Féstas Pópuláris

Junho 26th, 2009
Na passada 4ª feira foi dia de mais uma festa popular na minha cidade, o S. João.
Em Braga, cumprindo a tradição, o povo saiu à rua com martelinhos e alhos porros festejando o seu santo padroeiro.
Mas algo de estranho se passa, a meu ver, nas festas populares, um pouco por todo o País.
Onde estão os vendedores de potes de barro, gaiolas de grilos, bonecos de madeira, violas de plástico, bolas de borracha, tachos e panelas e grelhas para assadores?
O número de vendedores ambulantes é o mesmo, ou mesmo ligeiramente menos, mas na sua esmagadora maioria não vêm de Amares, nem de Vila Verde, Barcelos, Ponte da Barca ou Vieira do Minho.
Vêm do Burkina Faso, da Costa do Marfim, de Angola, Marrocos ou Senegal.
E vendem roupa, malas, relógios e óculos de sol de marcas conhecidas e estatuetas de madeira ou t-shirts e outros artigos com o Bob Marley estampado.
Havia ainda barraquinhas com caipirinhas e mojitos e vendiam-se também pizzas!
O que me leva a constatar que estas festas, de populares e tradicionais já têm muito pouco.
Até porque falta também a já tradicional visita da ASAE a tudo o que são feiras no nosso País e assim, à descarada, se vende todo o tipo de material contrafeito.
Não fico indiferente a isto, e não por qualquer tipo de racismo ou algo do género, mas porque mexe comigo que não se tratem todos da mesma forma e mais ainda que se desvirtuem festas que são centenárias e que têm algumas tradições que, quanto a mim, não se deviam desvirtuar.
Ao menos chamem-lhe outro nome qualquer, organize-se uma qualquer festa dos Santos Mundiais para reunir esta gente toda no devido contexto, mas a sonoridade de Féstas Pópuláris não me soa muito bem!

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