetecia-me ver umas miúdas nuas a semear por mim ali no campo, e nós ficávamos aqui a beber uma cervejinha e a mandar bitaites, isso é que era!
– Era bom era, mas isso é pecado Rachid, os Deuses iam-nos castigar de certeza.
– Olha lá, mas podíamos dizer que estávamos a fazer isto precisamente para Lhes chamar a atenção, não achas?
– Tipo dizer que Eles andam distraídos e que deviam ter vergonha porque as coitadas das meninas até já têm que andar nuas porque não chove e não temos dinheiro para lhes dar roupa?
– Isso! Não é genial?
– Mas tu acreditas que isso vai dar resultado?
– Se tu acreditares, eu acredito. Acreditas que os Deuses existem não acreditas?
– Acredito.
– E achas que Eles iam aprovar que as miúdas andassem por aí sem roupinha, a mostrar as partes pudengas a todos?
– Não.
– Então lá está! Fazemos chover e ainda vemos umas miúdas nuas. É perfeito.
– E se corre mal Rachid?
– Se corre mal o quê Vijay? Se chover temos boas plantações, se não chover vemos miúdas nuas. Ganhamos sempre.

Não posso garantir que este diálogo tenha ocorrido, provavelmente até é bastante descabido, mas o facto é que elas lá andam, nuazinhas, a semear os campos…enquanto não chove.

Pincães e Misarela

Julho 21st, 2009

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New look

Julho 17th, 2009
Como o primeiro-ministro não remodela… remodelo eu – pensei.
Se assim o pensei, melhor o fiz (ou mais ou menos o fiz ou tentei fazer, vá) e cá está então, verdinha como as alfaces, a nova imagem do Ninho.
Já não mudava o look do blogue desde a sua criação, corria o longínquo ano de 2008.
Achei que esta era uma data fantástica para o fazer, até porque nesta data não tinha nada que fosse digno de festejo.
Como isto não é certamente algo que eu entenda como digno de festejo vou ter que fazer mira para o nascimento de um filho nesta data.
Noutro ano que não este, porque julgo que já não vou a tempo.
Se não for um filho, pelo menos uma árvore hei-de plantar nesta data.
Ou escrever um livro.
Outra opção é acelerar o passo para chegar à esquina antes da velhinha.
Isso sei que consigo.
Depois é só escrever sobre isso e festejar.
Espero não me esquecer, porque ainda falta um ano e como já não vou para novo a memória às vezes falha.

P.S. – Até nem está mau de todo, pois não?

Tradução sino-portuguesa

Julho 16th, 2009
A imagem abaixo (que pode – e deve – ser ampliada para melhor leitura, clicando nela) contém as instruções de uma lanterna que me deram há pouco.
Serve de alerta para os perigos da tradução instantânea no Google.
É também um exemplo de como o substantivo “sino”, da expressão sino-português, passa rapidamente a adjectivo qualificativo para o senhor responsável pela tradução.
Outro facto curioso é a camuflagem na informação sobre o país de origem do artigo, não sendo designado como China, mas sim como R. P. C. (ou seja, República Popular da China, para os mais distraídos).
Deve ser por comprarem bombas com instruções traduzidas por este senhor para árabe que os fundamentalistas islâmicos têm explodido com eles próprios.